CAPÍTULO 2 - DOS PESQUISADORES E CURIOSOS

 



ABIMAEL SILVA (1913/), potiguar da cidade de Várzea, radicado em Natal há vários anos, é dono de um dos mais tradicionais sebos da capital e editor de um selo que leva o mesmo nome: Sebo Vermelho. Ele já publicou, pelo referido selo, mais de 600 títulos. Todas as atividades da editora e do sebo concentram-se na Av. Rio Branco, 705, Cidade Alta, Natal/RN. O escritor Thiago Gonzaga afirmou que Abimael, enquanto sebista e editor, deu uma significativa contribuição não apenas à literatura potiguar, mas também à cultura livresca brasileira. Ele relembra que um dos primeiros lançamentos da editora foi a reedição do livro Poetas do Rio Grande do Norte, de Ezequiel Wanderley, uma obra relevante para a história literária do estado. Entre as inúmeras honrarias recebidas por Abimael Silva, destaca-se o título de Cidadão Natalense, conferido em 2003. Nesse mesmo ano, ele lançou a plaquete Natal e Eu. Em 2007, organizou As 14 Mais da Poesia Potiguar. Já em 2011, preparou Lembrando José Helmut Cândido, uma pequena seleção de textos sobre Helmut, um leitor e amigo do Sebo Vermelho  e que, curiosamente, também foi carteiro de Câmara Cascudo.



ADRIANO RAIMUNDO MAIA, filho de Manoel Raimundo de Brito e de Severina Rodrigues de Medeiros Maia, e SIDNEI CLAY BATISTA CAVALCANTE, filho de Francisco Rodrigues Cavalcante e de Maria Dalvani Batista Cavalcante, são defensores da cultura popular e intermediadores que viabilizaram a logística para que chegássemos à fortificação de Pium, também chamada pelos nativos de Casa de Pedra. Essa fortificação, segundo o professor Lenin Campos Soares, remete ao contexto da Guerra Brasílica, conflito entre portugueses e holandeses pelo controle do nordeste brasileiro produtor de açúcar. Olavo de Medeiros, um dos homenageados neste volume, menciona essa construção no livro “No Rastro dos Flamengos”, alegando que o sítio onde se encontra a supracitada fortificação era propriedade de João Lostão (ou Lostau) Navarro, sogro do tenente-coronel Joris Garstman, holandês. Contudo, propomos refletir sobre a possibilidade de a Casa de Pedra ser uma construção do século XVI, idealizada pelos jesuítas. Com esse propósito, considera-se que as missões jesuíticas eram concebidas como assentamentos destinados a abrigar os indígenas de forma pacífica e doutrinária. Essas missões eram organizadas em torno de uma igreja central e incluíam casas, escolas, oficinas e plantações. Assim, levanta-se essa tese. Por outro lado, no livro “Índios do Açu e Seridó”, do mesmo historiador, a chamada Casa de Pedra, localizada a meia légua do rio Pirangi, é identificada como a casa de João Lostão Navarro. Roberto Airon Silva corrobora essas informações com base em três mapas (de Frederick de Wit, Cornelius Danckert e Nicholas de Fer), além das crônicas dos holandeses Gaspar de Barléus e Gaspar Schmakalden, complementadas por outros mapas e documentos.


ÁLVARO ANÍDIO BATISTA, ilustre presidente do Instituto Norte-Riograndense de Gentealogia - INRG. Estudou no Ginásio Diocesano Seridoense que foi fundado em 1º de março de 1942 pelo primeiro bispo da Diocese de Caicó-RN, Dom José de Medeiros Delgado, iniciando suas atividades escolares com apenas 41 alunos matriculados nos cursos de primário e admissão. A primeira diretoria do GDS, segundo o memorialista Álvaro Anídio,  foi nomeada pelo então bispo Dom Delgado, sendo composta pelo Mons. Walfredo Gurgel, Pe. Manuel da Costa,  Pe. Mário Damasceno e Padre Milton Medeiros. Ele concluiu o curso em 1973. Anídio é Um genealogista nato, sempre estudando a origem da família 'Batista' e agregadas, construindo árvores da linhagem familiar.  Para isso, ele utiliza fontes como registros históricos, entrevistas orais, análise genética e certidões de pais, tios, avós e bisavós. Ele consegue conectar as pessoas com suas raízes ancestrais. Não sabemos qual a sua formação acadêmica, pois ele é muito discreto e educado, sempre fugindo dos palcos e holofontes, mesmo observando uma observação errada, prefere calar a corrigir o interlocutor. Construiu a  história do Capitão Clementino Batista de Araújo  (1833-) que foi esposo de Luiza Rosalina de Araújo (1831/) filha de Marcos Araújo Pereira e Josefa Maria da Encarnação. É cediço que ele era um grande comerciante de gado da rota Piauí--Pernambuco. Com o fruto desse trabalho comprou as seguintes propriedades rurais: Pintado, Cavalcante, Ponta da Serra,  Góis, Maracujá, Terceira Morada Riacho da Palha, Carnaúba, o que, notadamente o credenciou como um grande fazendeiro da região seridoense, bem como da Paraíba. 



Monsenhor ANTENOR SALVINO DE ARAÚJO (1929/) pároco Emérito de Sant’Ana de Caicó, é uma referência na comunidade eclesiástica e símbolo da ‘grandiosa’ Festa de Sant’Ana. O sacerdote caicoense foi ordenado em 1960, na ressaltada Catedral, por Dom Manuel Tavares. Intelectual, conhecedor profundo da história local e do Brasil. O Monsenhor foi professor no Ginásio Diocesano Seridoense e no Instituto de Educação. Construiu o Castelo de Engady e o Emérito de São Sabas. É um dos fundadores da Rádio Rural AM de Caicó, onde até hoje apresenta o programa “O Mundo Bíblico”.


CARLOS SANTANA é um artista plástico que apresenta o seu trabalho no Pelourinho, famoso bairro de Salvador/BA. Em visita recente ao destacado Centro Histórico, percorremos a área que abrange as ruas entre o Terreiro de Jesus e o Largo principal. Não se deve esquecer que o local possui um conjunto arquitetônico colonial barroco brasileiro preservado, integrante do Patrimônio Histórico. Na ocasião, visitamos também a Fundação Casa de Jorge Amado, localizada nos casarões de números 49 e 51, no mesmo Centro Histórico mencionado anteriormente. No casarão de nº 68 da Rua Alfredo Brito, a poucos metros da sede da Fundação, viveu Jorge Amado. Cenário de vários episódios dos romances de Jorge Amado, o Pelourinho já corria o mundo com as histórias de Dona Flor, Pedro Arcanjo, Tereza Batista, Quincas e mais uma dezena de personagens que, fruto do imaginário do escritor, ainda hoje podem ser confundidos com diversos tipos populares que percorrem suas ruas sombreadas por sobrados.

 CÉSAR ARAÚJO é descendente de JOSEFA PEREIRA DE ARAÚJO (1737–1816), ambos da Fazenda "Picus de Sima" (grafia original), localizada na antiga Villa do Acary. Josefa era filha de Tomás de Araújo Pereira (Primeiro), considerado o "Adão do Seridó", e de Maria da Conceição de Mendonça, esposa do patriarca Capitão-mor Caetano Dantas Correia e mãe de Micaela Dantas Pereira, Francisco Xavier Dantas, Caetano Dantas Correia Filho, Gregório José Dantas Corrêa, Simplício Francisco Dantas Corrêa e outros 12 filhos. No local exato onde ficava a casa da matriarca, foi erguido um marco histórico em homenagem ao Capitão-mor Caetano Dantas Correia. Há registros de que ele chegou ao Seridó para desbravar e colonizar a região com apenas 17 anos de idade. Tornou-se um próspero criador de gado e adquiriu a Fazenda Picos de Cima, onde viveu até sua morte. Atualmente, César Araújo reside no local e é reconhecido como legítimo herdeiro tanto da família Dantas Correia quanto dos Pereira de Araújo.


CRISTINA VITERBINA BEZERRA Neta nasceu em 1951, em Currais Novos/RN, filha de Manoel Bezerra de Vasconcelos e Josefa Lino Bezerra. É neta de João Lino Bezerra e Cristina Viterbina Bezerra, e bisneta de Luís de França Bezerra (1862–1948) e Maria Bezerra. Na foto, observamos uma visita feita por Cristina (à direita de quem visualiza a imagem) à sua professora Sérvula Escolástica Pires. As aulas, ministradas no Sítio Quandu, após o Totoró, ocorreram no final da década de 1950 e início da década seguinte.

 DELMIRO PEREIRA DA SILVA, mais conhecido como Ivo Pereira, é descendente da família Pereira oriunda do sítio Saco dos Pereira. Filho de José Lino Pereira e Anita Leionizia da Silva, é casado com Elizabeti Tarouquela da Silva e pai de três filhos: Carolini Pereira, Ivan Pereira e João Pedro Tarouquela, todos nascidos no Rio de Janeiro. Ivo Delmiro Pereira é neto de Agostinho Cassiano Pereira (1896–1984) e de Ana Santana Pereira, sendo, portanto, bisneto de Sebastião Cassiano Pereira de Araújo e Henriqueta Leopoldina do Espírito Santo. Seu avô, Agostinho Cassiano Pereira, foi acolhido no Natal de 2010 pelo parente Capitão José Sancho de Araújo, na Fazenda Pinturas, localizada em Acari. Posteriormente, o Capitão prometeu-lhe o casamento com Ana Santana Pereira, após este demonstrar bravura ao domar um burro mulo bravo. Por meio do casamento, Agostinho Cassiano Pereira adquiriu a propriedade rural Saco dos Pereira, cuja primeira porteira fazia divisa com as terras da histórica Fazenda Pinturas. Tanto o avô, quanto o pai e o tio de Ivo, Manoel Pereira, conhecido como Manoel Vermelho, eram sertanejos habilidosos na tarefa heróica de amansar burros bravos, uma atividade que só indivíduos de coragem extraordinária se atreviam a enfrentar.

