CAPÍTULO 2 - DOS PESQUISADORES E CURIOSOS
CÉSAR ARAÚJO é descendente de JOSEFA PEREIRA DE ARAÚJO (1737–1816), ambos da Fazenda "Picus de Sima" (grafia original), localizada na antiga Villa do Acary. Josefa era filha de Tomás de Araújo Pereira (Primeiro), considerado o "Adão do Seridó", e de Maria da Conceição de Mendonça, esposa do patriarca Capitão-mor Caetano Dantas Correia e mãe de Micaela Dantas Pereira, Francisco Xavier Dantas, Caetano Dantas Correia Filho, Gregório José Dantas Corrêa, Simplício Francisco Dantas Corrêa e outros 12 filhos. No local exato onde ficava a casa da matriarca, foi erguido um marco histórico em homenagem ao Capitão-mor Caetano Dantas Correia. Há registros de que ele chegou ao Seridó para desbravar e colonizar a região com apenas 17 anos de idade. Tornou-se um próspero criador de gado e adquiriu a Fazenda Picos de Cima, onde viveu até sua morte. Atualmente, César Araújo reside no local e é reconhecido como legítimo herdeiro tanto da família Dantas Correia quanto dos Pereira de Araújo.
DELMIRO PEREIRA DA SILVA, mais conhecido como Ivo Pereira, é descendente da família Pereira oriunda do sítio Saco dos Pereira. Filho de José Lino Pereira e Anita Leionizia da Silva, é casado com Elizabeti Tarouquela da Silva e pai de três filhos: Carolini Pereira, Ivan Pereira e João Pedro Tarouquela, todos nascidos no Rio de Janeiro. Ivo Delmiro Pereira é neto de Agostinho Cassiano Pereira (1896–1984) e de Ana Santana Pereira, sendo, portanto, bisneto de Sebastião Cassiano Pereira de Araújo e Henriqueta Leopoldina do Espírito Santo. Seu avô, Agostinho Cassiano Pereira, foi acolhido no Natal de 2010 pelo parente Capitão José Sancho de Araújo, na Fazenda Pinturas, localizada em Acari. Posteriormente, o Capitão prometeu-lhe o casamento com Ana Santana Pereira, após este demonstrar bravura ao domar um burro mulo bravo. Por meio do casamento, Agostinho Cassiano Pereira adquiriu a propriedade rural Saco dos Pereira, cuja primeira porteira fazia divisa com as terras da histórica Fazenda Pinturas. Tanto o avô, quanto o pai e o tio de Ivo, Manoel Pereira, conhecido como Manoel Vermelho, eram sertanejos habilidosos na tarefa heróica de amansar burros bravos, uma atividade que só indivíduos de coragem extraordinária se atreviam a enfrentar.
DIDIER PIRONI EVARISTO ALMEIDA cursou História na modalidade de Licenciatura. Seu curso está vinculado ao Departamento de História (DEHIS) do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), localizado no Campus Central. O departamento é responsável por administrar o Curso de Graduação, além de coordenar os Laboratórios de Arqueologia, de Imagens, de Restauração de Livros e Documentos, e de Experimentação em História Social, bem como o Memorial do PNLD. Didier percorreu os campos da História Social, uma vertente da ciência histórica que estuda a sociedade como um todo. Ele nos esclarece que esta abordagem surgiu como uma reação à História Política e Militar, que se concentrava em figuras individuais, como reis e heróis. A História Social é uma modalidade historiográfica interligada às Ciências Sociais, abrangendo uma ampla variedade de objetos de estudo. Didier também menciona que a História Social pode ser incorporada a outras dimensões da História, como a Política, a Economia ou a Cultura. Por exemplo, a Demografia Histórica se transforma em Demografia Social quando problematiza os índices populacionais sob uma perspectiva social. Essa área pode, inclusive, ajudar a compreender melhor as relações familiares ao longo das épocas e a reviver o passado. Retornando à explicação inicial, o Departamento de História conta com um quadro composto por docentes e servidores técnico-administrativos. Segundo o Estatuto da UFRN de 2002, o plenário do departamento é a instância deliberativa responsável pelas políticas, estratégias e rotinas administrativas, acadêmicas, didático-científicas e pedagógicas, enquanto a chefia do departamento é a instância executiva dessas atividades. O curso de História foi reconhecido legalmente pelo Decreto Federal nº 46.868, de 16 de setembro de 1959. Posteriormente, a habilitação em Bacharelado foi instituída pela Resolução 62/77, de 3 de junho de 1977. Ao longo dos anos, o curso passou por reformulações curriculares e mudanças significativas. Didier foi aluno do saudoso professor universitário WALNER BARROS SPENCER, doutor em Ciências Sociais, na área de Arqueologia, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2004). Spencer possuía experiência na área de Arqueologia, com ênfase em Arqueologia Pré-Histórica, atuando principalmente nos temas: arqueologia, pré-história, migrações, dunas e pinturas rupestres. Ele coordenou e dirigiu diversos diagnósticos arqueológicos em EIAs/RIMAs. O discipulo se orgulha de ter sido orientado pelo doutor Spencer, a quem atribui grande influência em sua formação como jurista e historiador. Curiosamente, compartilha o nome com Didier Joseph Louis Pironi, piloto francês de Fórmula 1 e de lancha offshore. Pironi, homenageado pelo pai, nasceu em Villecresnes em 26 de março de 1952 e faleceu em Southampton em 23 de agosto de 1987. Ele foi campeão da Fórmula Renault na França em 1974, conquistou o título da Super Renault em 1976 e venceu a prestigiosa corrida de apoio da Fórmula Três em Mônaco, em 1977. Fez sua estreia na Fórmula 1 no GP da Argentina, em 15 de janeiro de 1978.
