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 Dra. KYVIA BEZERRA MOTA  nasceu em Natal - RN, filha do aviador mineiro Carlos Fernando Mota e da potiguar, auditora Regina de Sá Bezerra. Formada em medicina pela UFRN, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Ultrassonografia e Medicina Fetal, mestre em medicina, doutora em tecnologia de medicamentos,  servidora pública, ex-professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, empresária, pesquisadora e escritora.  


    Nascida com uma inquietação incessante, Dra. Kyvia demonstrou desde cedo uma paixão pela medicina, especificamente pela saúde da mulher. Tem uma jornada acadêmica extensa, escreveu artigos científicos para revistas internacionais, capítulos de livros médicos, participa de bancas de mestrado e doutorado em universidades brasileiras. Empreendedora, criou a Clínica da Mulher, a Clínica popular Prevent Mulher, a Clínica Pérola – diagnóstico da mulher e a clínica DNA fértil – clínica de reprodução humana, sendo a pioneira na fertilização in vitro no Rio Grande do Norte.  

    Tem uma genealogia familiar bastante peculiar, sendo neta líder político e agropecuarista Dr. José Bezerra de Araújo e trineta do lendário Coronel José Bezerra de Araújo Galvão. Entre seus ascendentes seridoenses, encontramos várias vezes Thomaz de Araújo Pereira, o adão do Seridó, Rodrigo de Medeiros, açoriano colonizador, Branca Dias (a primeira judia e professora das Américas) e do casal fundador de Currais Novos: Cipriano Lopes Galvão e Adriana Mendes de Vasconcelos. Pela avó materna, descende dos pioneiros da região metropolitana de Natal – Ceará-Mirim e São José de Mipibu. Sua ascendência paterna é oriunda das Astúrias – avó paterna e das cidades históricas mineiras, Mariana e Ouro Preto, pelo avô paterno.  

    Com sua paixão pelo conhecimento, passou a buscar novas fontes de saber, assim, a partir de 2018, começou a catalogar fatos históricos e pitorescos sobre antepassados seridoenses, o que será assunto do seu próximo livro. Nessa trajetória, ajudou na construção de várias genealogias do Seridó, tornando-se uma conhecedora de referência dessas raízes, mormente pela descoberta da descendência seridoense da icônica Branca Dias. 

     Dra. Kyvia concentrou suas atenções na tarefa de rastrear as origens e conexões das famílias do Seridó e encontrar os elos da vasta endogamia seridoense na tentativa de abrir os horizontes da compreensão dessas linhagens. Ultimamente tem se dedicado ao estudo da genealogia genética o que deverá trazer grande contribuição à população e à medicina do seu estado. Sua dedicação inspira outros a seguirem na busca da verdadeira essência, história, cultura e genética da gente do Seridó. 

    Por fim, ainda arrisca alguns rabiscos na literatura poética, com reais promessas de produção literária.  Amor não é palavra nem letra/Não é poema nem verso/É plenitude, é quase tudo/Diz Rita Lee, é latifúndio/Não é invasão, subsiste/É correnteza tépida e laminar/É veludo na alma/Acalma, acalenta, aquece e.../Esquece!  


    LEONARDO MONTEIRO BEZERRA nasceu em 27 de janeiro de 2002, na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte. concluiu o ensino médio no Instituto Federal de Ciências e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), no campus de Mossoró, onde também realizou o curso Técnico em Eletrotécnica. Em 2021, foi aprovado no curso de Odontologia na Universidade Federal de Campina Grande e, atualmente, cursa Farmácia e Bioquímica pela UNINASSAU. 


    É filho dos empresários e agropecuaristas Adailson Bezerra de Medeiros e Maria Macilene Diniz Monteiro Bezerra. Seus avós paternos são Aluízio Bezerra de Medeiros e Maria Hilda da Silva, e seus avós maternos são o funcionário estadual Décio Monteiro Sobrinho e Antônia Neuza Diniz Monteiro. Leonardo é trineto do Cel. Teodoro Bezerra Cavalcante, que foi vice-prefeito de Campo Grande e um importante fazendeiro e agropecuarista.


Neste ponto, convém mencionar um pouco sobre o Coronel Teodoro Bezerra Cavalcante. Político, comerciante e fazendeiro, nasceu em 9 de novembro de 1875, na Fazenda Recreio. Era filho legítimo do Cel. Manoel Florentino Bezerra Cavalcante e de dona Mariana Auta de Freitas Soares. Seus avós paternos foram o padre Manoel Bezerra Cavalcante e Florinda Maria da Conceição, enquanto seus avós maternos foram o deputado estadual Pe. Pedro Soares de Freitas e Ana Joaquina do Espírito Santo. O Coronel Manoel Florentino foi Presidente da Intendência de Campo Grande em 1890 e dono de engenho. Já Teodoro destacou-se na política como vereador e vice-prefeito de Campo Grande e, como fazendeiro, era um grande criador de gado nas fazendas Dinamarca, Pedra Branca e Alegria.


Retornando à biografia de Leonardo, ele é trineto do Major Sipião Emiliano Monteiro de Faria, que foi tabelião público de Serra Negra e pecuarista, e tetraneto do ex-prefeito de Campo Grande, o Coronel Manoel Florentino Bezerra Cavalcante, e de dona Mariana Auta Soares de Freitas. Além disso, é pentaneto do ex-deputado estadual Pedro Soares de Freitas, do ex-prefeito de Campo Grande Tenente Manoel Aleixo de Brito Dantas, e do Capitão Joaquim Álvares de Oliveira, um dos governantes de Serra Negra do Norte e proprietário da tradicional Fazenda Rolinha.