 

DIDIER PIRONI EVARISTO ALMEIDA cursou História na modalidade de Licenciatura. Seu curso está vinculado ao Departamento de História (DEHIS) do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), localizado no Campus Central. O departamento é responsável por administrar o Curso de Graduação, além de coordenar os Laboratórios de Arqueologia, de Imagens, de Restauração de Livros e Documentos, e de Experimentação em História Social, bem como o Memorial do PNLD. Didier percorreu os campos da História Social, uma vertente da ciência histórica que estuda a sociedade como um todo. Ele nos esclarece que esta abordagem surgiu como uma reação à História Política e Militar, que se concentrava em figuras individuais, como reis e heróis. A História Social é uma modalidade historiográfica interligada às Ciências Sociais, abrangendo uma ampla variedade de objetos de estudo. Didier também menciona que a História Social pode ser incorporada a outras dimensões da História, como a Política, a Economia ou a Cultura. Por exemplo, a Demografia Histórica se transforma em Demografia Social quando problematiza os índices populacionais sob uma perspectiva social. Essa área pode, inclusive, ajudar a compreender melhor as relações familiares ao longo das épocas e a reviver o passado. Retornando à explicação inicial, o Departamento de História conta com um quadro composto por docentes e servidores técnico-administrativos. Segundo o Estatuto da UFRN de 2002, o plenário do departamento é a instância deliberativa responsável pelas políticas, estratégias e rotinas administrativas, acadêmicas, didático-científicas e pedagógicas, enquanto a chefia do departamento é a instância executiva dessas atividades. O curso de História foi reconhecido legalmente pelo Decreto Federal nº 46.868, de 16 de setembro de 1959. Posteriormente, a habilitação em Bacharelado foi instituída pela Resolução 62/77, de 3 de junho de 1977. Ao longo dos anos, o curso passou por reformulações curriculares e mudanças significativas. Didier foi aluno do saudoso professor universitário WALNER BARROS SPENCER, doutor em Ciências Sociais, na área de Arqueologia, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2004). Spencer possuía experiência na área de Arqueologia, com ênfase em Arqueologia Pré-Histórica, atuando principalmente nos temas: arqueologia, pré-história, migrações, dunas e pinturas rupestres. Ele coordenou e dirigiu diversos diagnósticos arqueológicos em EIAs/RIMAs. O discipulo se orgulha de ter sido orientado pelo doutor Spencer, a quem atribui grande influência em sua formação como jurista e historiador. Curiosamente, compartilha o nome com Didier Joseph Louis Pironi, piloto francês de Fórmula 1 e de lancha offshore. Pironi, homenageado pelo pai, nasceu em Villecresnes em 26 de março de 1952 e faleceu em Southampton em 23 de agosto de 1987. Ele foi campeão da Fórmula Renault na França em 1974, conquistou o título da Super Renault em 1976 e venceu a prestigiosa corrida de apoio da Fórmula Três em Mônaco, em 1977. Fez sua estreia na Fórmula 1 no GP da Argentina, em 15 de janeiro de 1978.



EDGAR HORÁCIO DE MEDEIROS é uma personalidade destacada, tendo sido mencionado pelo autor Claudio Sanvicente em 2021. Edgar nasceu em 28 de dezembro de 1939, no sítio Carnaúbas, então pertencente ao município de Serra Negra do Norte, no Rio Grande do Norte. Ele é trineto do Pe. Joaquim Félix de Medeiros. Ao longo de sua vida pública, Edgar ocupou os cargos de vereador e vice-prefeito, vindo a se tornar prefeito de Ipueira/RN. Edgar também é patrono de um artefato singular da família Medeiros, de origem portuguesa, vinda da Ilha da Madeira. O objeto é feito de madeira densa com verniz escuro e possui ponteira e punho de prata, onde está registrado, em baixo-relevo, o ano de 1645. A bengala foi trazida pelos irmãos açorianos Rodrigo e Sebastião de Medeiros Matos em 1739. Estes irmãos são ancestrais tanto de Edgar Horácio quanto de Claudio Sanvicente. Além de político, Edgar é um exímio genealogista, dedicado integralmente à pesquisa sobre a família 'Medeiros', sua linhagem e ascendência. Em uma de suas pesquisas, relatou a Claudio Sanvicente: "Como é sabido, seu trisavô casou-se com Paulina Engrácia Fernandes em 1858, deixando os seguintes filhos: Themístocles de Medeiros Newton, Ermelinda, Cândida de Oliveira Medeiros, Esperidião Eloy de Medeiros, Euticiano de Medeiros, Joaquim Apolinar Fernandes de Medeiros, Maria Cândida de Medeiros e José Bernardo de Medeiros Júnior. Este último é seu bisavô, Claudio. José Bernardo de Medeiros faleceu na Fazenda Solidão em 15 de janeiro de 1907 e foi sepultado em Caicó."





EZEQUIEL GALVÃO FERREIRA DE SOUZA, nasceu em 3 de maio de 1967 na cidade de Natal/RN. Filho do ex-deputado e ex-presidente da Assembléia Legislativa Ezequiel José Ferreira de Souza. Bisneto do ex-deputado Ezequiel Mergelino, que ocupou uma cadeira no legislativo estadual em 1910; sobrinho-neto do ex-senador e ex-deputado José Ferreira; é sobrinho-neto da ex-deputada Maria do Céu Fernandes, primeira Deputada eleita do Rio Grande do Norte; também sobrinho-neto do ex-governador e ex-deputado Cortez Pereira; primo de um dos mais brilhantes parlamentares que já passaram pela Assembléia Legislativa, deputado Paulo de Tarso Fernandes; e primo do ex governador do Rio Grande do Norte Iberê Ferreira de Souza. É deputado estadual do Rio Grande do Norte. É o 12º membro da família a ocupar uma cadeira na ALRN, fazendo parte de uma família que há muitos anos exerce importante liderança política no Rio Grande do Norte. As suas principais bases políticas são nas regiões: do Seridó, especialmente em Currais Novos, seu berço político, e onde obteve maior votação para deputado estadual na história do município. Foi por 4 vezes consecutivo o parlamentar que mais apresentou Requerimentos e Projetos de Lei na Assembléia Legislativa, no período de 2004 à 2007. Apresentou vários projetos visando principalmente a geração de emprego e distribuição de renda no meio rural. Dentre tais, destaca-se a luta pela construção da Estrada da Produção, interligando toda Serra de Santana e possibilitando a escoação agrícola daquela micro-região; também busca revitalizar a cultura do algodão através de Projeto de Lei, em uma tríplice parceria entre Governo do Estado, empresas de beneficiamento e o produtor rural.


FABIANO TEIXEIRA tem se destacado por sempre incentivar e contribuir com a literatura. Um legado literário pode ser deixado por meio da publicação de livros, e-books, blogs, clubes de escrita e até mesmo pela comunicação falada. Esta última é amplamente utilizada no dia a dia e desempenha um papel fundamental na interação social, na transmissão de cultura e tradição e na resolução de conflitos. A comunicação falada é um dos tipos de comunicação verbal, que também inclui a comunicação escrita. Outros tipos de comunicação incluem a comunicação não verbal e a visual. Nesse contexto, destaca-se a emissora de rádio "Mar e Campo", que Fabiano impulsiona com muita dedicação e esmero. O funcionamento de uma emissora de rádio envolve a conversão da voz do locutor em ondas elétricas, que são transmitidas por meio de antenas. A antena recebe os sinais elétricos e os transforma em ondas eletromagnéticas, captadas pelos aparelhos de rádio. A equipe de uma emissora de rádio é composta por locutores, produtores, técnicos de som e jornalistas. Já a escrita, considerada uma forma de arte e expressão, permanece viva ao longo do tempo, resistindo a transformações sociais. A literatura, por sua vez, possui um caráter subjetivo e conotativo. Autores e leitores atribuem a ela funções sociais importantes, como a reflexão sobre a realidade e o estímulo ao pensamento crítico.


FÁBIO PIRES PRAXEDES (1972–), conhecido como Fabinho, nosso melhor goleiro dos times da infância, é trineto do Tenente-Coronel Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1849–1934), o "Major Pires". O pai do Major faleceu jovem, aos quarenta anos, vítima de fortes febres, estando envolto em mantas ao ser sepultado no cemitério do Bico da Arara. Já a família 'Praxedes', pela linhagem de seu genitor, Francisco Praxedes, possivelmente descende do Capitão Antônio Fernandes Pimenta e de dona Francisca Romana do Sacramento. Este casal gerou Praxedes Benevides Pimenta, que, por ocasião de sua crisma, recebeu o nome Vicente. Ele era neto paterno do Alferes José Fernandes Pimenta e de dona Josefa Maria da Conceição, e neto materno do Capitão Manoel Carneiro de Freitas e de dona Delfina Filgueira de Jesus. Por sua vez, era bisneto do português Antônio Fernandes Pimenta e de Joana Franklina do Amor Divino, tronco genealógico dos célebres Fernandes Pimenta. Assim, Vicente Praxedes Benevides Pimenta (1805–) tornou-se um dos homens mais influentes da região do Oeste norte-rio-grandense. 