EDGAR HORÁCIO DE MEDEIROS é uma personalidade destacada, tendo sido mencionado pelo autor Claudio Sanvicente em 2021. Edgar nasceu em 28 de dezembro de 1939, no sítio Carnaúbas, então pertencente ao município de Serra Negra do Norte, no Rio Grande do Norte. Ele é trineto do Pe. Joaquim Félix de Medeiros. Ao longo de sua vida pública, Edgar ocupou os cargos de vereador e vice-prefeito, vindo a se tornar prefeito de Ipueira/RN. Edgar também é patrono de um artefato singular da família Medeiros, de origem portuguesa, vinda da Ilha da Madeira. O objeto é feito de madeira densa com verniz escuro e possui ponteira e punho de prata, onde está registrado, em baixo-relevo, o ano de 1645. A bengala foi trazida pelos irmãos açorianos Rodrigo e Sebastião de Medeiros Matos em 1739. Estes irmãos são ancestrais tanto de Edgar Horácio quanto de Claudio Sanvicente. Além de político, Edgar é um exímio genealogista, dedicado integralmente à pesquisa sobre a família 'Medeiros', sua linhagem e ascendência. Em uma de suas pesquisas, relatou a Claudio Sanvicente: "Como é sabido, seu trisavô casou-se com Paulina Engrácia Fernandes em 1858, deixando os seguintes filhos: Themístocles de Medeiros Newton, Ermelinda, Cândida de Oliveira Medeiros, Esperidião Eloy de Medeiros, Euticiano de Medeiros, Joaquim Apolinar Fernandes de Medeiros, Maria Cândida de Medeiros e José Bernardo de Medeiros Júnior. Este último é seu bisavô, Claudio. José Bernardo de Medeiros faleceu na Fazenda Solidão em 15 de janeiro de 1907 e foi sepultado em Caicó."
FABIANO TEIXEIRA tem se destacado por sempre incentivar e contribuir com a literatura. Um legado literário pode ser deixado por meio da publicação de livros, e-books, blogs, clubes de escrita e até mesmo pela comunicação falada. Esta última é amplamente utilizada no dia a dia e desempenha um papel fundamental na interação social, na transmissão de cultura e tradição e na resolução de conflitos. A comunicação falada é um dos tipos de comunicação verbal, que também inclui a comunicação escrita. Outros tipos de comunicação incluem a comunicação não verbal e a visual. Nesse contexto, destaca-se a emissora de rádio "Mar e Campo", que Fabiano impulsiona com muita dedicação e esmero. O funcionamento de uma emissora de rádio envolve a conversão da voz do locutor em ondas elétricas, que são transmitidas por meio de antenas. A antena recebe os sinais elétricos e os transforma em ondas eletromagnéticas, captadas pelos aparelhos de rádio. A equipe de uma emissora de rádio é composta por locutores, produtores, técnicos de som e jornalistas. Já a escrita, considerada uma forma de arte e expressão, permanece viva ao longo do tempo, resistindo a transformações sociais. A literatura, por sua vez, possui um caráter subjetivo e conotativo. Autores e leitores atribuem a ela funções sociais importantes, como a reflexão sobre a realidade e o estímulo ao pensamento crítico.
FRANCISCA PIRES GALVÃO (1936/) filha do agropecuarista João Raphael Dantas (1888/1975) e de Joana Petronilla de Medeiros (/1980). Esposa do saudoso ANTÔNIO PIRES GALVÃO (1934/1999), o ‘Toinho Pires’ que era filho de Enéas Pires Galvão (1879/1960) e de Joana Leopoldina Pereira de Araújo (1903/1963). Neto paterno do Tenente-Coronel Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1849/1936) e de Porphíria Alexandrina de Jesus (1855/1892). Neto pela veia materna de Antônio Pereira de Araújo (1869/1933) e de Guilhermina Lopes de Araújo (1884/1960). Outros ancestrais de ‘Toinho Pires’ que se tem notícia e estimam à memória: Cypriano Lopes Galvão (1807/1862); Anna Marcolina de Jesus (1817/1900); Cypriano Lopes Galvão (1769/1809); Teresa Maria José Bezerra (1774/1842); Cypriano Lopes Galvão (1750/1813); Vicência Lins de Vasconcellos (1757/1827); Cipriano Lopes Galvão (1700/1763); Adriana de Holanda Vasconcelos (1723/1793); Francisco Cardoso dos Santos (1766/); Teresa Lins de Vasconcelos (1727/1793). Antônio Pereira de Araújo (1781/1851); Maria José de Medeiros (1788/1858); João Damasceno de Araújo (1743/1796); Maria José dos Santos (1743/1833); Thomaz de Araújo Pereira (1701/1781); Maria da Conceição de Mendonça (1718/1779); Rodrigo de Medeiros Rocha (1709/1757); Apolônia Barbosa de Araújo (1719/1802); Thomaz de Araújo Pereira (1765/1847); Teresa de Jesus (1761/1829). Antônio Pereira de Araújo (1869/1933); Guilhermina Lopes de Araújo (1884/1960); Thomaz Lopes de Araújo (1845/1890); Maria Theodora de Jesus (1849/1889); João Damasceno Pereira de Araújo (1927/1908); Thereza Alexandrina de Jesus (1829/); Manoel Lopes Pequeno (1794/1818); Anna Maria da Circuncizão (1795/1837). No centro da imagem está a filha de Francisca Pires, a veterinária Joana Darc Pires conservadora da tradição oral a qual lhe foi transmitida histórias e culturas das gerações pretéritas. Atenta aos idosos no papel de oradores e ela ouvinte. Para ela a tradição oral é importante para a preservação de histórias, garantindo que as novas gerações conheçam o legado de seus antepassados. E assim nos repassa fatos e contos a seguir delineados: Fato primeiro remonta ao ano de 1832, quando o trisavô de José Lopes de Araújo, Cel. Cipriano Bezerra de Araújo, integrou a Legião Seridoense, que marchou contra o caudilho Pinto Medeiros. Anos depois, entre 1841 e 1845, ele foi nomeado promotor interino. O segundo fato refere-se ao Capitão-mor Manoel de Medeiros Rocha, que recebeu, em 5 de fevereiro de 1789, a patente de Sargento-mor de Ordenanças da Vila do Príncipe. Em 1821, antes mesmo da Independência do Brasil, foi eleito para a junta provisória do governo de Caicó, no interregno entre o final da colônia e o início do império (1819-1823). Em 1845, foi nomeado Juiz de Paz. O terceiro episódio menciona o Presidente da Província Thomaz de Araújo Pereira (1765-1847). Ele recebeu, em 6 de agosto de 1799, a patente de Tenente das Milícias e, em 27 de setembro de 1806, a de Capitão da Primeira Companhia de Cavalaria de Ordenanças da Vila do Príncipe. Seus restos mortais encontram-se na então Igreja Matriz de Nossa Senhora da Guia, elevada em 2021 à condição de primeira basílica do Rio