Também é pentaneto do Coronel Cosme Pereira de Araújo; hexaneto do Coronel Manoel Antônio Dantas Correia, que foi prefeito de Caicó (1829-1834) e de Acari (1837-1840); e hexaneto do Capitão Manoel Pereira Monteiro Neto, que foi vice-presidente da província do Rio Grande do Norte (cargo correspondente ao atual vice-governador); hexaneto do Capitão Manoel de Medeiros Rocha, eleito membro da junta governativa do Rio Grande do Norte durante a transição do Brasil Colônia para o Brasil Império. 


Provém ainda das seguintes linhagens familiares: Pereira Monteiro, Dantas Correia, Pereira de Araújo, Brito Guerra, Faria, Mariz, Wanderley, Fernandes Pimenta, Medeiros, Bezerra Cavalcante, Cavalcante de Albuquerque, Nóbrega, Macedo e outras. Além disso, ele é sobrinho de várias personalidades ilustres, como o senador e padre Francisco de Brito Guerra; Dr. João Valentim Dantas Pinajé, que foi deputado, governador do Rio Grande do Norte e o primeiro jurista seridoense; e o padre Francisco Adelino de Brito Dantas, fundador do município de Upanema.


Interessado em genealogia, história e literatura, é membro da Associação Sertão Raiz Seridó e do Instituto Potiguar de Cultura. Iniciou suas pesquisas ainda muito jovem e, atualmente, está concluindo a edição de seu primeiro livro. Ajudou na fundação do jornal Pêgas, no município de Campo Grande, um informativo voltado para a história e genealogia da região onde reside. De bom alvitre não olvidar que ele já escreveu alguns artigos, tais como "Capitão Joaquim Álvares de Oliveira" e "História da Casa da Intendência Municipal de Serra Negra do Norte". 



     Dr. LUIZ AUGUSTO MARANHÃO VALLE, graduado em Direito pela UFRN em 1984, atuou como juiz classista nos TRTs da Paraíba e do Rio Grande do Norte entre 1992 e 1998 e como delegado regional da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP). Dedicado à conciliação e arbitragem no Direito do Trabalho, com ênfase na atividade sindical.

    Membro da Associação Raiz Seridó e idealizador de projetos culturais, é responsável por programas como Sem Delongas com Augusto Maranhão e Conversando com Augusto Maranhão, veiculados na TV Assembleia do Rio Grande do Norte e, posteriormente, migrados para a plataforma YouTube. Essa plataforma, com sede na Califórnia, EUA, e subsidiária da Google, possui alcance global; logo, “só não assiste a Augusto Maranhão quem não quiser”. 

    A cultura potiguar é, portanto, acessível a todos graças a esse idealizador e projetista, reconhecido também como pesquisador, curioso e historiador. Vale lembrar que a revista TIME, na edição de 13 de novembro de 2006, elegeu o YouTube a melhor invenção do ano por, entre outros motivos, criar uma nova forma para milhões de pessoas se entreterem, educarem e se conscientizarem de maneira simples.

    Fundador do escritório Maranhão Advogados, inaugurado em 2004, possui atuação em diversas áreas do Direito, com destaque para o Direito Administrativo, Civil e Trabalhista. Composto atualmente por cinco profissionais altamente comprometidos, o escritório valoriza uma atuação ética, ágil e personalizada, focada na solução prática e dinâmica dos problemas. Com ênfase na qualidade e efetividade da prestação de serviços, a banca prima pela responsabilidade social, sustentabilidade e pela visão do Direito como fenômeno social. Sua missão é alcançar a satisfação e valorização do seu público e equipe de profissionais, por meio de consultoria e assessoria jurídica, sempre pautados na confiança, comprometimento, eficiência e obtenção de resultados positivos.

    Criador do personagem ‘Miguel Mossoró’, que se tornou um fenômeno popular, ele surpreendeu o cenário político local, chegando a superar, em votos, figuras firmadas no Estado, como a governadora Fátima Bezerra. Esse personagem, que nasceu como uma brincadeira ou protesto, acabou ganhando relevância, a ponto de se tornar tema de trabalhos acadêmicos na Universidade Federal. A ideia original, inspirada no estilo de “Salvador da Pátria” (telenovela exibida pela TV Globo de janeiro a agosto de 1989), acabou gerando apreensão em Augusto Maranhão, que viu o personagem correr o risco de realmente influenciar politicamente o Estado. Tal fato reflete, de forma irônica, o descontentamento da população com a classe política, levando-os a enxergar no fictício ‘Miguel Mossoró’ uma alternativa real.

    Pessoalmente, Augusto Maranhão se considera uma pessoa tímida, tranquila e avessa a conflitos, um verdadeiro “gente boa”. Em entrevista à rádio Mar e Campo, mencionou a origem de sua família materna, descendente de Matias de Albuquerque Maranhão, que recebeu uma sesmaria de cinco mil braças em terras onde fundou o famoso engenho de cana-de-açúcar Cunhaú, no período colonial.

    Na entrevista intitulada "Na Intimidade de Augusto Maranhão - Conversa de Alpendre", na emissora  Rádio Mar e Campo, pela plataforma de vídeos You Tube, Augusto define sua linhagem materna e relata que o Engenho Cunhaú foi fundado por Jerônimo de Albuquerque, o famoso "Adão pernambucano". Após a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, eles se estabeleceram em Pernambuco e, mais tarde, no Rio Grande do Norte, sendo novamente repelidos pela força comandada por Jerônimo de Albuquerque, ancestral materno de Augusto. Por seus feitos militares, especialmente a expulsão dos franceses, Jerônimo recebeu do rei Filipe III da Espanha o sobrenome “Maranhão”.