FRANCISCA PIRES GALVÃO (1936/) filha do agropecuarista João Raphael Dantas (1888/1975) e de Joana Petronilla de Medeiros (/1980). Esposa do saudoso ANTÔNIO PIRES GALVÃO (1934/1999), o ‘Toinho Pires’ que era filho de Enéas Pires Galvão (1879/1960) e de Joana Leopoldina Pereira de Araújo (1903/1963).   Neto paterno do Tenente-Coronel Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1849/1936) e de Porphíria Alexandrina de Jesus (1855/1892). Neto pela veia materna de Antônio Pereira de Araújo (1869/1933) e de Guilhermina Lopes de Araújo (1884/1960). Outros ancestrais de ‘Toinho Pires’  que se tem notícia e estimam à memória: Cypriano Lopes Galvão (1807/1862); Anna Marcolina de Jesus (1817/1900); Cypriano Lopes Galvão (1769/1809); Teresa Maria José Bezerra (1774/1842); Cypriano Lopes Galvão (1750/1813); Vicência Lins de Vasconcellos (1757/1827); Cipriano Lopes Galvão (1700/1763); Adriana de Holanda Vasconcelos (1723/1793); Francisco Cardoso dos Santos (1766/); Teresa Lins de Vasconcelos (1727/1793). Antônio Pereira de Araújo (1781/1851); Maria José de Medeiros (1788/1858); João Damasceno de Araújo (1743/1796); Maria José dos Santos (1743/1833); Thomaz de Araújo Pereira (1701/1781); Maria da Conceição de Mendonça (1718/1779); Rodrigo de Medeiros Rocha (1709/1757); Apolônia Barbosa de Araújo (1719/1802); Thomaz de Araújo Pereira (1765/1847); Teresa de Jesus (1761/1829). Antônio Pereira de Araújo (1869/1933); Guilhermina Lopes de Araújo (1884/1960); Thomaz Lopes de Araújo (1845/1890); Maria Theodora de Jesus (1849/1889); João Damasceno Pereira de Araújo (1927/1908); Thereza Alexandrina de Jesus (1829/); Manoel Lopes Pequeno (1794/1818); Anna Maria da Circuncizão (1795/1837). No centro da imagem está a filha de Francisca Pires, a veterinária Joana Darc Pires conservadora da tradição oral a qual lhe foi transmitida histórias e culturas das gerações pretéritas. Atenta aos idosos no papel de oradores e ela ouvinte. Para ela a tradição oral é importante para a preservação de histórias, garantindo que as novas gerações conheçam o legado de seus antepassados. E assim nos repassa fatos e contos a seguir delineados: Fato primeiro remonta ao ano de 1832, quando o trisavô de José Lopes de Araújo, Cel. Cipriano Bezerra de Araújo, integrou a Legião Seridoense, que marchou contra o caudilho Pinto Medeiros. Anos depois, entre 1841 e 1845, ele foi nomeado promotor interino. O segundo fato refere-se ao Capitão-mor Manoel de Medeiros Rocha, que recebeu, em 5 de fevereiro de 1789, a patente de Sargento-mor de Ordenanças da Vila do Príncipe. Em 1821, antes mesmo da Independência do Brasil, foi eleito para a junta provisória do governo de Caicó, no interregno entre o final da colônia e o início do império (1819-1823). Em 1845, foi nomeado Juiz de Paz. O terceiro episódio menciona o Presidente da Província Thomaz de Araújo Pereira (1765-1847). Ele recebeu, em 6 de agosto de 1799, a patente de Tenente das Milícias e, em 27 de setembro de 1806, a de Capitão da Primeira Companhia de Cavalaria de Ordenanças da Vila do Príncipe. Seus restos mortais encontram-se na então Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, elevada em 2021 à condição de primeira basílica do Rio Grande do Norte. O templo é um símbolo da devoção e fé dos seridoenses. O quarto fato refere-se ao Cel. Cipriano Lopes Galvão, primeiro Coronel do Regimento da Cavalaria da Ribeira do Seridó e primeiro morador civilizado de "Galvanopólis". Ele e sua esposa, Adriana de Holanda Vasconcelos (1733-1793),  estão sepultados na Capela de Nossa Senhora do Rosário de Acari. Adriana foi a primeira proprietária das terras que atualmente circundam a cidade de Cerro Corá/RN. O quinto fato tem como protagonista o Capitão-mor Caetano Dantas Corrêa (1710-1797), que, em 1770, recebeu a patente de comandante do Regimento da Cavalaria de Ordenanças da Ribeira do Seridó e, em 1793, a de Tenente-coronel. Ele é considerado fundador de Carnaúba dos Dantas/RN e está sepultado na Capela do Rosário, em Acari. Tais relatos e outros, transmitidos por Joana Darc Pires, são apresentados de forma simples e informal, características das tradicionais "conversas de alpendre" sertanejas, mas carregam grande importância para as futuras gerações.

  

FRANCISCO DE ASSIS SILVA, mais conhecido como professor Chiquinho, é filho de Jeová Félix e Hilda Lopes da Cruz. Natural de Cerro Corá, no Seridó, uma região com história rica, ligada à Guerra do Paraguai e ao Cel. Cipriano Lopes Galvão (1700–1764), que era esposo de Adriana de Holanda e Vasconcelos, verdadeira desbravadora do lugar. O casal mencionado veio de Igaraçu/PE em 1755 para o Seridó, adquirindo terras na localidade de Totoró, que abrangia o povoado de Cerro Corá, inicialmente chamado de Barro Vermelho. Dona Adriana administrava uma fazenda de gado e fixou residência nas proximidades. Sobre a terra natal do professor, destaca-se o ano de 1922, quando o Presidente da Intendência de Currais Novos, João Alfredo Pires de Albuquerque Galvão, mudou o nome do povoado para Cerro Corá, em homenagem ao último momento histórico da Guerra do Paraguai. Entrementes, além de seu hábito pela leitura e estudos, o professor Chiquinho trabalhou na rede estadual por 31 (trinta e um) anos ininterruptos, ministrando as disciplinas de Geografia e Sociologia, chegando a ocupar cargos de direção escolar. Na rede municipal, exerceu sua atividade por mais tempo, totalizando 35 (trinta e cinco) anos de plena dedicação acadêmica. Ele também foi nosso professor no Educandário Jesus Menino, uma escola particular de Currais Novos/RN, tradicional na educação básica, que completou 80 anos de funcionamento, oferecendo formação nas etapas da Educação Infantil e Ensino Fundamental. Essa escola é fruto do trabalho de Madre Francisca Lechner, natural da Baviera, na Alemanha. Durante sua trajetória educacional, a madre teve a oportunidade de estudar com as irmãs escolares, formou-se professora e, com o desejo de educar meninas e amparar idosos, fundou a Congregação das Filhas do Amor Divino em 21 de novembro de 1868. Finalizamos esta homenagem com as próprias palavras do professor Chiquinho: "Educar é semear com sabedoria e colher com paciência.

FRED NICOLAU, pesquisador da Fundação Rampa, que embarcou, inclusive para os Estados Unidos onde passou temporada de 30 dias garipando documentos que remontando o passado de Natal nos tempos que a cidade era rota obrigatória da aviação mundial. Documentos, relatórios e dossiês produzidos entre as décadas de 1920 e 40 por empresas como a companhia aérea Pan Am – que operou no Brasil como Pan Air e construiu o edifício da Rampa às margens do rio Potengi passaram pela mão de Fred. Não obstante, teve sua estada esticada por motivo das pesquisas terem se desdobrado para questões relativas ao período da Segunda Guerra Mundial, quando Natal e Parnamirim serviram como base área dos Aliados.



GEÓRGIA FELÍCIA MEDEIROS DE MACÊDO SILVA (1982–), esposa do autor José Gentil Medeiros, planejou e promoveu uma viagem a Triunfo/PE com o objetivo de realizar turismo, o que acabou por culminar na pesquisa da Furna dos Holandeses, também conhecida como Furna da Lage. Segundo o livreiro e pesquisador Magno Arlindo da Silva, do Sebo Magno, após a ocupação holandesa no Nordeste, alguns dos mais abastados conseguiram retornar para os Países Baixos e outros países da Europa. Os mais pobres, no entanto, tiveram que encontrar refúgio em locais no próprio Nordeste, devido à impossibilidade de arcar com os custos do retorno. Um desses locais é justamente a Furna mencionada, situada a uma altitude de 1050 metros, onde refugiados se esconderam por anos. A Furna da Lage é um verdadeiro museu a céu aberto, onde objetos pertencentes a essas famílias foram encontrados. Esses itens foram apresentados por Geórgia para despertar o interesse do esposo no passeio. O local é preservado por um anfitrião dedicado, que também cuida de alguns utensílios históricos encontrados na área.  Para chegar à Furna da Lage, o casal contratou um guia local, saindo do centro da cidade de Triunfo/PE, percorreram um trecho de estrada colonial pavimentada com pedras irregulares, que provocou trepidação em boa parte do trajeto. Durante a viagem, Gabrielle Medeiros, à época com 1 ano e 8 meses, acabou dormindo no colo da turista desbravadora. O passeio à Furna foi combinado com a visita a outros pontos de interesse na região, como o Pico do Papagaio, onde há um monumento ao cangaceiro Lampião, uma cacimba (cujas informações específicas não foram registradas), um imponente teatro no centro da cidade e antigos casarões e casarios ainda preservados.


IVANILDO ARAÚJO DE ALBUQUERQUE FILHO nasceu em 15/06/1977 e é o atual prefeito de Timbaúba dos Batistas, município localizado na região do Seridó, no estado do Rio Grande do Norte. Timbaúba dos Batistas é um dos municípios menos populosos do estado, com cerca de dois mil habitantes, e está a 282 km da capital, Natal. O município é conhecido pela excelência na produção de bordados típicos, que são referência cultural e econômica da região. Breve Histórico - Em 5 de dezembro de 1958, pela Lei Estadual nº 2320, foi criado o distrito denominado Timbaúba dos Batistas, antigo povoado de Timbaúba, subordinado ao município de Caicó. Posteriormente, em 1º de julho de 1960, uma nova divisão territorial foi realizada, mas o distrito continuou vinculado a Caicó. Finalmente, em 10 de maio de 1962, pela Lei Estadual nº 2774, Timbaúba dos Batistas foi elevado à categoria de município, desmembrando-se de Caicó. Sobre a Imagem -  Na imagem mencionada, estão presentes, da esquerda para a direita (de quem visualiza):Arysson Soares, consultor, ambientalista e secretário municipal em Timbaúba dos Batistas. Arysson é membro de diversos institutos históricos, incluindo os do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e o Instituto Histórico e Geográfico de Santos, em São Paulo. Além disso, ele é correspondente da Academia Apodiense de Letras, destacando seu compromisso com a preservação da história e cultura regional. Claudio Sanvicente, com o braço laçado ao pai de Arysson, José Perôncio.Em seguida, José Maria de Queiroz e o prefeito Ivanildo Araújo de Albuquerque Filho.

 JANILSON AURINO, VINÍCIUS SILVA e JOSÉ MEDEIROS participaram de um evento acadêmico ocorrido em Belém do Pará. O curso foi ministrado pelo professor Vinícius Silva, Bacharel em Direito pela URCA - Universidade Regional do Cariri e Técnico Judiciário no Poder Judiciário, onde atua auxiliando as rotinas de processos criminais na Justiça Federal da 5ª Região. Ele foi aprovado no concurso para Técnico Judiciário do TRF da 5ª Região, conquistando o 2º lugar, no concurso para Delegado de Polícia do Estado do Ceará, no qual obteve 80% da nota da peça processual. JANILSON AURINO também é Bacharel em Direito e Licenciado em Letras, assim como JOSÉ MEDEIROS. É importante lembrar que um profissional formado em Letras pode ser chamado de beletrista. Entretanto, dependendo da área de especialização escolhida, outras nomenclaturas podem ser aplicadas ao seu currículo, como linguista ou filólogo. A graduação em Letras pode ser realizada como bacharelado ou licenciatura, e o curso aborda a origem e o desenvolvimento da gramática, além da literatura de um idioma. 


JESUS MARIA HIJO é  um apreciador da história, enviado por Deus advindo das longíquas terras paraguaias, sempre fornencendo riquissimas informações para lastrear nossas pesquisas e buscas. Um pesquisador empírico é aquele que conduz pesquisas baseadas em evidências concretas e observações diretas, com o objetivo de chegar a novas conclusões. A pesquisa empírica é essencial em diversas áreas do conhecimento e impulsiona descobertas valiosas. Visitas proveitosas ao Paraguai.