Grande do Norte. O templo é um símbolo da devoção e fé dos seridoenses. O quarto fato refere-se ao Cel. Cipriano Lopes Galvão, primeiro Coronel do Regimento da Cavalaria da Ribeira do Seridó e primeiro morador civilizado de "Galvanopólis". Ele e sua esposa, Adriana de Holanda Vasconcelos (1733-1793), estão sepultados na Capela de Nossa Senhora do Rosário de Acari. Adriana foi a primeira proprietária das terras que atualmente circundam a cidade de Cerro Corá/RN. O quinto fato tem como protagonista o Capitão-mor Caetano Dantas Corrêa (1710-1797), que, em 1770, recebeu a patente de comandante do Regimento da Cavalaria de Ordenanças da Ribeira do Seridó e, em 1793, a de Tenente-coronel. Ele é considerado fundador de Carnaúba dos Dantas/RN e está sepultado na Capela do Rosário, em Acari. Tais relatos e outros, transmitidos por Joana Darc Pires, são apresentados de forma simples e informal, características das tradicionais "conversas de alpendre" sertanejas, mas carregam grande importância para as futuras gerações.
FRED NICOLAU, pesquisador da Fundação Rampa, que embarcou, inclusive para os Estados Unidos onde passou temporada de 30 dias garipando documentos que remontando o passado de Natal nos tempos que a cidade era rota obrigatória da aviação mundial. Documentos, relatórios e dossiês produzidos entre as décadas de 1920 e 40 por empresas como a companhia aérea Pan Am – que operou no Brasil como Pan Air e construiu o edifício da Rampa às margens do rio Potengi passaram pela mão de Fred. Não obstante, teve sua estada esticada por motivo das pesquisas terem se desdobrado para questões relativas ao período da Segunda Guerra Mundial, quando Natal e Parnamirim serviram como base área dos Aliados.
GEÓRGIA FELÍCIA MEDEIROS DE MACÊDO SILVA (1982–), esposa do autor José Gentil Medeiros, planejou e promoveu uma viagem a Triunfo/PE com o objetivo de realizar turismo, o que acabou por culminar na pesquisa da Furna dos Holandeses, também conhecida como Furna da Lage. Segundo o livreiro e pesquisador Magno Arlindo da Silva, do Sebo Magno, após a ocupação holandesa no Nordeste, alguns dos mais abastados conseguiram retornar para os Países Baixos e outros países da Europa. Os mais pobres, no entanto, tiveram que encontrar refúgio em locais no próprio Nordeste, devido à impossibilidade de arcar com os custos do retorno. Um desses locais é justamente a Furna mencionada, situada a uma altitude de 1050 metros, onde refugiados se esconderam por anos. A Furna da Lage é um verdadeiro museu a céu aberto, onde objetos pertencentes a essas famílias foram encontrados. Esses itens foram apresentados por Geórgia para despertar o interesse do esposo no passeio. O local é preservado por um anfitrião dedicado, que também cuida de alguns utensílios históricos encontrados na área. Para chegar à Furna da Lage, o casal contratou um guia local, saindo do centro da cidade de Triunfo/PE, percorreram um trecho de estrada colonial pavimentada com pedras irregulares, que provocou trepidação em boa parte do trajeto. Durante a viagem, Gabrielle Medeiros, à época com 1 ano e 8 meses, acabou dormindo no colo da turista desbravadora. O passeio à Furna foi combinado com a visita a outros pontos de interesse na região, como o Pico do Papagaio, onde há um monumento ao cangaceiro Lampião, uma cacimba (cujas informações específicas não foram registradas), um imponente teatro no centro da cidade e antigos casarões e casarios ainda preservados.
IVANILDO ARAÚJO DE ALBUQUERQUE FILHO nasceu em 15/06/1977 e é o atual prefeito de Timbaúba dos Batistas, município localizado na região do Seridó, no estado do Rio Grande do Norte. Timbaúba dos Batistas é um dos municípios menos populosos do estado, com cerca de dois mil habitantes, e está a 282 km da capital, Natal. O município é conhecido pela excelência na produção de bordados típicos, que são referência cultural e econômica da região. Breve Histórico - Em 5 de dezembro de 1958, pela Lei Estadual nº 2320, foi criado o distrito denominado Timbaúba dos Batistas, antigo povoado de Timbaúba, subordinado ao município de Caicó. Posteriormente, em 1º de julho de 1960, uma nova divisão territorial foi realizada, mas o distrito continuou vinculado a Caicó. Finalmente, em 10 de maio de 1962, pela Lei Estadual nº 2774, Timbaúba dos Batistas foi elevado à categoria de município, desmembrando-se de Caicó. Sobre a Imagem - Na imagem mencionada, estão presentes, da esquerda para a direita (de quem visualiza):Arysson Soares, consultor, ambientalista e secretário municipal em Timbaúba dos Batistas. Arysson é membro de diversos institutos históricos, incluindo os do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e o Instituto Histórico e Geográfico de Santos, em São Paulo. Além disso, ele é correspondente da Academia Apodiense de Letras, destacando seu compromisso com a preservação da história e cultura regional. Claudio Sanvicente, com o braço laçado ao pai de Arysson, José Perôncio.Em seguida, José Maria de Queiroz e o prefeito Ivanildo Araújo de Albuquerque Filho.JANILSON AURINO, VINÍCIUS SILVA e JOSÉ MEDEIROS participaram de um evento acadêmico ocorrido em Belém do Pará. O curso foi ministrado pelo professor Vinícius Silva, Bacharel em Direito pela URCA - Universidade Regional do Cariri e Técnico Judiciário no Poder Judiciário, onde atua auxiliando as rotinas de processos criminais na Justiça Federal da 5ª Região. Ele foi aprovado no concurso para Técnico Judiciário do TRF da 5ª Região, conquistando o 2º lugar, no concurso para Delegado de Polícia do Estado do Ceará, no qual obteve 80% da nota da peça processual. JANILSON AURINO também é Bacharel em Direito e Licenciado em Letras, assim como JOSÉ MEDEIROS. É importante lembrar que um profissional formado em Letras pode ser chamado de beletrista. Entretanto, dependendo da área de especialização escolhida, outras nomenclaturas podem ser aplicadas ao seu currículo, como linguista ou filólogo. A graduação em Letras pode ser realizada como bacharelado ou licenciatura, e o curso aborda a origem e o desenvolvimento da gramática, além da literatura de um idioma.