    Destaca-se ainda a figura de Matias de Albuquerque Maranhão, nascido em Olinda/PE e casado com Isabel da Câmara em 1648. São os filho deste casal: Pedro de Albuquerque da Câmara; Antônio de Albuquerque Maranhão; Jerônimo de Albuquerque da Câmara; Lopo de Albuquerque da Câmara, esposo de Francisca Carla de Sandre; Mariana de Albuquerque da Câmara, esposa do seu primo Afonso de Albuquerque e Melo, do engenho Santo André; Úrsula de Albuquerque da Câmara; Apolônia Antônio de Albuquerque da Câmara, esposa de Manoel Pimenta; Joana de Albuquerque da Câmara, esposa de João de Noballas; Ana Maria de Albuquerque da Câmara; Bárbara Isabel de Albuquerque da Câmara, esposa de Salvador Quaresma Dourado; Catarina Simoa de Albuquerque da Câmara, esposa do coronel Luiz de Souza Furnas; Afonso de Albuquerque Maranhão, esposo de Isabel de Barros Pacheco que foram bisavôs do senador imperial Afonso de Albuquerque Maranhão.

    Ademais, de uma narrativa histórica que conecta o passado dos antepassados de Augusto Maranhão, destacando a fundação do engenho Diamante em Goiana, Pernambuco, e a expansão da família para Nazaré da Mata. A linhagem inclui Amaro Barreto de Albuquerque Maranhão, que se casou com uma descendente de Fabrício Gomes Pedroza, fortalecendo a ligação entre as famílias.

    O episódio marcante do bisavô de Augusto, que, durante uma caçada, acidentalmente mata seu primo Felipe Augusto e, em razão disso, decide ingressar nas fileiras da Guerra do Paraguai, retornando como Capitão, adiciona uma camada de drama e bravura à trajetória familiar. Essa história não apenas contextualiza a origem do sobrenome "Maranhão" em Pernambuco, mas também traz à tona os eventos que moldaram o caráter e o destino dos antepassados de Augusto Maranhão.

    Do lado paterno, Augusto Maranhão é filho do seridoense Natanael Bezerra Valle, o "Naté Vale" do sítio Estreito, lá na Barra de Santana. Como o próprio Augusto Maranhão costuma falar,  na antiga São Miguel de Jucurutu.  Neto de Antônio Bezerra Cavalcante Brito e Maria Generina Vale, e bisneto de Francisco Cândido Pereira de Brito. Seu pai, Natanael, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Maceió em 1947, na mesma turma do jornalista e político Aluízio. 

    Augusto Maranhão é um verdadeiro mecenas e amante da história regional. O Rio Grande do Norte enriqueceu com sua proteção a artistas, homens das letras e das ciências. Ele proporcionou recursos financeiros e patrocinou, de modo geral, o campo do saber e das artes, contribuindo muito mais do que alguns governantes inertes.

                           




    LUIZ FERNANDO PEREIRA DE MELO (1943/) é natural de Macaíba, Rio Grande do Norte, com fortes raízes na mesorregião do Oeste Potiguar. Atualmente reside em Teresina, Piauí. É filho de Luiz de França Melo, natural de Campo Grande RN (1915/1990) e de Maria Nazaré Pereira de Melo (1924/2011). Neto de Antônio Ferreira de Melo (1879/1944) e de Maria Theodora de Brito Guerra (1890/1983). Bisneto de José Chromácio de Brito Guerra (1838/1903) e Maria de Paz de Brito Guerra (1865/1903), que era neta de Luís Gonzaga de Brito Guerra, primeiro e único barão do Açu.

Engenheiro Civil formado pela Escola de Engenharia da UFRN em 1967, atuou como Diretor de Operações da Comvap-Açúcar e Álcool Ltda, União/PI, e da Usina Central Olho d'Água, Camutanga/PE, ambas do Grupo Olho D'Água. Foi representante da Federação da Agricultura do PI junto à Comissão Nacional da Cana de Açúcar (CNA) e membro da 2ª Câmara do Conselho de Contribuintes do Estado do Piauí. Trabalhou na Superintendência de Obras do Estado do Rio Grande do Norte de 1968 a 1970.  De 1970 a 1974, foi Diretor Técnico da Construtora Souto Engenharia Indústria e Comércio S/A. Lecionou Matemática e Física no Colégio Agrícola de Jundiaí, então do Ministério da Agricultura e posteriormente incorporado à UFRN, entre 1962 e 1969. Foi também professor auxiliar concursado de Mecânica dos Fluidos e Hidráulica Geral na Escola de Engenharia da UFRN entre 1970 e 1973.

Exerceu os cargos de Diretor Técnico da Companhia Açucareira Vale do Ceará Mirim (Usina São Francisco/RN, de 1975 a 1988) e Secretário de Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte (1988 a 1991). Presidiu o Sindicato do Açúcar e do Álcool do Rio Grande do Norte e Ceará (1985 a 1992), foi Diretor Administrativo e Financeiro da Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN) entre 2001 e 2002, e atualmente preside o Sindicato dos Produtores de Açúcar, Álcool e Cana de Açúcar de União e região no Estado do Piauí. Também é genealogista, pesquisador e narrador de eventos históricos, com uma trajetória acadêmica que começou em 1974.

Reconhecido por suas contribuições e dedicação, foi agraciado com as seguintes honrarias: Título de Cidadão Unionense – Câmara Municipal de União, em 15/12/2014; Título de Grande Oficial da Ordem do Mérito Anhanguera - Governo do Estado de Goiás, em 25/07/2017; Título de Cidadão José Freitense – Câmara Municipal de José de Freitas, em 07/12/2017; Título de Cidadão Teresinense - Câmara Municipal de Teresina, em 12/12/2019; Título de Cidadão Piauiense – Assembleia Legislativa do Piauí, em 12/12/2019; e Medalha Estadual do Mérito Agropecuário “João Mendes Olímpio de Melo” – Governo do Estado Piauí, em 20/12/2021. 