 JOABEL RODRIGUES DE SOUZA (1937–2014), exímio historiador, pesquisador e escritor, foi um ícone nas pesquisas e na produção de livros que narram a história de Currais Novos/RN. O historiador deixou um legado inestimável, principalmente ao resgatar em suas obras os fatos sobre o descobrimento, povoamento e desenvolvimento de Currais Novos. Entre suas publicações mais emblemáticas está o livro “TOTOTÓ, BERÇO DE CURRAIS NOVOS”. Na imagem que frequentemente o representa, ao seu lado direito, está ARYSSON SOARES, nascido em Caicó, no ano de 1979, filho único de Iracema Soares, então patrona da Casa das Bordadeiras de Timbaúba dos Batistas. Formado em Segurança no Trabalho, Técnico em Cooperativismo, Agronegócio e Gestão Ambiental, Arysson é dedicado à pesquisa, genealogia, história, sertanismo e regionalismo. 

JOSÉ BRAZ NETO é filho de José Braz Filho (1925–1996) e de Adaltiva Pires Galvão (1929–2021). Pela linha paterna, é neto de José Braz de Albuquerque Galvão (1896–1983), bisneto de Francisco Braz de Albuquerque Galvão (1873–1938), trineto do Coronel Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão (1830–1918) e do Coronel José Bezerra de Araújo Galvão, conhecido como "Zé Bezerra da Aba da Serra" (1843–1926), além de tetraneto do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1757–1857). Pela linha materna, é neto de Horácio Pires Galvão (1891–1950), bisneto do Tenente-Coronel Antônio Pires de Albuquerque Galvão, o terceiro com esse nome e conhecido como "Major Pires" (1849–1934), trineto de Antônio Pires de Albuquerque Galvão Júnior (1823–1871), sepultado no cemitério do Bico da Arara como vítima de cólera, e tetraneto novamente do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1757–1857). Casou-se em primeiras núpcias com Elisabete Pereira Galvão (1956-2007), neta do ex-prefeito de Acari/RN Cipriano Pereira de Araújo. Viúvo, contraiu novo matrimônio com Rosana Bezerra do Lago (1960-), descendente do Coronel José Bezerra de Araújo Galvão, que é trisavô do biografado. Político, pecuarista, técnico em geologia e proprietário de terras rurais, José Braz Neto administra propriedades que abrigam torres de energia eólica com modernas tecnologias para geração de eletricidade a partir dos ventos. Na política, destacou-se como presidente da Câmara Municipal de Acari/RN durante o período de 1972 a 1976. Apesar disso, afirma que sua personalidade é incompatível com os padrões políticos contemporâneos, razão pela qual se afastou da vida pública. De geração em geração, o biografado é interligado ao seu tetravô Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1757–1857), que viveu os primórdios da Idade Contemporânea. Esse período foi marcado por transformações políticas, econômicas e sociais influenciadas pela Revolução Francesa, como a independência do Brasil e a Revolução Industrial. Entre os conceitos significativos desse contexto, destaca-se o liberalismo, que enfatiza a liberdade natural do homem e a limitação do poder estatal. O tetravô do biografado viveu sob o governo da Província de Pernambuco, no período em que D. João VI retornou a Portugal após a Revolução do Porto de 1820, evento que convocou as Cortes e demandou o retorno da família real. Nesse contexto, a Revolução Pernambucana de 1817, influenciada pelo Iluminismo, expressava o descontentamento com os altos impostos e a exclusão política imposta pela Corte no Rio de Janeiro. Em meio a tensões políticas, destacou-se o conflito entre o Partido Português, alinhado às Cortes de Lisboa, e o Partido Brasileiro, composto por grandes latifundiários que defendiam o liberalismo comercial. Durante esse período, em Recife, o governador Luís do Rego Barreto (1778–1840), nomeado por D. João VI, enfrentou forte oposição, culminando em tentativas contra sua vida e num clima de terror que tomou conta da Província de Pernambuco. Entre os eventos marcantes, foi sorteado um grupo de jovens para combater Luís do Rego Barreto. Entre eles estavam o Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1757–1857) e João Souto Maior, que dá nome a uma rua próxima à Ponte Boa Vista em Recife. Durante o confronto, Luís do Rego foi ferido e levado para recuperação na casa de um senhor de engenho. Por sua vez, o Major Antônio Pires teve que se esconder em um armazém de sal, localizado entre as ruas da Conceição e do Hospício, para escapar de represálias. A fuga de Recife tornou-se inevitável para o Major, que, com a ajuda de aliados, partiu na calada da noite, levando apenas o essencial. Seu destino foi o interior do Seridó, onde iniciou uma nova vida ao casar-se com a filha do Capitão-mor Manoel de Medeiros Rocha e estabelecer-se na Fazenda Glória, próxima à Vila do Príncipe. Assim, o Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão construiu uma numerosa descendência que perpetuou seu legado no sertão seridoense.



JOSÉ FERNANDES CAMILO DOS SANTOS é natural de Oeiras/PI e nasceu aos 23 dias do mês de Nossa Senhora da Guia, no ano de 1980, durante o governo de João Baptista de Oliveira Figueiredo (1918–1999), conforme suas próprias palavras. A origem de Oeiras está diretamente ligada ao desenvolvimento da pecuária no Piauí e ao surgimento das grandes fazendas de gado. No local conhecido como "Mocha", nome de um riacho situado na região, formou-se uma povoação com uma capela vinculada à freguesia de Cabrobó, da Diocese de Pernambuco. Considerada o núcleo mais antigo do Piauí, berço da história e da colonização do estado, Oeiras permaneceu como centro das decisões políticas até 1852, época em que o Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1797–1857) frequentava a região e sobre quem há relatos de prole deixada fora de seu matrimônio. Voltando a José Fernandes e deixando de lado a história da cidade que lhe deu origem, sabemos que ele é advogado atuante, especialmente junto às comissões. José é reconhecido por sua inteligência, sabedoria e sensibilidade – qualidades raras nos dias de hoje. Ele é, em essência, um verdadeiro politólogo, estudioso de instituições, sindicatos, igrejas e outras organizações cujas estruturas e processos de ação se aproximam, em complexidade, dos sistemas de governo. Baseado em nossas fontes, José Fernandes é uma pessoa cujas contribuições intelectuais frequentemente se destacam por sua abordagem rigorosa e fundamentada em evidências. Suas ideias são caracterizadas por uma visão à frente de seu tempo, com reflexões que muitas vezes antecipam os acontecimentos, em uma demonstração de discernimento e profundidade. É, sem dúvida, um homem culto, sábio e com os pés bem fincados no chão.


JOSÉ DA SILVA é filho de Cipriano José da Silva e de Joana Maria da Conceição, neto de José Justino da Silva e de Maria Virgínia da Conceição, bisneto de André Vieira de Medeiros e de Ana Guilhermina de Medeiros, e trineto de Guilherme Salustiano de Medeiros e de Joana Batista de Araújo. José tem se destacado por suas contribuições em consultas a pesquisadores e estudiosos de genealogia, além de relatos e contos locais. Durante nossa visita à lendária árvore quixabeira (Sideroxylon obtusifolium), em São Vicente/RN, ele nos forneceu uma multiplicidade de informações valiosas. Aprendemos que o fundador da cidade foi Joaquim Adelino de Medeiros, pelos idos de 1890, em uma faixa de terra doada pelo próprio fundador. Essa área, sob a sombra da árvore de 15 metros de altura, típica da vegetação da caatinga, era utilizada para a realização da feira, periodicamente realizada aos sábados. A feira, inicialmente simples, tornou-se um ponto de encontro que deu origem a um povoado, mais tarde elevado à categoria de cidade, desmembrando-se de Acari/RN. Durante a visita, José também compartilhou o livro "DR. BEZERRA - 50 ANOS DE TRABALHO, UM EXEMPLO DE VIDA" de Francisco Bezerra Neto que é Cirurgião Dentista, há 35 anos. Foi militar do Exército Brasileiro, em Natal e no Rio de Janeiro, durante 16 anos, inclusive, como Sargento. Foi o primeiro Dentista a residir no município de São Vicente-RN. Foi professor de Inglês, Biologia e Química, pela Secretaria Estadual de Educação e Cultura do Estado do Rio Grande do Norte, na Escola Estadual Aristófanes Fernandes, em São Vicente. Foi diretor da Maternidade Justiniana Barbosa, diretor do Centro de Saúde por dois anos, coordenador de Saúde por quatro anos, Secretário Municipal de Saúde, por três vezes, em três administrações seguidas, Vereador, primeiro secretário da mesa da Câmara, duas vezes seguidas, vice-prefeito e prefeito, tudo isso em São Vicente. Teve consultório em Natal e tem clínica em São Vicente e em Currais Novos-RN. Foi concursado, como Dentista, pela Secretaria Estadual de Saúde Pública do Rio Grande do Norte e pela Secretaria Municipal de Saúde de Currais Novos. E, ainda, atendeu nos municípios de Lagoa Nova-RN e Parelhas-RN.


Dr. JOSÉ PIRES DANTAS, filho de João Raphael Dantas (1888–1975) e de Joanna Petronila de Medeiros (1897–1980). Joanna¹ -  José²  -  Tomás³ - Ana⁴ - Thomaz⁵ / 2. José Thomaz de Araújo (1845/1930); Maria Thereza de Jesus (1870/1952).  3. Tomás Lopes de Araújo (1818/1856); Maria Edeltrudes de Medeiros (1821/1856).      4. Ana Maria da Circuncinsão (1795/1837); Manoel Lopes Pequeno (1794/1881).   5. Thomaz de Araújo Pereira (1765/1847); Thereza de Jesus (1761/1848). São seus avós, respectivamente:     Pedro Paulo de Medeiros Dantas (1845/1896);     Maria Benta de Albuquerque (1848/1926);     José Thomaz de Araújo (1845/1930);     Maria Thereza de Jesus (1870/1952). Bisavós:    Manoel Salustiano de Medeiros (1814/?);     Cândida Esmeraldina Dantas (1814/?);    Antônio Pires de Albuquerque Galvão Júnior (1823/1871);     Porfíria Alexandrina de Jesus (1832/);  Tomás Lopes de Araújo (1818/1856);    Maria Edeltrudes de Medeiros (1821/1856);      Joaquim Simplício Dantas (1830/1913);     Thereza Maria de Jesus (1839/1918). Trisavós: Pedro Paulo de Medeiros (1781/1896);    Maria Renovata dos Santos (1791/?);    Antônio Dantas Correia (1780/1853);     Joanna Francisca Dantas (1770/1842);    Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1797/1857);     Guilhermina Francisca de Medeiros Rocha (1802/1840);     Antônio Pereira de Araújo (1781/1851);     Maria José de Medeiros (1788/1858). O Dr. Zé Pires é professor universitário do curso de Agronomia, criado em 1936 com a fundação da Escola de Agronomia da Paraíba, posteriormente denominada Escola de Agronomia do Nordeste, por meio do Decreto Estadual nº 696, de 02/04/1936. A inauguração oficial ocorreu em 15 de abril de 1936, tornando-se o primeiro estabelecimento de ensino superior do estado da Paraíba. O curso foi federalizado em 16 de janeiro de 1950 e, posteriormente, integrado à Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 16 de maio de 1968. No caso, a UFPB incorporou o curso de Agronomia, que hoje é o mais antigo curso superior da instituição e figura entre os dez mais antigos do Brasil. No meio acadêmico, Professor Pires é amplamente reconhecido por sua qualificação e dedicação à pesquisa científica. Ele possui pós-graduação stricto sensu no mais alto nível – o doutorado –, qualificando-o para gerar novos conhecimentos e contribuições científicas inéditas em sua área de atuação. O doutorado, além de ser uma modalidade de pós-graduação stricto sensu, é uma qualificação reconhecida internacionalmente e indispensável para aqueles que desejam alcançar os mais altos níveis da carreira acadêmica. Professor Pires é um exemplo de dedicação e competência, sendo motivo de orgulho para toda a família. Sua trajetória deve servir de espelho e inspiração para as gerações futuras.
 