JOSÉ BRAZ NETO é filho de José Braz
Filho (1925–1996) e de Adaltiva Pires Galvão (1929–2021). Pela linha paterna, é
neto de José Braz de Albuquerque Galvão (1896–1983), bisneto de Francisco Braz
de Albuquerque Galvão (1873–1938), trineto do Coronel Sérvulo Pires de
Albuquerque Galvão (1830–1918) e do Coronel José Bezerra de Araújo Galvão,
conhecido como "Zé Bezerra da Aba da Serra" (1843–1926), além de
tetraneto do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1757–1857). Pela linha
materna, é neto de Horácio Pires Galvão (1891–1950), bisneto do Tenente-Coronel
Antônio Pires de Albuquerque Galvão, o terceiro com esse nome e conhecido como
"Major Pires" (1849–1934), trineto de Antônio Pires de Albuquerque
Galvão Júnior (1823–1871), sepultado no cemitério do Bico da Arara como vítima
de cólera, e tetraneto novamente do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão
(1757–1857). Casou-se em primeiras núpcias com Elisabete Pereira Galvão (1956-2007), neta
do ex-prefeito de Acari/RN Cipriano Pereira de Araújo. Viúvo, contraiu novo
matrimônio com Rosana Bezerra do Lago (1960-), descendente do Coronel José Bezerra de
Araújo Galvão, que é trisavô do biografado. Político, pecuarista, técnico em
geologia e proprietário de terras rurais, José Braz Neto administra
propriedades que abrigam torres de energia eólica com modernas tecnologias para
geração de eletricidade a partir dos ventos. Na política, destacou-se como presidente
da Câmara Municipal de Acari/RN durante o período de 1972 a 1976. Apesar disso,
afirma que sua personalidade é incompatível com os padrões políticos
contemporâneos, razão pela qual se afastou da vida pública. De geração em
geração, o biografado é interligado ao seu tetravô Major Antônio Pires de
Albuquerque Galvão (1757–1857), que viveu os primórdios da Idade Contemporânea.
Esse período foi marcado por transformações políticas, econômicas e sociais
influenciadas pela Revolução Francesa, como a independência do Brasil e a
Revolução Industrial. Entre os conceitos significativos desse contexto,
destaca-se o liberalismo, que enfatiza a liberdade natural do homem e a
limitação do poder estatal. O tetravô do biografado viveu sob o governo da
Província de Pernambuco, no período em que D. João VI retornou a Portugal após
a Revolução do Porto de 1820, evento que convocou as Cortes e demandou o
retorno da família real. Nesse contexto, a Revolução Pernambucana de 1817,
influenciada pelo Iluminismo, expressava o descontentamento com os altos
impostos e a exclusão política imposta pela Corte no Rio de Janeiro. Em meio a
tensões políticas, destacou-se o conflito entre o Partido Português, alinhado
às Cortes de Lisboa, e o Partido Brasileiro, composto por grandes
latifundiários que defendiam o liberalismo comercial. Durante esse período, em
Recife, o governador Luís do Rego Barreto (1778–1840), nomeado por D. João VI,
enfrentou forte oposição, culminando em tentativas contra sua vida e num clima
de terror que tomou conta da Província de Pernambuco. Entre os eventos
marcantes, foi sorteado um grupo de jovens para combater Luís do Rego Barreto.
Entre eles estavam o Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (1757–1857) e
João Souto Maior, que dá nome a uma rua próxima à Ponte Boa Vista em Recife.
Durante o confronto, Luís do Rego foi ferido e levado para recuperação na casa
de um senhor de engenho. Por sua vez, o Major Antônio Pires teve que se
esconder em um armazém de sal, localizado entre as ruas da Conceição e do
Hospício, para escapar de represálias. A fuga de Recife tornou-se inevitável
para o Major, que, com a ajuda de aliados, partiu na calada da noite, levando
apenas o essencial. Seu destino foi o interior do Seridó, onde iniciou uma nova
vida ao casar-se com a filha do Capitão-mor Manoel de Medeiros Rocha e
estabelecer-se na Fazenda Glória, próxima à Vila do Príncipe. Assim, o Major
Antônio Pires de Albuquerque Galvão construiu uma numerosa descendência que
perpetuou seu legado no sertão seridoense.