Ademais, não se deve olvidar sua formação acadêmica em carreiras que têm como suas principais características o uso do cálculo e da lógica que é pautada nas ciências exatas - área de conhecimento em contraponto às ciências humanas. Reconhecido por seu empenho em preservar a história regional, é Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, contribuindo significativamente para o conhecimento histórico do estado. Amigo próximo do historiador Olavo de Medeiros Filho, que o incentivou na pesquisa genealógica da região. Olavo, em especial, é uma figura de destaque na área, sendo o autor da obra 'Velhas Famílias do Seridó'. Desse modo, a dedicação do escritor Luís Fernando Pereira de Melo o coloca em posição de destaque no cenário literário e genealógico, atuando para consolidar o conhecimento histórico-genealógico, especialmente do Nordeste brasileiro.

A história da família Guerra, tema do segundo volume da trilogia 'Genealogia da Família Guerra', abrange três irmãos do Senador Francisco de Brito Guerra, João de Freitas Lira e as irmãs Luiza Maria de Jesus e Joana Manoela da Anunciação, estendendo-se a gerações posteriores. A pesquisa abrangeu dados em arquivos paroquiais, documentos judiciários e relatórios das províncias do RN e PB, registrando tanto figuras ilustres quanto pessoas de modesta condição, e, por rigor histórico, até protagonistas de eventos menos louváveis.

Autor de uma série de obras significativas, incluindo "Um ramo judaico dos Medeiros no Seridó", "Os Fernandes Pimenta", "Crônica do Sertão do Apodi", "Genealogia e fatos do Sertão do Norte de Baixo", "Melos de Campo Grande",  "Prelúdio do Cangaço do Sertão do Assú", "Manuel Raposo da Câmara, Morgado Português", etc.,   revelando-se como um verdadeiro guardião da memória regional. Sua contribuição com a pesquisa genealógica é evidente em trabalhos como "Genealogia da Família Guerra - Volume I".  Isto posto, temos publicações essenciais para a compreensão do passado e para o enriquecimento das gerações futuras, consolidando seu legado como um dos mais destacados estudiosos do assunto. 

Sua incursão na narrativa histórica, como demonstrado nas especificadas obras acima citadas, proporciona uma visão envolvente e esclarecedora de eventos e figuras dessa historiografia ora evidenciada. E, as mais recentes adições à sua obra: "Genealogia da Família Guerra - Volume I" e "Genealogia da Família Guerra - Volume II", o que, evidentemente, enobrece ainda mais o panorama histórico, oferecendo uma compreensão mais profunda das raízes e influências que moldaram o cenário potiguar ao longo do tricentenário último.



LUIZ MARIZ DE ARAÚJO FILHO nasceu em 30 de maio de 1967 e é o terceiro filho do casal Luiz Mariz de Araújo e Maria Nilce de Figueiredo. Embora natural de São Bento/PB, viveu toda a sua infância e adolescência em Serra Negra do Norte/RN, cidade natal de seus familiares e grande paixão de sua vida. É casado com Adnaloy de Medeiros Mariz, filha de Manoel Mariz e Iolanda Quinino de Medeiros, com quem tem um único filho, Luiz Eduardo de Medeiros Mariz.


Cursou o Ensino Primário no Grupo Escolar Cel. Mariz e o Primeiro Grau na Escola Municipal Prof. Arthéphio Bezerra da Cunha, em Serra Negra do Norte, Rio Grande do Norte. Iniciou o curso de Letras na Fundação Francisco Mascarenhas, em Patos, Paraíba, mas graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, em 1997, sendo aprovado em seguida na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB 3385).


Foi Agente Administrativo do quadro efetivo de pessoal da Prefeitura Municipal de Natal/RN, admitido após aprovação em concurso público, em 7 de julho de 1992, e exonerado, a pedido, em 27 de abril de 1994. Servidor efetivo do quadro de pessoal da Superintendência Regional do Trabalho/RN, onde foi admitido por concurso público em 28 de abril de 1994. Na SRT/RN. Foi vereador no município de Serra Negra do Norte/RN pelo PSDB, diplomado em 18 de dezembro de 1996 e empossado em 1º de janeiro de 1997, com mandato concluído em dezembro de 2000. Durante esse período, na gestão do prefeito Ruy Pereira, assumiu o cargo de Secretário Municipal de Administração, Finanças e Planejamento. Nesse intervalo, prestou assessoramento jurídico à Prefeitura Municipal de Jucurutu/RN, nas áreas de contratos e licitações públicas, de setembro a dezembro de 1999.


Reeleito vereador no pleito seguinte, desta vez pelo Partido Liberal, concluiu seu mandato em dezembro de 2004. Nesse período, prestou assessoramento jurídico às prefeituras de Jardim de Piranhas/RN e São Fernando/RN, especificamente nas áreas de contratos e licitações públicas. Em seguida, assumiu a presidência da Câmara Municipal de Serra Negra do Norte/RN, durante o biênio 2003-2004. Nessa condição, em 2003, assumiu, por imperativo legal, o cargo de prefeito da cidade mencionada.


Ainda em 2004, licenciou-se do mandato de vereador para ocupar a função de Diretor Administrativo na Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), onde permaneceu até 18 de novembro de 2005, quando renunciou à função para exercer outro cargo público, desta vez no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte (TJRN). Em 2017, assumiu o cargo de Secretário-Geral no referido tribunal posição mantida até os dias hodiernos.  