JOSÉ PIRES SEGUNDO,  preservador de informações sobre sua família PIRES e demais membros da comunidade. Zé Pires faz uso da tradição oral que é uma forma de transmissão de conhecimentos e cultura  de uma geração à outra. Ele é filho de ENÉAS PIRES GALVÃO que nasceu em Acari/RN no ano de 1879 e faleceu na mesma cidade em 1961. O seu pai foi Intendente, chegando a inaugurar o sacro Monte do Galo em Carnaúba do Dantas, bem como foi deputado estadual na legislatura de 1925 a 1928. Enéas matrimoneosse duas vezes, deixando prole numerosa, sendo o pai de Toinho Pires da Fazenda Cabeço Branco. 
 

JOSÉ RIBAMAR DE AGUIAR JÚNIOR, natural de Natal/RN, nasceu em 23/11/1967. Desde os primeiros anos de vida, demonstrou grande interesse pelos animais, seguindo o exemplo de seu avô paterno, que trabalhava na área agropecuária. Durante sua formação no Colégio Marista, conheceu o curso de técnicas agrícolas, o que aumentou ainda mais sua paixão pela área agrícola. Apesar de ter concluído graduações em Direito e Turismo, sua realização profissional está diretamente ligada à agropecuária. Ribamar Júnior também se destaca como apresentador do programa "Cheiro da Terra", que está em atividade desde dezembro de 2016. Percebendo a ausência de um programa de TV voltado para a agricultora familiar e gastronomia na região, Ribamar teve um insight profissional para criar um projeto autêntico e único. Assim nasceu o programa, com uma linguagem simples e acessível, voltado ao público rural, como produtores, agricultores e trabalhadores do campo. Em fevereiro de 2017, Ribamar conheceu a tv grande natal, que apoiou seu projeto. O primeiro episódio do "Cheiro da Terra" foi ao ar em março de 2017, permanecendo na emissora até o início de 2020. Atualmente, o programa é produzido pela  produtora Nós do RN  e transmitido por diversas plataformas digitais, alcançando um público expressivo. As plataformas digitais vêm crescendo cada vez mais, como podemos vislumbrar os números de seguidores em seus respectivos canais digitais por ele administrado.  Facebook cheiro da Terra: 2 mil seguidores - Facebook Pessoal: 6.500 seguidores - Instagram pessoal: 3.800 seguidores - Instagram Cheiro da Terra: 14.800 seguidores - Kwai Cheiro da Terra: 25.400 seguidores - Blog Cheiro da Terra: + de 14 mil acessos - YouTube Cheiro da Terra: 5.810 inscritos - Spotify Cheiro da Terra: + de 5 mil acessos - O sucesso de público se dar por sua humildade e coragem de abraçar aqueles que acreditam no solo, na simplicidade do campo e nas belezas da terra, esse é “seu meninu” um homem forte que defende os valores da sustentabilidade, do agro e da inclusão.                 Ribamar Júnior, ou "Seu Meninu", como é carinhosamente chamado, segue inovando e conectando o público rural às tendências da agricultura familiar, da gastronomia, da sustentabilidade e acessibilidade, consolidando o "Cheiro da Terra" como uma referência no segmento. Em tempo, da oportunidade, Guilherme Saldanha, Secretário Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca do RN foi o entrevistado no programa exposto na imagem acima. 

 JOSÉ SATURNINO PEREIRA DE MEDEIROS (1924-2014), Zé Rafael é filho de João Raphael Dantas (1888/1975) e de Joanna Petronila de Medeiros (1897/1980). João Raphael¹ - Pedro Paulo² - Manoel Salustiano³ - Maria Renovata⁴ - Silvestre⁵ - Caetano⁶ - 2. Pedro Paulo de Medeiros Dantas (1845/1896); Maria Benta de Albuquerque (1848/1926).     3.  Manoel Salustiano de Medeiros (1814/?); Cândida Esmeraldina Dantas (1814/?).     4. Maria Renovata dos Santos (1791/?); Pedro Paulo de Medeiros (1781/1896).     5. Silvestre José Dantas Correa (1768 – 1846); Margarida Maria de Jesus (1771/1848).     6. Caetano Dantas Correia (1710/1797); Josefa de Araújo Pereira (1739/1816).  Vida e Contribuições - Zé Rafael foi agricultor, criador, pescador, minerador e um verdadeiro prosador. Desde a infância, auxiliava o pai nas atividades do Sítio Volta do Rio, limítrofe à Fazenda Carnaubinha, propriedade do major Pires, seu tio-avô. Aos 11 anos, mudou-se com os pais para a Fazenda Ingá, em razão dos eventos políticos de 1935, que culminaram na morte do líder Octávio Lamartine de Faria. Lá, teve contato com histórias e relatos de pessoas fora do círculo familiar, que permaneceram em sua memória ao longo da vida. Ao cumprir o serviço militar em Natal/RN, conheceu o mar e frequentava a praia de Areia Preta. Em 1948, casou-se com Maria Beatriz Pires Pereira e, no ano seguinte, mudou-se para o município de Santana de Matos, onde trabalhou na propriedade rural "Rufão", cedida por seu pai. A experiência, entretanto, não foi bem-sucedida, levando-o a retornar para Acari/RN e a trabalhar novamente no Sítio Volta do Rio. Legado - Zé Rafael dedicou grande parte de sua vida à cultura do algodão, à pecuária e à pesca no açude Gargalheiras, cuja água alcançava suas terras. Também se destacou como minerador e foi reconhecido por sua generosidade, frequentemente ajudando os menos favorecidos, mesmo com recursos limitados. Além de suas atividades no campo, ele era um prosador nato, famoso por relatar fatos históricos e culturais, recitar versos e compartilhar contos do cordel com entusiasmo e uma entonação característica. Suas histórias ajudaram escritores e historiadores de sua época, contribuindo para a preservação da memória local. Centenário -  Em celebração ao seu centenário, foi realizada uma missa solene em ação de graças e entregue um documentário alusivo à sua história e genealogia, com a promessa de um documento escrito a ser concluído posteriormente. Memórias e Homenagens - Zé Rafael era também um colecionador de artefatos indígenas encontrados nas serras do Pai Pedro, Abreu e Bico da Arara. Esses itens, como machadinhas de pedra, foram doados em 2000 ao professor de história Daniel Guerra, da Universidade Estadual da Paraíba. Ele deixava boas lembranças de aventuras e ensinamentos práticos sobre plantio, caça, pesca e garimpo, marcando sua presença como uma figura inspiradora para sua família e comunidade. Na imagem acima está amparado pela filha caçula Maria de Lourdes Pereira de Medeiros (1970-) que o acompanhou até o final. 

        JOSÉ SIDERLEY DE MENEZES (1943/2017) nasceu em Florânia, sendo filho de Camilo Toscano de Menezes e Otília Pereira de Menezes. Seu pai transportava mercadorias entre Florânia e Currais Novos e era conhecido por sua habilidade em ensinar e orientar os filhos para que seguissem bons caminhos na vida. Ele costumava dar conselhos valiosos, como a importância de cumprir os deveres e honrar os compromissos. A paixão de Siderley pela comunicação o levou a aprofundar seu interesse por televisão. Ele pesquisava e estudava com curiosidade sobre tecnologias que proporcionassem melhor qualidade de imagem e som. Foi assim que descobriu a TV a cabo, compreendendo que essa tecnologia era ideal para cidades do porte de Currais Novos/RN.

 

JOSÉ VIJÂNIO DANTAS nasceu em Acari no ano de 1964. É filho de Vicente Florêncio Dantas e Joana Darc Dantas, e neto de Antônio Martiniano Dantas e Joana Guilhermina. É esposo de Socorro Medeiros Dantas. Em sua fazenda colonial, José Vijânio recebeu, junto a outros seridoenses, incluindo o prefeito Fernando Bezerra, a personalidade Manuel Dantas Suassuna. Ele é parente e compartilha as mesmas raízes do extraordinário nordestino Ariano Suassuna, pai do visitante. Na árvore genealógica de Ariano, encontramos: Antônio Dantas Correia de Góis, sobrinho de Caetano Dantas Correia, casado com Josefa Francisca de Araújo, e Manuel Pereira Monteiro, casado com Maria de Jesus José da Rocha. Assim como o anfitrião, reconhecemos que o convidado mantém a mesma luta pela valorização e preservação da cultura nordestina, um legado deixado pelo folclorista Ariano Suassuna.


 JUCELINO PEREIRA BOLCONTE pertence ao mesmo ramo familiar do Coronel Joaquim Martiniano Pereira (1865–1922), natural de Caicó/RN, filho do casal Antônio Pereira Bolcont (1818–1892) e Josefa Maria da Conceição (1834–1925). O sobrenome Bolcont, para os seridoenses, é alvo de reflexões e especulações. Não estamos afirmando, apenas ponderando que, ao que tudo indica, pode ter surgido de uma corruptela linguística de Manoel Pereira Bulcão (1692–?), natural de Santa Catarina de Alexandria, nos Açores, Portugal. Este é considerado o mais antigo patriarca conhecido deste ramo familiar. Ao longo do tempo, o sobrenome teria passado de "Bulcão" para "Bolcont" e, agora, para "Bolconte", como os descendentes têm assinado. Essa modificação pode ter ocorrido devido a interpretações equivocadas ao longo das gerações. Jucelino Pereira, geógrafo, atualmente contribui com uma pesquisa meticulosa conduzida pelo historiador doutor Anderson Tavares de Lyra. Este historiador dedicou mais de vinte anos para embasar a presente obra literária acima apresentada. O historiador também realizou uma pesquisa detalhada sobre o Coronel Martiniano, cujo resultado será publicado em um livro que promete trazer revelações inusitadas e inéditas, capazes de alterar narrativas históricas. Ao lado esquerdo de quem visualiza a imagem, José Medeiros apresenta o livro 'Uma Nova Diocese no Rio Grande do Norte', de autoria do escritor e advogado Gregório Celso Macêdo. Esta obra reúne informações que sugerem a criação de uma nova diocese da Igreja Católica Apostólica Romana na Província Eclesiástica do RN, com sede episcopal na tradicional cidade do Assú. 