JOSÉ SATURNINO PEREIRA DE MEDEIROS (1924-2014), Zé Rafael é filho de João Raphael Dantas (1888/1975) e de Joanna Petronila de Medeiros (1897/1980). João Raphael¹ - Pedro Paulo² - Manoel Salustiano³ - Maria Renovata⁴ - Silvestre⁵ - Caetano⁶ - 2. Pedro Paulo de Medeiros Dantas (1845/1896); Maria Benta de Albuquerque (1848/1926). 3. Manoel Salustiano de Medeiros (1814/?); Cândida Esmeraldina Dantas (1814/?). 4. Maria Renovata dos Santos (1791/?); Pedro Paulo de Medeiros (1781/1896). 5. Silvestre José Dantas Correa (1768 – 1846); Margarida Maria de Jesus (1771/1848). 6. Caetano Dantas Correia (1710/1797); Josefa de Araújo Pereira (1739/1816). Vida e Contribuições - Zé Rafael foi agricultor, criador, pescador, minerador e um verdadeiro prosador. Desde a infância, auxiliava o pai nas atividades do Sítio Volta do Rio, limítrofe à Fazenda Carnaubinha, propriedade do major Pires, seu tio-avô. Aos 11 anos, mudou-se com os pais para a Fazenda Ingá, em razão dos eventos políticos de 1935, que culminaram na morte do líder Octávio Lamartine de Faria. Lá, teve contato com histórias e relatos de pessoas fora do círculo familiar, que permaneceram em sua memória ao longo da vida. Ao cumprir o serviço militar em Natal/RN, conheceu o mar e frequentava a praia de Areia Preta. Em 1948, casou-se com Maria Beatriz Pires Pereira e, no ano seguinte, mudou-se para o município de Santana de Matos, onde trabalhou na propriedade rural "Rufão", cedida por seu pai. A experiência, entretanto, não foi bem-sucedida, levando-o a retornar para Acari/RN e a trabalhar novamente no Sítio Volta do Rio. Legado - Zé Rafael dedicou grande parte de sua vida à cultura do algodão, à pecuária e à pesca no açude Gargalheiras, cuja água alcançava suas terras. Também se destacou como minerador e foi reconhecido por sua generosidade, frequentemente ajudando os menos favorecidos, mesmo com recursos limitados. Além de suas atividades no campo, ele era um prosador nato, famoso por relatar fatos históricos e culturais, recitar versos e compartilhar contos do cordel com entusiasmo e uma entonação característica. Suas histórias ajudaram escritores e historiadores de sua época, contribuindo para a preservação da memória local. Centenário - Em celebração ao seu centenário, foi realizada uma missa solene em ação de graças e entregue um documentário alusivo à sua história e genealogia, com a promessa de um documento escrito a ser concluído posteriormente. Memórias e Homenagens - Zé Rafael era também um colecionador de artefatos indígenas encontrados nas serras do Pai Pedro, Abreu e Bico da Arara. Esses itens, como machadinhas de pedra, foram doados em 2000 ao professor de história Daniel Guerra, da Universidade Estadual da Paraíba. Ele deixava boas lembranças de aventuras e ensinamentos práticos sobre plantio, caça, pesca e garimpo, marcando sua presença como uma figura inspiradora para sua família e comunidade. Na imagem acima está amparado pela filha caçula Maria de Lourdes Pereira de Medeiros (1970-) que o acompanhou até o final.
JUCELINO PEREIRA BOLCONTE pertence ao mesmo ramo familiar do Coronel Joaquim Martiniano Pereira (1865–1922), natural de Caicó/RN, filho do casal Antônio Pereira Bolcont (1818–1892) e Josefa Maria da Conceição (1834–1925). O sobrenome Bolcont, para os seridoenses, é alvo de reflexões e especulações. Não estamos afirmando, apenas ponderando que, ao que tudo indica, pode ter surgido de uma corruptela linguística de Manoel Pereira Bulcão (1692–?), natural de Santa Catarina de Alexandria, nos Açores, Portugal. Este é considerado o mais antigo patriarca conhecido deste ramo familiar. Ao longo do tempo, o sobrenome teria passado de "Bulcão" para "Bolcont" e, agora, para "Bolconte", como os descendentes têm assinado. Essa modificação pode ter ocorrido devido a interpretações equivocadas ao longo das gerações. Jucelino Pereira, geógrafo, atualmente contribui com uma pesquisa meticulosa conduzida pelo historiador doutor Anderson Tavares de Lyra. Este historiador dedicou mais de vinte anos para embasar a presente obra literária acima apresentada. O historiador também realizou uma pesquisa detalhada sobre o Coronel Martiniano, cujo resultado será publicado em um livro que promete trazer revelações inusitadas e inéditas, capazes de alterar narrativas históricas. Ao lado esquerdo de quem visualiza a imagem, José Medeiros apresenta o livro 'Uma Nova Diocese no Rio Grande do Norte', de autoria do escritor e advogado Gregório Celso Macêdo. Esta obra reúne informações que sugerem a criação de uma nova diocese da Igreja Católica Apostólica Romana na Província Eclesiástica do RN, com sede episcopal na tradicional cidade do Assú. LAERTY LUIZ FIRMINO DA SILVA é um entusiasta da cultura e do turismo nordestino. O sobrenome Firmino tem origem latina e deriva de Firmianus. Ele tem destacado uma série de pontos turísticos, além de sugerir temas para pesquisas que extrapolam as fronteiras do Seridó, tanto potiguar quanto paraibano, sua terra natal. Defensor da cultura nordestina como ponto de partida para o desenvolvimento regional, Laerty tem viajado e realizado pesquisas sobre o tema. Recentemente, esteve em Aracaju e nos deixou uma valiosa recomendação: mesmo com pouco tempo disponível, é possível aproveitar ao máximo as atrações turísticas da cidade. No entanto, ele ressalta que não é necessário visitar todos os atrativos, mas considera indispensável a visita ao Museu da Gente Sergipana.