Além disso, Luiz Mariz é um entusiasta da cultura, história e genealogia, com uma profunda ligação com o povo seridoense, sendo herdeiro direto de quase todos os patriarcas da região. Membro ativo e articulado da Associação Sertão Raiz Seridó (ASRS), destaca-se em sua página no Facebook como defensor da memória e das tradições do Seridó, publicando e compartilhando textos e imagens que demonstram seu vasto conhecimento e dedicação à preservação da história local. Sua paixão pela genealogia é incentivada por grandes mestres, como Luiz Fernando Pereira de Melo, Antônio Luiz de Medeiros, Fernando Antônio Bezerra, entre outros importantes nomes do cenário estudado. Com base nas indicações literárias acima, ele desponta como um pesquisador dedicado e comprometido, reconhecido por sua humildade, simplicidade, espontaneidade, cordialidade e simpatia, qualidades que influenciam positivamente muitas pessoas, promovendo a leitura e o despertar cultural.


Ele realizou inúmeras pesquisas, publicadas em textos esparsos e ainda não reunidos em um compêndio, sobre figuras como Martha Mattos Medeiros, Cândida Olindina Bezerra de Araújo (1866–1948), Joaquim Apolinar Pereira de Brito (1816–1880), Dr. José Augusto Bezerra de Medeiros (1874–1971) e outras personalidades relevantes, todas foco de análise e estudo do pesquisador. Destarte, seu trabalho vem ganhando destaque ao ser selecionado para prefaciar o livro “Raízes da Família Veras Saldanha”, de Francisco Galbi Saldanha e Fabiano André da Silva Veras. A obra foi lançada em abril de 2024 no Salão Nobre da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, marcando um importante momento na trajetória acadêmica de Luiz Mariz. No mesmo ano, ele também contribuiu com o livro "Seridó: A Saga", que conduz o leitor por uma jornada ao coração do sertão seridoense, desde sua formação até seus aspectos culturais mais marcantes. Entre as contribuições de Mariz, destaca-se seu capítulo sobre as ‘Entradas pelo Espinharas’, revelando detalhes importantes desse período de colonização e ocupação do Seridó.


Devido ao reconhecimento no campo da genealogia, Luiz Mariz foi convidado para escrever a biografia do renomado genealogista Antônio Luiz de Medeiros, a ser publicada na próxima edição da revista do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN). Esta obra consolida sua posição como pesquisador no cenário histórico e genealógico potiguar e prestará uma justa homenagem ao patrono da pesquisa, objeto do estudo. O trabalho de Luiz Mariz é uma contribuição fundamental para enaltecer a figura de Antônio Luiz de Medeiros, o que ele realiza em boa hora.


Por fim, sua atuação tanto na genealogia quanto no serviço público revela, de certo modo, a amplitude de suas contribuições para a história e cultura potiguar, além de seu compromisso com o desenvolvimento da região seridoense, seja por meio de suas ações políticas ou pela preservação de sua memória e tradição.


LUIZ PAULO PEIXOTO GOMES, natural de Areia Branca, Rio Grande do Norte, é o fundador do grupo "Desbravadores da História: Da Curiosidade a Potenciais Achados Históricos e Culturais nos Municípios do RN e CE". O grupo surgiu do interesse comum de quatro amigos, que, após assistirem a uma palestra temática sobre “Fatos Históricos”, despertaram a curiosidade de aprofundar-se na história do município de Areia Branca/RN, explorando registros históricos e arqueológicos.

É importante salientar que nenhum dos fundadores possui formação acadêmica em História ou Arqueologia. No entanto, assumiram o compromisso de fundamentar suas pesquisas em referências bibliográficas sobre a História do Brasil, do Rio Grande do Norte e do Ceará, além de obras de literatura local. Vale lembrar que parte do território do Rio Grande do Norte já pertenceu ao estado do Ceará, o que reforça o vínculo histórico entre as regiões.

A partir de contatos e interações em redes sociais, os idealizadores atraíram outras pessoas com interesses semelhantes, além de estabelecer parcerias com diversas entidades e órgãos. O grupo, que começou com apenas quatro integrantes, expandiu-se rapidamente e hoje conta com mais de 100 colaboradores de diferentes profissões, incluindo profissionais de outros estados e países. Além disso, mais de dez entidades e órgãos já aderiram ao projeto. Dessa forma, o grupo se consolidou como um projeto de pesquisa com o nome: “Desbravadores da História: O Segredo das Areias nas Sombras do RN e do CE”.

As pesquisas têm se concentrado nos municípios de Areia Branca, Grossos, Tibau, Porto do Mangue e Mossoró, com possibilidade de expansão para outras localidades, inclusive abarcando as cidades seridoense, rota migratória e de fuga dos holandeses. Inicialmente, as investigações foram realizadas de forma independente, utilizando como metodologia a análise de dados encontrados em leituras, pesquisas de campo, entrevistas com moradores locais, mestres, professores e pesquisadores, além de visitas in loco com registros realizados em terra e no mar. O conhecimento empírico e naval também foi incorporado como recurso valioso no processo.

Os objetivos principais do grupo, segundo Luiz Paulo, incluem: Registrar oficialmente o grupo como uma entidade reconhecida; Localizar e identificar achados históricos, sejam terrestres (fortes, cavernas, rios) ou marítimos (naufrágios), de origem natural ou com intervenção humana, tornando-os acessíveis para pesquisadores, estudantes e a população em geral; Produzir documentários e contribuir para o fortalecimento da história e do turismo local e regional.

Entre os objetivos específicos, destacam-se: Preservar e conservar o patrimônio imaterial para as futuras gerações; Promover o turismo histórico e cultural de maneira sustentável; Obter apoio de entidades públicas, instituições oficiais e da sociedade civil para valorizar os registros históricos e arqueológicos da região; Contribuir para o conhecimento e valorização dos segredos históricos preservados pelo tempo.