  LAERTY LUIZ FIRMINO DA SILVA é um entusiasta da cultura e do turismo nordestino. O sobrenome Firmino tem origem latina e deriva de Firmianus. Ele tem destacado uma série de pontos turísticos, além de sugerir temas para pesquisas que extrapolam as fronteiras do Seridó, tanto potiguar quanto paraibano, sua terra natal. Defensor da cultura nordestina como ponto de partida para o desenvolvimento regional, Laerty tem viajado e realizado pesquisas sobre o tema. Recentemente, esteve em Aracaju e nos deixou uma valiosa recomendação: mesmo com pouco tempo disponível, é possível aproveitar ao máximo as atrações turísticas da cidade. No entanto, ele ressalta que não é necessário visitar todos os atrativos, mas considera indispensável a visita ao Museu da Gente Sergipana.


 


MAGNO ARLINDO SILVA, é amplamente conhecido por suas recomendações personalizadas de leitura aos clientes. Ele é um verdadeiro devorador de livros e bibliófilo, características que o transformam em um autêntico intelectual. Magno dedicou especial atenção à História, Arqueologia, áreas sobre as quais produziu estudos valiosos, fundamentados quase exclusivamente em documentos de sua vasta e notável coleção particular. Além de refletir e estudar ideias de grande relevância, tanto em contextos sociais quanto individuais, ele compartilha sua paixão pela leitura e pelo conhecimento em seu estabelecimento, o Sebo Magno, localizado no Centro de Parnamirim, na Avenida Comandante Petit, nº 158. No local, é possível encontrar lançamentos, livros novos e usados a preços reduzidos, com um dos maiores acervos do estado. São milhares de exemplares disponíveis, abrangendo todos os segmentos e áreas de conhecimento, incluindo a tão estimada literatura seridoense.


          


MANOEL HENRIQUE FILHO, nasceu em Itumbiara/GO no mês de Santana de 1958. É filho do saudoso Manoel Henrique da Silva e de Terezinha Raimunda da Silva, seridoenses de Lagoa Nova/RN. Graduado em Pedagogia pela UFRN tem uma trajetória diversificada e marcante. Trabalhou no campo, serviu às Forças Armadas do Brasil e foi jogador profissional de futebol, destacando-se em seis temporadas consecutivas pelo consagrado Potyguar de Currais Novos/RN. Além disso, atuou em diversas equipes, como Cruzeiro, Vasco de Currais Novos, a equipe de Parelhas/RN (vice-campeã do Matutão em 1985), Caicó, Palmeiras de Lagoa Nova/RN, Grêmio de Cerro Corá/RN, Serrano e Cooperflores de Florânia, e, por fim, o lendário Vasco de Acari. Nos anos 1970 e 1980, trabalhou na COSERN e realizou vários cursos, incluindo o de eletricista de manutenção de redes e linhas, de alta complexidade, e o curso de Eletrotécnica. É casado com Maria do Carmo da Silva Henrique, com quem celebrou recentemente as Bodas de Cedro. O casal valoriza profundamente a formação acadêmica e acredita que a educação é um processo de ensino-aprendizagem essencial para o desenvolvimento humano, promovendo habilidades, competências e potencialidades. Para eles, a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família. Aposentado, Manoel Henrique dedica seu tempo ao esporte e ao resgate de fotografias antigas da cidade onde reside, Galvanópolis, mais conhecida como Currais Novos. Ele realiza um trabalho minucioso de pesquisa, análise e compartilhamento dessas relíquias em suas redes sociais, construindo um verdadeiro banco de imagens históricas. Esse trabalho já merece reconhecimento como patrimônio documental, fundamental para a salvaguarda das futuras gerações. 


MANOEL MARTINS DE ALMEIDA JÚNIOR  é filho de Manoel Martins de Almeida e de Dona Rosália Rodrigues de Almeida, sendo um dos onze filhos do casal. Ele nasceu no dia 24 de fevereiro de 1973, na cidade de Jaguaruana, no Estado do Ceará, e nunca deixou sua terra natal. Como diz o ditado popular: "Aqui nasci, cresci (...)" Ao lado de sua esposa, Maria Luzia, viu os três filhos, Jeferson Almeida, Jéssica Almeida e Kézia Almeida, nascerem e crescerem ao longo de 28 anos de convivência. Atualmente, é avô de quatro netos, que ele considera verdadeiras bênçãos divinas. Funcionário público em Jaguaruana há quase 28 anos, Manoel Martins utiliza suas horas vagas para gravar vídeos de casas, casarios, casarões e outras arquiteturas urbanas e rurais antigas. Esses conteúdos são publicados na página MM Divulgações (Jaguaruana Verdade), gerenciada com o auxílio de sua filha caçula, Kézia Almeida. A página já alcançou a marca impressionante de quase 70 mil seguidores. Em 2023, foi publicada na página a história da casa-sede da Fazenda Acauã, que, à época, era de propriedade do então Deputado Estadual Enéas Pires Galvão (1879–1961). Embora a casa atualmente esteja fechada, ela é protegida pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).  Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 47 bens tombados distribuídos por nove municípios. Dentre eles, destacam-se 37 imagens sacras, nove edificações e um bem de natureza imaterial: a Festa de Santana de Caicó. A lista completa de bens tombados pelo IPHAN no estado pode ser consultada nas páginas 79 e 80 da publicação sobre bens materiais tombados e processos em andamento no Brasil (1938–2015).



Na imagem apresentada, estão: Bernardo de Medeiros Santos, Fernando Mattos de Medeiros, Rafael Ilha Moreira de Medeiros, Cláudio Sanvicente Ilha Moreira, José Bernardo de Medeiros Neto, o juiz corregedor do TJRS Alexandre de Souza Costa Pacheco, Vinícius de Medeiros Santos e Marcelo Feijó de Medeiros, que foi presidente do Sport Club Internacional, o famoso "Colorado", em 2019, sediado em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Todos são descendentes de José Bernardo de Medeiros Júnior (1 bisneto, 6 trinetos e 1 tetraneto). José Bernardo de Medeiros Júnior era o sétimo filho do Senador José Bernardo de Medeiros e de Paulina Engrácia Fernandes. Ele nasceu em Caicó/RN no dia 2 de novembro de 1874 e faleceu em Porto Alegre/RS no dia 6 de julho de 1954, aos 79 anos.

  MARIA DE LOURDES SILVA é natural de Timbaúba dos Batistas, um município do Rio Grande do Norte localizado na região histórica do Seridó. Durante uma conversa, Lourdes, com muito orgulho, compartilhou a história dos bordados de Timbaúba dos Batistas, da cidade e do seu primo Elino Julião da Silva (1936–2006). Elino foi um afamado cantor de forró cuja discografia desafiou o senso comum, permanecendo em atividade até o ano de sua despedida. Sobre o município de Timbaúba dos Batistas, seu topônimo origina-se da árvore “Timbó-iba”, cujo nome traduzido significa “árvore de espuma”, uma referência aos frutos que produzem uma espécie de espuma utilizada como sabão. Já o termo "dos Batistas" é uma homenagem à família pioneira que consolidou o núcleo inicial da cidade.



NELTER LULA DE QUEIROZ SANTOS nasceu em 29 de agosto de 1956, na cidade de Jucurutu, Rio Grande do Norte. É filho do promotor de justiça, prefeito e deputado Nelson Queiroz e de Terezinha Lula de Queiroz Santos. É um pai dedicado, com cinco filhos: Gustavo Queiroz, George Queiroz, Nelter Guilherme Queiroz, Nelter Filho e Maria Eduarda. Seguindo os passos do pai, Nelter também construiu uma carreira na política. Foi prefeito de Jucurutu entre 1983 e 1988 e, em 1990, foi eleito para seu primeiro mandato como deputado estadual. Durante a década de 1990, precisou licenciar-se de suas atividades parlamentares para assumir o cargo de secretário para Assuntos Parlamentares da Prefeitura Municipal de Natal. Além de sua trajetória política, Nelter carrega um importante legado histórico. Ele é descendente do Major José Batista dos Santos, conhecido como Major Lula, que faleceu em março de 1889 no sítio Saquinho, município de Caicó/RN. O Major Lula foi deputado provincial e presidente da Intendência de Caicó, sendo amplamente reconhecido como uma das maiores fortalezas morais do Seridó. Ele foi responsável pela fundação do povoado que deu origem à atual cidade de Timbaúba dos Batistas, cuja denominação homenageia este patriarca.


   
 PAULO ANDRÉ DE OLIVEIRA DANTAS,  graduado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é esposo de Kaliane Brito e pai de Rafael. O casal Brito/Dantas é natural de São João do Sabugi, um município que, em tempos passados, foi habitado por índios cariris. De acordo com Paulo André, os primeiros colonizadores da região, por volta do século XVIII, foram Francisco Barbosa, José Barbosa Diniz, Antônio Martins do Vale e o alferes Pascoal Rodrigues do Vale. O município começou a se consolidar em 1832, com a construção de uma capela católica dedicada a São João Batista, em terras doadas por Ana Joaquina. Em 1855, foi construída a primeira escola. O vilarejo, inicialmente chamado de São João do Príncipe, foi elevado à categoria de distrito. Em 1890, o nome foi alterado para São João do Sabugi, em referência ao rio e à ribeira que banham a região. Mais tarde, em 23 de dezembro de 1948, pelo Decreto-Lei nº 146, o território foi desmembrado da vizinha Serra Negra do Norte, tornando-se o município de São João do Sabugi em sua configuração atual. Paulo André nasceu em São João do Sabugi em 1985 e possui ligação consanguínea com o Coronel José Calazâncio Dantas (1840–1935), conhecido como "Bembém das Oiticicas". O coronel é uma figura histórica da região, e sua trajetória foi registrada em um livro cronológico da família Dantas, elaborado pela autora Ivete Bezerra. Essa obra foi baseada em uma pesquisa extensa que reuniu documentos e relatos familiares, destacando os Dantas não apenas do Sabugi, mas de toda a região do Seridó. Foi Paulo André quem primeiramente compartilhou informações sobre esse ilustre parente, demonstrando o orgulho de sua ancestralidade.