MAGNO ARLINDO SILVA, é amplamente conhecido por suas recomendações personalizadas de leitura aos clientes. Ele é um verdadeiro devorador de livros e bibliófilo, características que o transformam em um autêntico intelectual. Magno dedicou especial atenção à História, Arqueologia, áreas sobre as quais produziu estudos valiosos, fundamentados quase exclusivamente em documentos de sua vasta e notável coleção particular. Além de refletir e estudar ideias de grande relevância, tanto em contextos sociais quanto individuais, ele compartilha sua paixão pela leitura e pelo conhecimento em seu estabelecimento, o Sebo Magno, localizado no Centro de Parnamirim, na Avenida Comandante Petit, nº 158. No local, é possível encontrar lançamentos, livros novos e usados a preços reduzidos, com um dos maiores acervos do estado. São milhares de exemplares disponíveis, abrangendo todos os segmentos e áreas de conhecimento, incluindo a tão estimada literatura seridoense.
MARIA DE LOURDES SILVA é natural de Timbaúba dos Batistas, um município do Rio Grande do Norte localizado na região histórica do Seridó. Durante uma conversa, Lourdes, com muito orgulho, compartilhou a história dos bordados de Timbaúba dos Batistas, da cidade e do seu primo Elino Julião da Silva (1936–2006). Elino foi um afamado cantor de forró cuja discografia desafiou o senso comum, permanecendo em atividade até o ano de sua despedida. Sobre o município de Timbaúba dos Batistas, seu topônimo origina-se da árvore “Timbó-iba”, cujo nome traduzido significa “árvore de espuma”, uma referência aos frutos que produzem uma espécie de espuma utilizada como sabão. Já o termo "dos Batistas" é uma homenagem à família pioneira que consolidou o núcleo inicial da cidade.
NELTER LULA DE QUEIROZ SANTOS nasceu em 29 de agosto de 1956, na cidade de Jucurutu, Rio Grande do Norte. É filho do promotor de justiça, prefeito e deputado Nelson Queiroz e de Terezinha Lula de Queiroz Santos. É um pai dedicado, com cinco filhos: Gustavo Queiroz, George Queiroz, Nelter Guilherme Queiroz, Nelter Filho e Maria Eduarda. Seguindo os passos do pai, Nelter também construiu uma carreira na política. Foi prefeito de Jucurutu entre 1983 e 1988 e, em 1990, foi eleito para seu primeiro mandato como deputado estadual. Durante a década de 1990, precisou licenciar-se de suas atividades parlamentares para assumir o cargo de secretário para Assuntos Parlamentares da Prefeitura Municipal de Natal. Além de sua trajetória política, Nelter carrega um importante legado histórico. Ele é descendente do Major José Batista dos Santos, conhecido como Major Lula, que faleceu em março de 1889 no sítio Saquinho, município de Caicó/RN. O Major Lula foi deputado provincial e presidente da Intendência de Caicó, sendo amplamente reconhecido como uma das maiores fortalezas morais do Seridó. Ele foi responsável pela fundação do povoado que deu origem à atual cidade de Timbaúba dos Batistas, cuja denominação homenageia este patriarca.
PAULO ANDRÉ DE OLIVEIRA DANTAS, graduado em Matemática pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, é esposo de Kaliane Brito e pai de Rafael. O casal Brito/Dantas é natural de São João do Sabugi, um município que, em tempos passados, foi habitado por índios cariris. De acordo com Paulo André, os primeiros colonizadores da região, por volta do século XVIII, foram Francisco Barbosa, José Barbosa Diniz, Antônio Martins do Vale e o alferes Pascoal Rodrigues do Vale. O município começou a se consolidar em 1832, com a construção de uma capela católica dedicada a São João Batista, em terras doadas por Ana Joaquina. Em 1855, foi construída a primeira escola. O vilarejo, inicialmente chamado de São João do Príncipe, foi elevado à categoria de distrito. Em 1890, o nome foi alterado para São João do Sabugi, em referência ao rio e à ribeira que banham a região. Mais tarde, em 23 de dezembro de 1948, pelo Decreto-Lei nº 146, o território foi desmembrado da vizinha Serra Negra do Norte, tornando-se o município de São João do Sabugi em sua configuração atual. Paulo André nasceu em São João do Sabugi em 1985 e possui ligação consanguínea com o Coronel José Calazâncio Dantas (1840–1935), conhecido como "Bembém das Oiticicas". O coronel é uma figura histórica da região, e sua trajetória foi registrada em um livro cronológico da família Dantas, elaborado pela autora Ivete Bezerra. Essa obra foi baseada em uma pesquisa extensa que reuniu documentos e relatos familiares, destacando os Dantas não apenas do Sabugi, mas de toda a região do Seridó. Foi Paulo André quem primeiramente compartilhou informações sobre esse ilustre parente, demonstrando o orgulho de sua ancestralidade.