O grupo busca levar adiante estudos pioneiros, registrando e divulgando achados históricos com o intuito de torná-los patrimônio imaterial reconhecido nos municípios abrangidos. Tais descobertas são essenciais para o estudo e preservação da história, oportunizando às gerações atuais e futuras o acesso ao conhecimento histórico, científico, arqueológico, cultural e social antes negligenciado.

A veracidade das informações será validada por profissionais competentes e entidades jurídicas, garantindo a oficialização e posterior divulgação. A perspectiva do grupo é que os achados tragam impactos positivos para a educação, cultura e turismo, beneficiando diretamente os municípios de Areia Branca, Grossos, Tibau, Porto do Mangue e Mossoró. Além disso, espera-se que a iniciativa abra caminho para a exploração de outros tesouros históricos ocultos, reconhecendo-os como patrimônio de todos por meio de registros oficiais do IPHAN e entidades congêneres.

Dessa forma, o grupo visa contribuir significativamente para a preservação ambiental, histórica, científica, sociocultural e turística desses municípios, deixando um legado valioso para a posteridade.



        MANOEL PINHEIRO DE ANDRADE NETTO nasceu em Currais Novos/RN, no ano de 1969. Filho de Antônio Pinheiro, tabelião entre as décadas de 1950 e 1970, e de Marlene Galvão. Marlene é filha de Tomaz Cândido e Idila Galvão. Netto Pinheiro é descendente do Major Antônio Pires de Albuquerque Galvão (Terceiro), da Carnaubinha, em Acari/RN, e seus pais são descendentes do primeiro casal habitante da localidade do Totoró: Cipriano Lopes Galvão e Adriana de Holanda Vasconcelos.

Formou-se engenheiro agrônomo pela ESAM (atual Universidade Federal Rural do Semi Árido - UFERSA) em 1998. Exímio genealogista, detém o registro de milhares de seridoenses, pronto para publicação. Além disso, ele promove a cidadania europeia para seus parentes descendentes de judeus sefarditas. É membro da Associação Sertão Raiz Seridó. 

O Seridó é uma região rica em dissertações, artigos e publicações de livros, com uma produção literária significativa. Entre os diversos temas abordados, a genealogia se destaca. Trata-se da ciência do parentesco, ramo auxiliar da história que estuda a origem e as gerações de uma família, incluindo seus ramos paralelos. É inquestionável que esta seja a região mais estudada. Dentre os estudiosos e pesquisadores de genealogia, destacam-se: Adauto Guerra Filho, Anderson Tavares de Lyra, Antônio Luís de Medeiros, Fernando Antônio Bezerra, Fernando Antônio Bezerra Galvão, José Augusto Bezerra de Medeiros, José Bezerra de Araújo, José Roberto Bezerra de Medeiros, Leonardo Monteiro Bezerra, Luís Fernando Pereira de Melo, Olavo Medeiros Filho, Sérgio Enilton da Silva, Sinval Costa, Walclei de Araújo Azevedo, entre outros. A lista é extensa, com muitos interessados na área. 

Ao registrar as famílias das quais é genealogicamente ligado, Netto Pinheiro deparou-se com uma realidade surpreendente: os casamentos consanguíneos. No século passado, a maioria dos casamentos acontecia entre pessoas geneticamente próximas. Era comum o casamento entre primos de vários graus de consanguinidade, e, embora mais raro, também havia casos de casamentos entre tios e sobrinhos. Nos principais ramos a que pertence Netto Pinheiro, ocorreram muitos desses casamentos.

A partir da geração de seus avós, ele tentou enumerar os casais que se uniram nessas condições. Da família materna de Netto Pinheiro, podemos citar: Francisco Cândido de Oliveira Mendes (Chico Cândido) e Porfíria Isabel Bezerra de Araújo, seus bisavós maternos. Eram primos legítimos, e seus pais também eram parentes. Francisco Cândido era filho de Cândido de Oliveira Mendes e Laurinda Bezerra de Vasconcelos. Porfíria Isabel era filha de Luiz de Medeiros Galvão Júnior (Lucas Olhão) e Guilhermina Francisca de Medeiros. Laurinda, mãe de Francisco Cândido, e Luiz de Medeiros, pai de Porfíria, eram irmãos, ambos filhos do Cap. Luiz de Medeiros Galvão e de Claudina Bezerra de Vasconcelos.

Dos filhos do casal Francisco Cândido e Porfíria Isabel, muitos também se casaram consanguineamente. Guilhermina Francisca de Oliveira casou-se com Francisco Viterbo Bezerra, seu primo. Francisco Viterbo era filho de Francisco Bezerra de Medeiros (Chico Tenente), neto do Cap. Luiz de Medeiros Galvão, que, por sua vez, era bisavô de Guilhermina. Assim, Guilhermina era sobrinha-neta e bisneta do avô do marido. Severino Ramos de Oliveira casou-se, em primeiras núpcias, com sua prima Adélia Adelvina de Medeiros, filha de Antônio Pires de Medeiros (Antônio Lucas) e Luísa Maria de Oliveira. Antônio Lucas era irmão de Porfíria Isabel, mãe de Severino. Ficando viúvo de Adélia, Severino casou-se com Engrácia Pires de Oliveira. Antônio Cândido de Oliveira casou-se com Ana Bezerra de Medeiros, sobrinha de Porfíria Isabel e filha de Manoel Pires de Medeiros (Neco Lucas). Ambos eram netos do casal Luiz de Medeiros Galvão Júnior e Guilhermina Francisca de Medeiros. Seu avô materno, Tomaz Teodomiro de Oliveira (Tomaz Cândido), casou-se duas vezes. Primeiramente, com sua parente distante, Francisca Bezerra de Assis; após o falecimento desta, casou-se com a avó do genealogista, dona Idila Galvão de Lira.