PAULO CÉSAR DE SOUZA, vem de uma família tradicionalmente ligada aos Linhares, embora este patronímico tenha se perdido ao longo das últimas gerações. É natural de Santa Cruz, município localizado no estado do Rio Grande do Norte. A cidade situa-se a 114 km da capital do Estado com a qual é conectada pela BR-226. Santa Cruz é conhecida por abrigar a Estátua de Santa Rita de Cássia, a maior estátua religiosa da América Latina e uma das mais grandiosas esculturas sacras do mundo, sendo ainda a segunda maior do Brasil em altura. Geógrafo, com especialização em Ensino de Geografia, Paulo César é um dedicado profissional da educação, além de ser um eterno discípulo do professor José Romero Araújo Cardoso (1969–2018). Natural de Pombal, na Paraíba, José Romero destacou-se no meio acadêmico como geógrafo, especialista em Geografia e Gestão Territorial, em Organização de Arquivos, e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente. Professor do Departamento de Geografia da UERN (Universidade do Estado do Rio Grande do Norte), José Romero escreveu diversas obras, dentre as quais se destacam 'Nas Veredas da Terra do Sol' e 'Notas para a História do Nordeste'. O professor foi membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e da Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM). Ele dedicou-se profundamente a estudos sobre o Nordeste, cultura regional e o cangaço, deixando um legado significativo na academia e na literatura regional.


    RAIMUNDO DANTAS CORTEZ (1938/2011) foi filho de Artur Dantas Cortez e Emília Dantas Cortez. Era irmão do Padre José Dantas Cortez, Manoel Cortez, Assunção Cortez, Lindemberg Cortez, Margarida Cortez e Gracinha Cortez. Foi casado por mais de 45 anos com Maria de Lourdes Bezerra de Araújo, com quem teve cinco filhos: Juciane, Janilson, Jansen, Jacildo (in memoriam) e Judson. Em 1977, Raimundo foi transferido da Usina Nóbrega & Dantas, localizada em Acari, para a filial em Macaíba, onde assumiu a função de gerente geral. Após anos de trabalho e dedicação, decidiu se aposentar e retornar à sua terra natal, Currais Novos, para se dedicar ao que mais gostava: cuidar de uma propriedade que havia pertencido ao seu saudoso irmão, Padre José Dantas Cortez. Na imagem apresentada, Raimundo Dantas Cortez está ladeado por Geraldo Bezerra de Araújo e Rômulo Estânrley  de Medeiros, autor do livro Acari: No Tempo do Sítio Bom Descanso.


 RAIMUNDO PEREIRA DE MEDEIROS, é nosso primo e também descendente do português Rodrigo de Medeiros Rocha, a quem dedicamos sinceros votos de prosperidade e sabedoria, perpetuando o sangue seridoense na Fazenda Remédios. Rodrigo, nosso ancestral, era natural da Freguesia de São Pedro da Ribeira Seca, no Concelho da Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal. Ele migrou para o Brasil, onde faleceu na localidade acima citada, local que recebeu nossa primogênita. Sobre Rodrigo de Medeiros Rocha, registra-se o seguinte: "Rodrigo, filho de Manoel de Matos e de sua mulher Maria de Medeiros, naturais e moradores nesta freguesia do Apóstolo São Pedro da Ribeira Seca, nasceu aos 21 dias do mês de janeiro de 1709. Em 26 de janeiro do mesmo ano, foi batizado nesta igreja paroquial pelos seus pais pelo Padre João de Souza Freyre, vigário da dita igreja. Foi padrinho Manoel de Frias Pereira, freguês desta freguesia. Testemunhas foram João da Silva e Antônio da Silva, também fregueses desta freguesia. Eu, Francisco de Souza da Motta, cura, fiz este termo para constar. João da Silva. Antônio da Silva." Este registro exemplifica o zelo histórico que nos permite honrar nossas raízes, mantendo vivo o legado deixado por nossos antepassados.

 RESILDA GOMES DE AZEVEDO ROCHA com raízes fincadas em Jardim do Seridó, no estado do Rio Grande do Norte, herdou os laços sanguíneos das famílias Azevedo Maia, Gomes de Melo, Dantas Correia e Pereira de Araújo, pioneiras na região seridoense. Nutricionista, economista e bacharela em Ciências Domésticas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) de Minas Gerais. Atuoei como extensionista social na EMATER e como professora na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Idealizou e instalou o Restaurante Fazenda Coisas da Roça, com o propósito de preservar e difundir as tradições alimentares regionais, bastante frequentado pelos autores dessa presente obra. Lembrando que no mesmo restaurante coexiste um espaço expondo livros da literatura nordestina, vale muito a pena conferir. Resilda é uma grande componente e entusiasta da Associação Sertão Raiz Seridó. De seus escritos que guardou nas gavetas, liberou para a coletânea SERIDÓ - A SAGA o texto Estilo Alimentar do Seridó: Origens e Permanências.



RICELLI DA SILVA SANTOS  
nasceu em Mauá, no próspero estado de São Paulo, em 1980. Fotógrafo artístico, ele tem o dom de resgatar a história por meio de suas lentes. Sempre que possível, aproveita as férias para retornar às terras de seus antepassados, registrando em imagens a essência e a "eternidade" do lugar. É filho de Marivalda Ferreira da Silva e de Raimundo Santos. Neto de Gentil Ferreira da Silva (1912–1989) e Inês Amerinda da Silva. Seguindo a linhagem familiar, é bisneto de Basílio Ferreira da Silva (1867-1950) e Isabel Maria da Conceição, além de trineto de Vicente Pereira da Silva e Antônia Maria da Conceição. Seu bisavô foi proprietário da Fazenda Garrotes, que anteriormente pertenceu a Félix Araújo no século XIX. Essa gleba foi adquirida por vinte contos de réis do neto de Félix, Sóter Pereira. O casario principal da fazenda era imponente, com telhado alto em duas águas e um alpendre que se estendia por toda a frente. Anexo à casa principal havia um compartimento conhecido como "casa de farinha". A construção apresentava características marcantes: paredes largas feitas de tijolos de 71 cm, portas amplas e janelas grandes. Uma das janelas possuía uma soleira de madeira que escondia um compartimento utilizado para guardar armas, documentos e outros valores. A Fazenda Garrotes trouxe grande prosperidade para Basílio Ferreira, bisavô de Ricelly, sendo um centro de criação da raça bovina Polled Angus, originária da Inglaterra e desenvolvida no condado de Angus. Essa raça se destaca pela grande massa muscular nos quartos posteriores e pela carne marmorizada, entremeada de feixes gordurosos que conferem maciez e sabor quando assada. O termo "Polled" refere-se ao fato de serem animais mochos, ou seja, sem chifres. Além da pecuária, a fazenda era produtiva em agricultura. Quando o nível das águas do açude baixava, surgiam as vazantes, que proporcionavam uma ampla produção de frutas, verduras e tubérculos. As colheitas eram tão abundantes que abarrotavam os armazéns, o alpendre e até parte da sala da casa principal. Um detalhe curioso da Fazenda Garrotes era a existência de um relógio solar único na região, feito de madeira. Ele projetava sombras em um quadrante dividido em seis espaços e marcava precisamente o meio-dia às 12 horas.Uma curiosidade sobre os antepassados de Ricelly: consta que Vicente Pereira da Silva recebeu uma generosa indenização da União na década de 1920, intermediada pelo rábula e industrial Joaquim da Virgem Pereira. O motivo da indenização foi o represamento das águas nas terras da bacia do Açude de Cruzeta, que pertenciam a Vicente. Na imagem estão seus irmãos Wesley e Luana. 


ROBERTO LUIZ DIAS FLORÊNCIO nasceu em 25 de abril de 1958, na residência de seus avós paternos, José Avelino dos Santos e Carolina Alves dos Santos ("Calora"), na cidade de Caicó/RN. É filho de João Florêncio Neto e Marlene Dias Florêncio Santos (1930–2001). Formado em Agronomia e Bacharel em Direito, Roberto iniciou seus estudos no Externato São Francisco de Assis, em Caicó. Mudou-se para Natal aos dez anos de idade, onde estudou na então Escola Industrial de Natal, posteriormente ETFRN (Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte), que passou por várias mudanças de nomenclatura até se tornar o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Na instituição, cursou o Ginasial e o Curso Técnico com habilitação em Edificações. Em 1979, ingressou no curso de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), uma instituição pública especializada em ciências agrárias. Formou-se em 1983 e retornou à capital potiguar. Em 1985, foi contratado como pesquisador pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). Posteriormente, concluiu o mestrado pela Universidade Potiguar (UnP), graduando-se em 2003. Além de sua atuação como agrônomo e pesquisador, Roberto teve destaque em diversas campanhas políticas, entre 1986 e 2014, exercendo o cargo de Assessor Parlamentar de políticos renomados do Rio Grande do Norte. Ele possui uma ampla formação extracurricular com foco no exercício da vida pública, incluindo especialização em Marketing Político. Na área literária, Roberto é autor do livro ‘Os Pereira de São José do Seridó’, uma obra que explora a genealogia da família ‘Pereira’ e relata fatos históricos relacionados aos ancestrais desse clã. O autor credita sua inspiração e orientação a genealogistas como Andrio Batista, Luiz Fernando Pereira de Melo, Sérgio Banhos Teixeira, Arysson Soares e outros. Com o apoio de amigos e familiares, Roberto reuniu vasto material e foi incentivado a publicar o trabalho.





SEBASTIÃO TENÓRIO   
ROCHA é natural de Pedra, Pernambuco. Viveu por 10 anos no Seridó, especificamente na cidade de Caicó, onde incorporou os costumes locais ao seu modo de ser e sentir. Em 1972, mudou-se para a capital potiguar, onde reside até os dias atuais, alternando sua estada com viagens tanto pelo Brasil quanto para o exterior, motivado por visitas a filhos e netos. Graduado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), lecionou Inglês e Português na rede pública de ensino. Participou de cursos de aperfeiçoamento em língua inglesa tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, enriquecendo sua trajetória acadêmica e profissional. Foi professor titular do tradicional Colégio Estadual do Atheneu Norte-Riograndense, uma das mais renomadas instituições de ensino do estado, localizada em Natal. Fundado em 1834 pelo Presidente da Província Basílio Quaresma Torreão, o Atheneu é a segunda instituição escolar mais antiga do Nordeste, ficando atrás apenas do Ginásio Pernambucano, fundado em 1825. Tenório também é um grande apreciador da literatura, dedicando-se a incentivar e apoiar a produção literária potiguar, com especial atenção à literatura seridoense. Ele frequentemente opina, sugere e promove obras e autores da região, demonstrando profundo apreço por essa forma de arte. A literatura, como ele enfatiza, é uma expressão que utiliza palavras para criar emoções, ideias e significados. Os gêneros literários são tradicionalmente classificados como narrativo, lírico ou dramático, podendo ser subdivididos em categorias menores. Quanto às suas viagens, Tenório Rocha nos confidenciou que, apesar de ter visitado diversos lugares, inclusive no exterior, nenhuma experiência se compara à emoção de retornar ao Seridó. Para ele, é uma sensação única, indescritível e sem paralelo.