RAIMUNDO PEREIRA DE MEDEIROS, é nosso primo e também descendente do português Rodrigo de Medeiros Rocha, a quem dedicamos sinceros votos de prosperidade e sabedoria, perpetuando o sangue seridoense na Fazenda Remédios. Rodrigo, nosso ancestral, era natural da Freguesia de São Pedro da Ribeira Seca, no Concelho da Ribeira Grande, Ilha de São Miguel, Região dos Açores, Portugal. Ele migrou para o Brasil, onde faleceu na localidade acima citada, local que recebeu nossa primogênita. Sobre Rodrigo de Medeiros Rocha, registra-se o seguinte: "Rodrigo, filho de Manoel de Matos e de sua mulher Maria de Medeiros, naturais e moradores nesta freguesia do Apóstolo São Pedro da Ribeira Seca, nasceu aos 21 dias do mês de janeiro de 1709. Em 26 de janeiro do mesmo ano, foi batizado nesta igreja paroquial pelos seus pais pelo Padre João de Souza Freyre, vigário da dita igreja. Foi padrinho Manoel de Frias Pereira, freguês desta freguesia. Testemunhas foram João da Silva e Antônio da Silva, também fregueses desta freguesia. Eu, Francisco de Souza da Motta, cura, fiz este termo para constar. João da Silva. Antônio da Silva." Este registro exemplifica o zelo histórico que nos permite honrar nossas raízes, mantendo vivo o legado deixado por nossos antepassados.RICELLI DA SILVA SANTOS nasceu em Mauá, no próspero estado de São Paulo, em 1980. Fotógrafo artístico, ele tem o dom de resgatar a história por meio de suas lentes. Sempre que possível, aproveita as férias para retornar às terras de seus antepassados, registrando em imagens a essência e a "eternidade" do lugar. É filho de Marivalda Ferreira da Silva e de Raimundo Santos. Neto de Gentil Ferreira da Silva (1912–1989) e Inês Amerinda da Silva. Seguindo a linhagem familiar, é bisneto de Basílio Ferreira da Silva (1867-1950) e Isabel Maria da Conceição, além de trineto de Vicente Pereira da Silva e Antônia Maria da Conceição. Seu bisavô foi proprietário da Fazenda Garrotes, que anteriormente pertenceu a Félix Araújo no século XIX. Essa gleba foi adquirida por vinte contos de réis do neto de Félix, Sóter Pereira. O casario principal da fazenda era imponente, com telhado alto em duas águas e um alpendre que se estendia por toda a frente. Anexo à casa principal havia um compartimento conhecido como "casa de farinha". A construção apresentava características marcantes: paredes largas feitas de tijolos de 71 cm, portas amplas e janelas grandes. Uma das janelas possuía uma soleira de madeira que escondia um compartimento utilizado para guardar armas, documentos e outros valores. A Fazenda Garrotes trouxe grande prosperidade para Basílio Ferreira, bisavô de Ricelly, sendo um centro de criação da raça bovina Polled Angus, originária da Inglaterra e desenvolvida no condado de Angus. Essa raça se destaca pela grande massa muscular nos quartos posteriores e pela carne marmorizada, entremeada de feixes gordurosos que conferem maciez e sabor quando assada. O termo "Polled" refere-se ao fato de serem animais mochos, ou seja, sem chifres. Além da pecuária, a fazenda era produtiva em agricultura. Quando o nível das águas do açude baixava, surgiam as vazantes, que proporcionavam uma ampla produção de frutas, verduras e tubérculos. As colheitas eram tão abundantes que abarrotavam os armazéns, o alpendre e até parte da sala da casa principal. Um detalhe curioso da Fazenda Garrotes era a existência de um relógio solar único na região, feito de madeira. Ele projetava sombras em um quadrante dividido em seis espaços e marcava precisamente o meio-dia às 12 horas.Uma curiosidade sobre os antepassados de Ricelly: consta que Vicente Pereira da Silva recebeu uma generosa indenização da União na década de 1920, intermediada pelo rábula e industrial Joaquim da Virgem Pereira. O motivo da indenização foi o represamento das águas nas terras da bacia do Açude de Cruzeta, que pertenciam a Vicente. Na imagem estão seus irmãos Wesley e Luana.
ROBERTO LUIZ DIAS FLORÊNCIO nasceu em 25 de abril de 1958, na residência de seus avós paternos, José Avelino dos Santos e Carolina Alves dos Santos ("Calora"), na cidade de Caicó/RN. É filho de João Florêncio Neto e Marlene Dias Florêncio Santos (1930–2001). Formado em Agronomia e Bacharel em Direito, Roberto iniciou seus estudos no Externato São Francisco de Assis, em Caicó. Mudou-se para Natal aos dez anos de idade, onde estudou na então Escola Industrial de Natal, posteriormente ETFRN (Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte), que passou por várias mudanças de nomenclatura até se tornar o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Na instituição, cursou o Ginasial e o Curso Técnico com habilitação em Edificações. Em 1979, ingressou no curso de Agronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), uma instituição pública especializada em ciências agrárias. Formou-se em 1983 e retornou à capital potiguar. Em 1985, foi contratado como pesquisador pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). Posteriormente, concluiu o mestrado pela Universidade Potiguar (UnP), graduando-se em 2003. Além de sua atuação como agrônomo e pesquisador, Roberto teve destaque em diversas campanhas políticas, entre 1986 e 2014, exercendo o cargo de Assessor Parlamentar de políticos renomados do Rio Grande do Norte. Ele possui uma ampla formação extracurricular com foco no exercício da vida pública, incluindo especialização em Marketing Político. Na área literária, Roberto é autor do livro ‘Os Pereira de São José do Seridó’, uma obra que explora a genealogia da família ‘Pereira’ e relata fatos históricos relacionados aos ancestrais desse clã. O autor credita sua inspiração e orientação a genealogistas como Andrio Batista, Luiz Fernando Pereira de Melo, Sérgio Banhos Teixeira, Arysson Soares e outros. Com o apoio de amigos e familiares, Roberto reuniu vasto material e foi incentivado a publicar o trabalho.
SÍLVIO JOSÉ DE MEDEIROS GALVÃO é filho de Antônio Ladislau de Araújo Galvão (irmão da avó paterna do renomado genealogista José Bezerra de Araújo) e de Dona Perpétua Medeiros (irmã do sertanista e fazendeiro Antônio de Medeiros Costa, 1918–2006). Ele é neto de Maria Theodora de Jesus (1848–1889) e do Tenente Thomaz Lopes de Araújo Galvão (1845–1890), além de bisneto do Coronel Cipriano Lopes Galvão (1807–1862). Por essa linhagem, Sílvio é identificado como parente de Tomaz Francês, Manoel Cananéa e Xandinho. Pela linha materna, é neto de Silvino da Costa Medeiros e de Auta Aurora de Medeiros. Ele também é irmão de Socorro Galvão da Costa, que aparece ao seu lado esquerdo na imagem acima apresentada e é autora do memorável livro 'Toinho Lopes (Uma Grande Figura)', um exemplar essencial para as bibliotecas dos seridoenses interessados em história regional. Sílvio é casado com Maria José de Araújo Galvão e pai de três filhos: Silvia Priscila de Araújo Galvão, Antônio Eduardo de Araújo Galvão e Ana Paula Araújo Galvão. Sua filha Ana Paula expressou, com carinho, o seguinte depoimento: "Meu painho, que honra e felicidade em ser sua filha. O senhor é exemplo de fé e honestidade, nos ensinando desde cedo sobre a importância da família, do trabalho, da humildade e do respeito e amor ao próximo. É uma das pessoas mais especiais e incríveis que já conheci, com seu espírito aventureiro e suas histórias fascinantes vividas nesse mundão. Um bom pai, irmão, filho, tio e um avô muito arengueiro, mas muito amado. (Risos) O senhor sempre diz que não é carinhoso, mas muito se engana. Eu e meus irmãos sentimos todo esse amor no cuidado, nas palavras e na certeza de que nós e mainha somos o centro do seu mundo. Isso é algo raro e precioso. Te amo MUITO, painho! Que tenha muitos e muitos anos de vida! Parabéns!"