Ainda não se pode afirmar com certeza, mas tudo indica que sua avó Idila também pertence à família "Galvão" de Currais Novos. Se confirmado, Idila também seria parente de seu avô Tomaz. Tomaz e Francisca eram parentes em quinto grau. O caminho genealógico que os liga é o seguinte: Francisca Bezerra de Assis era filha de Maria Etelvina de Araújo, que era filha de Laurentino Bezerra de Araújo Galvão, que era filho de Tereza Aureliana de Jesus, filha de Cipriano Lopes Galvão, irmão de Manoel Bezerra Galvão, pai de Claudina Bezerra de Vasconcelos, mãe de Laurinda Bezerra de Vasconcelos, mãe de Francisco Cândido de Oliveira, pai de Tomaz Teodomiro de Oliveira. O caçula dos homens e penúltimo filho do casal Francisco Cândido e Porfíria Isabel foi Vicente Cândido de Oliveira, que se casou com sua prima Inácia Vasconcelos de Medeiros. Inácia era filha de Luiz Pires de Medeiros (Luiz Lucas) e Amélia Adelaide de Vasconcelos. Luiz Lucas era irmão da bisavó de Netto Pinheiro, Porfíria Isabel, e tio de seu genro Vicente Cândido.

Na família paterna, também ocorreram casamentos consanguíneos, embora mais distantes. Entre os tios paternos, destaca-se um casamento próximo: Vicente Pinheiro Galvão e Maria Pinheiro de Andrade, irmã de seu pai, eram primos legítimos. Vicente era filho de Antônio Pinheiro Galvão e Bárbara Maria da Conceição; Maria era filha de Manoel Pinheiro de Andrade e Ana Francisca da Conceição. Bárbara e Ana eram irmãs, e Manoel Pinheiro e Antônio Pinheiro, primos legítimos.

Antônio Pinheiro de Andrade Sobrinho e Marlene Galvão de Oliveira também tinham uma relação de parentesco, sendo primos em quinto grau. O caminho genealógico entre eles é o seguinte: Marlene Galvão era filha de Tomaz Teodomiro de Oliveira, filho de Porfíria Isabel Bezerra de Araújo, filha de Luiz de Medeiros Galvão Júnior, filho de Manoel Lopes Galvão, irmão de Ana Lins de Vasconcelos, mãe de Félix Gomes Pequeno Júnior, pai de Bartolomeu Lopes Pequeno, pai de Maria Bezerra Freire, mãe de Ana Francisca da Conceição, mãe de Antônio Pinheiro.

Netto Pinheiro é um estudioso versado em genealogia, dedicando-se com afinco às investigações genealógicas. Sempre prestativo e educado, ele se esforça para esclarecer dúvidas sobre parentesco. Com o lançamento de seus livros, há muito aguardado, espera-se uma rica fonte de pesquisa.

 MARIA JOSÉ MAMEDE GALVÃO (1932/2021). Escritora, pedagoga e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Era filha de Josafá Gomes da Costa Mamede e de Elídia Bezerra Mamede. Foi esposa do ilustre seridoense de Acari, o agropecuarista e proprietário de minas de scheelita, Juarez Pires Galvão (1929–2004), com quem celebrou bodas de ouro em 5 de maio de 2001.

O casal teve os seguintes filhos: Jorácio Mamede Galvão (1952–1981), Maria de Fátima Galvão Cortez (1953–), Marise Adriana Mamede Galvão (1954–), Moema Diana Mamede Galvão (1956–), Jácio Mamede Galvão (1958–2020), Jório Mamede Galvão (1960–), Marília Mamede Galvão Cunha (1962–), Ana Elídia Galvão Bezerra (1965–) e Luciana Mamede Galvão (1970–).

Dona Maria José foi uma mulher de grande visão de mundo, admirada pela inteligência e pelo amor ao próximo. Sua dedicação se estendeu aos descendentes. São seus netos: Isaac Mamede Galvão Cunha (19/11/1981), Jordana Mamede Galvão Cunha Aldatz (07/06/1986), Brena Marques Mamede Galvão (26/09/1982), Filipe Marques Mamede Galvão (02/07/1984), Isabelle Brandão Mamede Galvão (04/10/1982), Jônathas Brandão Mamede Galvão, Maria Luíza Galvão Cortez (29/03/1982), Ana Elisa Galvão Cortez (11/11/1986), Luiz Eduardo Galvão Bezerra (22/04/1990), João Ricardo Galvão Bezerra (25/10/1994), Pedro Mamede Galvão Bretas Lage (04/10/1994) e Fernanda Mamede Galvão Alves (16/06/2013). Seus bisnetos são: Lucas Castro de Azevedo Galvão Cunha, Isabela Castro de Azevedo Galvão Cunha, Mariana Galvão Cunha Frankl Aldatz, Anna Luiza Galvão Cortez Guimarães, André Rommel Galvão Cortez Guimarães, Benício Luiz Dantas Bezerra, Bento Galvão Rocha e Miguel Galvão Rocha. A professora Maria José Mamede Galvão teve ainda a felicidade de conhecer a trineta Maria Filomena Figueiredo Galvão. Mais duas bisnetas que chegaram agora em 2024: Helena Galvão Cunha Frankl Aldatz e Ana Catharina Galvão Cortez De Oliveira. 