       SÍLVIO JOSÉ DE MEDEIROS GALVÃO é filho de Antônio Ladislau de Araújo Galvão (irmão da avó paterna do renomado genealogista José Bezerra de Araújo) e de Dona Perpétua Medeiros (irmã do sertanista e fazendeiro Antônio de Medeiros Costa, 1918–2006). Ele é neto de Maria Theodora de Jesus (1848–1889) e do Tenente Thomaz Lopes de Araújo Galvão (1845–1890), além de bisneto do Coronel Cipriano Lopes Galvão (1807–1862). Por essa linhagem, Sílvio é identificado como parente de Tomaz Francês, Manoel Cananéa e Xandinho. Pela linha materna, é neto de Silvino da Costa Medeiros e de Auta Aurora de Medeiros. Ele também é irmão de Socorro Galvão da Costa, que aparece ao seu lado esquerdo na imagem acima apresentada e é autora do memorável livro 'Toinho Lopes (Uma Grande Figura)', um exemplar essencial para as bibliotecas dos seridoenses interessados em história regional. Sílvio é casado com Maria José de Araújo Galvão e pai de três filhos: Silvia Priscila de Araújo Galvão, Antônio Eduardo de Araújo Galvão e Ana Paula Araújo Galvão. Sua filha Ana Paula expressou, com carinho, o seguinte depoimento: "Meu painho, que honra e felicidade em ser sua filha. O senhor é exemplo de fé e honestidade, nos ensinando desde cedo sobre a importância da família, do trabalho, da humildade e do respeito e amor ao próximo. É uma das pessoas mais especiais e incríveis que já conheci, com seu espírito aventureiro e suas histórias fascinantes vividas nesse mundão. Um bom pai, irmão, filho, tio e um avô muito arengueiro, mas muito amado. (Risos) O senhor sempre diz que não é carinhoso, mas muito se engana. Eu e meus irmãos sentimos todo esse amor no cuidado, nas palavras e na certeza de que nós e mainha somos o centro do seu mundo. Isso é algo raro e precioso. Te amo MUITO, painho! Que tenha muitos e muitos anos de vida! Parabéns!"


WELLINGTON DE OLIVEIRA SILVA nasceu em João Pessoa/PB, no 1º Agrupamento de Engenharia e Construção da Paraíba, localizado na Avenida Epitácio Pessoa, onde seu parto foi realizado por um Major. Posteriormente, mudou-se para Pernambuco, onde atualmente reside em Garanhuns. Wellington é descrito como um verdadeiro “reliquo holandês” no território pernambucano. Entre 1630 e 1654, os holandeses invadiram e se estabeleceram no Nordeste do Brasil, conquistando regiões como a Paraíba e o Rio Grande do Norte. O território conhecido como Brasil-holandês se estendia de Sergipe até o Maranhão. Durante esse período, os holandeses lutaram contra portugueses e espanhóis, além de se aliarem a nativos no interior do sertão. Após a retomada do controle pelos portugueses, muitos holandeses foram expulsos, mas não há registros precisos sobre quantos permaneceram no Brasil. É possível que Wellington seja um herdeiro cultural e histórico desse período. A presença holandesa, bem como o contato com outros povos e condições sociais, contribuiu para a formação da língua  falada no Nordeste do Brasil. Esse processo levou ao desenvolvimento de um coloquialismo próprio e à regionalização linguística, característica marcante de regiões como o interior de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Um exemplo dessa variação linguística é o uso do vocábulo "já" como substituto para "sim", um traço típico do sertanejo. A regionalização linguística é uma espécie de variação que reflete as particularidades de uma determinada região geográfica. Nesse contexto, a Pragmática surge como uma vertente da Linguística que analisa a adaptação e o significado dos signos em sua interação com o meio social. A variação linguística ocorre por diversos fatores, como idade, gênero, costumes, tradições, região geográfica, classe social, nível de escolaridade e profissão. Essas variações são importantes porque refletem a história, formam identidades e, ao mesmo tempo, mantêm estruturas de poder. No caso do Nordeste brasileiro, são elementos que ajudam a preservar a cultura e as tradições locais, enquanto adaptam a língua às necessidades e particularidades da região.



VALDIR PIRES DANTAS  nasceu em 1955, filho de João Antônio Dantas (1931–1977) e Júlia Pires Pereira (1933–1980). Pela linha paterna, é descendente do patriarca seridoense Caetano Dantas Correia (1710–1797). Pela linhagem materna, é neto de Sérvulo Leodegário Pereira (1900–1935) e de Francisca Pires Galvão (1904–1980), bisneto de Antônio Pereira de Araújo (1848–1904) e de Theresa Pires de Albuquerque (1865–1915), além de bisneto de Éneas Pires Galvão e Maria Cândida de Araújo. Certamente, Valdir Pires herdou a inteligência política de seus ancestrais. Ainda muito jovem, enfrentou e venceu fortes oligarquias regionais ao se eleger prefeito por sufrágio popular. O ano era 1982, em um Brasil que vivia o período da redemocratização, marcado pelo clamor popular por mudanças. O contexto político era de transição, com a Câmara dos Deputados discutindo a Emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República, extintas pelo Ato Institucional nº 2, em outubro de 1965. A campanha das Diretas Já! tornou-se um dos maiores movimentos político-sociais da história do Brasil, mobilizando lideranças políticas, parlamentares, juristas, prefeitos, e até mesmo artistas. A pressão popular para a aprovação da emenda demonstrou a vontade do povo por uma democracia plena. Embora a emenda não tenha sido aprovada naquele momento, a mobilização resultou na Nova República, simbolizando a necessidade de um novo pacto político nacional baseado em valores democráticos. Em novembro de 1986, ocorreram as eleições para deputados estaduais, federais e senadores, coincidentes com as eleições para governadores. Esses parlamentares integrariam o Congresso Nacional, cuja principal função seria elaborar uma nova Constituição. O processo Constituinte, liderado por Ulisses Guimarães, estendeu-se de 1º de fevereiro de 1987 a 5 de outubro de 1988, culminando na promulgação da sétima Constituição do Brasil. Valdir Pires, assim como José Braz, tinha condições de se candidatar e ser eleito deputado em 1986, mas ambos optaram por concluir seus mandatos de prefeito até 1988. É necessário reconhecer o papel fundamental desempenhado pelos prefeitos brasileiros na transição pacífica e na consolidação da redemocratização nacional.



VICTOR MANOEL MARIZ 
aparece na foto ao lado de seu primo, Claudio Sanvicente, decendentes do Senador José Bernardo de Medeiros. Victor Mariz é filho de Wanderley Mariz e neto do ex-governador e senador Dinarte Mariz. Jurista de sucesso, foi aprovado no Concurso Público para Procurador da República em 2008. Antes disso, atuou como Promotor de Justiça no Estado da Bahia. Recentemente, assumiu o comando da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte, ocupando o cargo de Procurador-Chefe da instituição.


      Por fim, paraibano com autêntico biotipo dos 'FARIAS" de Serra Negra do Norte. De forma insistente estamos interpelando para que ele indague ao seu genitor qual o grau de parentesco com Juvenal Lamartine de Faria, dado a semelhança física apresentada. Este, por sua vez, foi presidente do estado potiguar por dois anos e nove meses, sendo destituído com o advento da Revolução de 1930 comandada por Getúlio Vargas, que depôs todos os governadores eleitos na época, inclusive os revolucionários. Edicley Ferreira de FARIAS Lima é médico em Frederica. Explicamos. Por fim, paraibano com autêntico biotipo dos "Farias" de Serra Negra do Norte. De forma insistente, estamos interpelando para que ele questione seu genitor sobre o grau de parentesco com Juvenal Lamartine de Faria, dado à semelhança física apresentada. Este, por sua vez, foi presidente do estado potiguar por dois anos e nove meses, sendo destituído com o advento da Revolução de 1930, comandada por Getúlio Vargas, que depôs todos os governadores eleitos na época, inclusive os revolucionários. Edicley Ferreira de Farias Lima é médico em Frederica. Explicamos: fundada em 5 de agosto de 1585, com o nome de Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, logo passou a ser chamada Filipeia de Nossa Senhora das Neves em 1588, em homenagem ao rei Filipe II, que, na época, acumulava as coroas da Espanha e de Portugal. Posteriormente chamada Frederickstadt, Frederica ou Frederícia foi composta, no período de 1634 a 1654, como um assentamento neerlandês da Nova Holanda. Foi um dos dois maiores núcleos civilizacionais holandeses pioneiros em solo americano, junto com Mauristaadt. Desse polo partiram vários dos emigrados que iriam erguer o sul da ilha de Manhattan, passando pelo Seridó, navegando pelo rio Piranhas/Açu até alcançar o oceano Atlântico. O primeiro governador da Paraíba holandesa também governava o Rio Grande, cuja sede provisória do governo era a Igreja de São Francisco, transformada em forte no período. Enquanto Mauristaadt e Pernambuco eram as principais conglomerações da Nova Holanda Meridional, Frederickstadt e Paraíba eram os principais centros da Nova Holanda Setentrional. Estava tão bem localizada no contexto da Nova Holanda que, num raio de apenas duzentos quilômetros, estavam os três principais núcleos da presença holandesa no Nordeste. A Frederica do doutor Farias possui um antigo e vasto patrimônio histórico, similar ao de Olinda. Por pura insensatez, a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou a mudança do nome da capital em 4 de setembro de 1930. Há algum tempo, cidadãos frederiquenses discutem a possibilidade de rever a homenagem e substituir o nome de atual que não a representa por outro. Entre os quais figuram "Paraíba", "Filipeia" e "Cabo Branco", "Tambaú", "Jampa". Alguns movimentos, como o "Coletivo Cultural Anayde Beiriz", defendem um plebiscito ou consulta popular para decidir a nova nomenclatura, com apoio do Movimento Paraíba Capital Parahyba.






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