WELLINGTON DE OLIVEIRA SILVA nasceu em João Pessoa/PB, no 1º Agrupamento de Engenharia e Construção da Paraíba, localizado na Avenida Epitácio Pessoa, onde seu parto foi realizado por um Major. Posteriormente, mudou-se para Pernambuco, onde atualmente reside em Garanhuns. Wellington é descrito como um verdadeiro “reliquo holandês” no território pernambucano. Entre 1630 e 1654, os holandeses invadiram e se estabeleceram no Nordeste do Brasil, conquistando regiões como a Paraíba e o Rio Grande do Norte. O território conhecido como Brasil-holandês se estendia de Sergipe até o Maranhão. Durante esse período, os holandeses lutaram contra portugueses e espanhóis, além de se aliarem a nativos no interior do sertão. Após a retomada do controle pelos portugueses, muitos holandeses foram expulsos, mas não há registros precisos sobre quantos permaneceram no Brasil. É possível que Wellington seja um herdeiro cultural e histórico desse período. A presença holandesa, bem como o contato com outros povos e condições sociais, contribuiu para a formação da língua falada no Nordeste do Brasil. Esse processo levou ao desenvolvimento de um coloquialismo próprio e à regionalização linguística, característica marcante de regiões como o interior de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Um exemplo dessa variação linguística é o uso do vocábulo "já" como substituto para "sim", um traço típico do sertanejo. A regionalização linguística é uma espécie de variação que reflete as particularidades de uma determinada região geográfica. Nesse contexto, a Pragmática surge como uma vertente da Linguística que analisa a adaptação e o significado dos signos em sua interação com o meio social. A variação linguística ocorre por diversos fatores, como idade, gênero, costumes, tradições, região geográfica, classe social, nível de escolaridade e profissão. Essas variações são importantes porque refletem a história, formam identidades e, ao mesmo tempo, mantêm estruturas de poder. No caso do Nordeste brasileiro, são elementos que ajudam a preservar a cultura e as tradições locais, enquanto adaptam a língua às necessidades e particularidades da região.
Por fim, paraibano com autêntico biotipo dos 'FARIAS" de Serra Negra do Norte. De forma insistente estamos interpelando para que ele indague ao seu genitor qual o grau de parentesco com Juvenal Lamartine de Faria, dado a semelhança física apresentada. Este, por sua vez, foi presidente do estado potiguar por dois anos e nove meses, sendo destituído com o advento da Revolução de 1930 comandada por Getúlio Vargas, que depôs todos os governadores eleitos na época, inclusive os revolucionários. Edicley Ferreira de FARIAS Lima é médico em Frederica. Explicamos. Por fim, paraibano com autêntico biotipo dos "Farias" de Serra Negra do Norte. De forma insistente, estamos interpelando para que ele questione seu genitor sobre o grau de parentesco com Juvenal Lamartine de Faria, dado à semelhança física apresentada. Este, por sua vez, foi presidente do estado potiguar por dois anos e nove meses, sendo destituído com o advento da Revolução de 1930, comandada por Getúlio Vargas, que depôs todos os governadores eleitos na época, inclusive os revolucionários. Edicley Ferreira de Farias Lima é médico em Frederica. Explicamos: fundada em 5 de agosto de 1585, com o nome de Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, logo passou a ser chamada Filipeia de Nossa Senhora das Neves em 1588, em homenagem ao rei Filipe II, que, na época, acumulava as coroas da Espanha e de Portugal. Posteriormente chamada Frederickstadt, Frederica ou Frederícia foi composta, no período de 1634 a 1654, como um assentamento neerlandês da Nova Holanda. Foi um dos dois maiores núcleos civilizacionais holandeses pioneiros em solo americano, junto com Mauristaadt. Desse polo partiram vários dos emigrados que iriam erguer o sul da ilha de Manhattan, passando pelo Seridó, navegando pelo rio Piranhas/Açu até alcançar o oceano Atlântico. O primeiro governador da Paraíba holandesa também governava o Rio Grande, cuja sede provisória do governo era a Igreja de São Francisco, transformada em forte no período. Enquanto Mauristaadt e Pernambuco eram as principais conglomerações da Nova Holanda Meridional, Frederickstadt e Paraíba eram os principais centros da Nova Holanda Setentrional. Estava tão bem localizada no contexto da Nova Holanda que, num raio de apenas duzentos quilômetros, estavam os três principais núcleos da presença holandesa no Nordeste. A Frederica do doutor Farias possui um antigo e vasto patrimônio histórico, similar ao de Olinda. Por pura insensatez, a Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou a mudança do nome da capital em 4 de setembro de 1930. Há algum tempo, cidadãos frederiquenses discutem a possibilidade de rever a homenagem e substituir o nome de atual que não a representa por outro. Entre os quais figuram "Paraíba", "Filipeia" e "Cabo Branco", "Tambaú", "Jampa". Alguns movimentos, como o "Coletivo Cultural Anayde Beiriz", defendem um plebiscito ou consulta popular para decidir a nova nomenclatura, com apoio do Movimento Paraíba Capital Parahyba.








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