Hábil com as letras, lia e escrevia diariamente. Era irmã da também escritora Zila Mamede, de quem era grande admiradora e estudiosa. Maria José escreveu ao longo de toda a vida, produzindo obras que abrangem gêneros acadêmicos, contos literários, crônicas, poemas, cantos solenes, discursos e outros. Dentre os cantos solenes de sua autoria, destacam-se o Hino da Escola Estadual Capitão Mor Galvão, de Currais Novos/RN, e o Hino da Escola Normal de Acari.

É relevante destacar as seguintes obras literárias publicadas por ela: 'Entre Sertão e Mar: Caminhos', pela EDUFRN - Natal/RN, 2007. 'Tempo Absoluto', pela IDEA - João Pessoa/PB, 2011. 'Pelos Caminhos de Pedras e de Folhas Secas', pela editora CARAVELA - Natal/RN, 2018. A escritora preparava ainda, um material para publicação, que está em fase de organização pelos familiares, considerando a sua partida recentemente.

 NILSON CORREIA DE BRITO (1929–2019) nasceu em São João do Sabugi, no Rio Grande do Norte. Filho de Inácio Correia de Brito e Maria Celestina de Jesus, foi esposo de Maria Alice de Brito (1934–2020). O casal teve os seguintes filhos: Paula Sônia de Brito, Paulo de Brito, Maria da Paz Brito, Marinilce Brito de Vasconcelos, Maria da Glória Brito Medeiros da Fonseca, Nilson de Brito Júnior e o exímio pesquisador, historiador e também tabelião público Pedro George de Brito.

Erudito, professor, poeta, folclorista, escritor, historiador e investigador conceituado, dedicou especial atenção à História e Linhagens, temas sobre os quais deixou estudos valiosos baseados e fundamentos, quase exclusivamente, em documentos da sua vasta e notável coleção particular.  Nilson de Brito foi minerador de scheelita, pecuarista e tabelião público. Colecionava jornais, incluindo exemplares do Diário de Natal, reunindo todos os números que circulavam em Caicó, além de contribuir com inúmeras matérias.

Na verdade, muitas vezes ele próprio foi objeto de notícia, sendo tema de artigos e reportagens. Era atento às conversas de varanda, apreciando rimas, prosas e histórias de Trancoso. Guardava tudo em sua memória, acumulando vivências que enriqueceram seu repertório. Sua curiosidade intelectual resultou em uma biografia digna de nota.

Predestinado e dedicado à cultura sertaneja, garimpou como ninguém as histórias de sua terra. Valorizava imensamente a prosa cotidiana, os contos e os "causos" do seu povo e região. Sua fama se espalhou, e muitos desejavam contribuir com o trabalho desse explorador sertanista.

Nilson, junto de sua esposa, cuidou para que seus filhos recebessem os exemplos de valor, honra e dignidade. Conforme as palavras do escritor e advogado Fernandinho: "O Capitão foi um tabelião respeitado, honrado e humano, solidário e amigo, que construiu uma carreira sólida sem nunca desmerecer ninguém, cumprindo o seu papel na terra."



OCTÁVIO LAMARTINE DE AZEVEDO, nascido em Natal, no dia 10 de julho de 1954, é filho de Dácio Bezerra de Azevedo e Jurema Lamartine de Faria. É neto de Octávio Lamartine de Faria e Maria Dinorá Cavalcanti de Faria, além de bisneto de Francisco Ivo Cavalcanti e Hercília de Araújo Cavalcanti. Casado desde 1977 com Maria da Conceição Oliveira de Azevedo, é pai de duas filhas: Yasdja Lamartine de Azevedo e Isabelle Lamartine de Azevedo.

Octávio estudou em Natal, Mossoró, Rio de Janeiro e João Pessoa, formando-se em Administração de Empresas. Engenheiro civil e empresário, é proprietário da Lamartine Locações Ltda. e da Rádio Mar e Campo, uma estação localizada na Avenida Joaquim Patrício, 1970, Cotovelo, Parnamirim - RN, CEP 59161-050.

A rádio oferece uma programação diversificada que inclui boa música, cultura e informação 24 horas por dia, com destaque para música potiguar, MPB, rock nacional e flashbacks. A emissora também se destaca por sua contribuição cultural, com programas como "Conversa de Alpendre" e "Bate Papo com Octávio Lamartine", nos quais são entrevistados escritores, pintores, artesãos, memorialistas e outros profissionais que contribuem para a valorização da cultura potiguar.

Além das atividades acima descritas e desenvolvidas, Octávio Lamartine também é escritor. Recentemente lançou o livro "Otávio Lamartine de Faria: Vida, Visões e Versões", que narra a história de seu avô homônimo, um agrônomo e político que foi perseguido durante a ditadura de Getúlio Vargas.

O livro apresenta um relato documental sobre o avô, que foi prefeito de Acari, na região do Seridó potiguar, e destaca os desafios enfrentados por ele, culminando em sua trágica morte. Para reconstruir a trajetória do avô, o escritor realizou uma extensa pesquisa bibliográfica e documental, revelando, entre outros registros, 23 cartas escritas por Otávio Lamartine (avô) para Juvenal Lamartine (bisavô), das quais uma permanece guardada em um cofre.

Os fatos descritos no livro oferecem um panorama das relações sociais e políticas de uma época marcada por conflitos. Otávio Lamartine de Faria (avô) exerceu o cargo de prefeito de Acari por dois anos e um mês, até ser afastado devido à famigerada Revolução de 1930.

Em 13 de fevereiro de 1935, foi assassinado por opositores políticos, que utilizaram a força policial do estado para consumar o crime. Essa obra contou com a colaboração essencial do historiador e escritor potiguar Dr. Anderson Tavares de Lira, que já pesquisava sobre o mesmo personagem há mais de 20 anos, contribuindo com documentação relevante ao caso.

 

     

   

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