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    ADAUTO GUERRA FILHO nasceu no dia 3 de outubro de 1945, na residência de seus pais, localizada na Estação Experimental do Seridó, no município de Cruzeta, onde seu pai trabalhava como mecânico.

Ele é filho de Adauto Aurélio de Britto Guerra e Eunice Vale. Neto de Theothônio Leopoldino de Brito Guerra e de Izabel Generina Vale. Theothônio nasceu em 18 de fevereiro de 1853, na Fazenda São Pedro, em Acari/RN. 

    O professor Adauto é casado com Maria de Lourdes Asevedo Guerra, com quem tem filhos e netos. Ela é natural de São José do Seridó, cidade que foi, inclusive, historicizada pelo próprio escritor. Pelo lado paterno, Adauto Guerra é trineto do senador Francisco de Brito Guerra (1777-1845), conhecido na região como Padre Guerra, filho de Ana Filgueira de Jesus e Manuel da Anunciação Lira.

    Aqui listamos alguns dos sobrinhos do padre Guerra: o padre Manuel José Fernandes, Manuel Lúcio de Brito Guerra (ambos deputados provinciais), além do Barão do Açu - Luís Gonzaga de Brito Guerra, bacharel em Direito que chegou a ser ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Adauto também é descendente de João Maria Gonçalves Valle e de Maria Joaquina de Aguiar. João Maria, nascido em Lisboa, chegou à região em 1835 e é pai de Inácio Gonçalves Vale, que, por sua vez, foi casado com Isabel Maria da Conceição, de Jardim do Seridó, da família Brito. 

    O excelso escritor fez seus estudos preliminares em Cruzeta, o curso ginasial em Caicó e o colegial em Natal. Em 1971, graduou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e, em 1981, retornou à universidade para cursar Pedagogia, também em Natal. Em 2006, concluiu o Curso de Teologia Pastoral no ICES - Instituto Cardeal Eugênio Sales, em Caicó.

    Iniciou sua carreira no magistério em 1968, no Ginásio Nossa Senhora das Graças, pertencente a Companhia Nacional de Escolas da Comunidade - CNEC, no bairro Santos Reis, em Natal. Ao longo de quase 30 anos, ensinou seis disciplinas no ensino fundamental, dez no ensino médio e duas no ensino superior. Foi professor no renomado Centro Educacional José Augusto - CEJA, em Caicó, além de ter lecionado no Colégio Diocesano Seridoense e no Instituto Cardeal Eugênio Sales, onde atuou com esmero e dedicação.

    Em uma postura de pesquisador dedicado, que busca, investiga e escreve com frequência sobre fatos históricos, especialmente da região do Seridó. O insigne pesquisador e professor seridoense lançou dezenas de livros, dentre os quais destacamos "O SERIDÓ NA MEMÓRIA DE SEU POVO". O livro explora as seguintes temáticas: o Seridó segundo Dr. José Augusto; a colonização do Seridó; assim se fez o Seridó; o banditismo na região; a questão "por que agredir os mortos?"; o governo de Mário Câmara; a visita de Washington Luís ao Seridó; Francisco Raymundo de Araújo – um sábio empírico; memórias de um capitão; os relatos de amigos e a Coluna Prestes, que se desviou de forma sumária do Seridó prevendo sua ruína e fracasso diante da resistência da força do governador Juvenal Lamartine. Além disso, aborda com zelo a questão envolvendo Octávio Lamartine, ocorrida em 1935, em meio aos desdobramentos da ditadura Vargas.

    Nesse contexto, o sertanista Oswaldo Lamartine afirmou ao historiador Anderson Tavares que Adauto Guerra foi quem melhor escreveu sobre seu irmão Octávio até a data atual. O neto do mártir, engenheiro civil, empresário, construtor e proprietário da rádio Mar e Campo, batizado com o mesmo nome em homenagem ao seu avô "Octávio Lamartine", ressuscita das gavetas dos móveis da família documentos que poderão elucidar algumas indagações perpetuadas ao longo do tempo.  À frente dessa importante missão está o historiador Anderson Tavares de Lyra, que há décadas pesquisa e estuda sobre Octávio e os fatos a ele relacionados, iniciando esse trabalho cerca de setenta anos após os eventos.

    Outra obra de destaque é "MONSENHOR WALFREDO DANTAS GURGEL", em memória deste personagem histórico que, como define o autor, "marcou sua presença em todo o estado", especialmente no Seridó, "e que deixou na nossa história memórias inapagáveis".   Monsenhor Walfredo é um exemplo de vida, dignidade e respeitabilidade, que conseguiu unir todas essas qualidades inerentes aos grandes homens.  No campo político, Walfredo Gurgel (1908/1971) foi eleito vice-governador do Rio Grande do Norte na chapa de Aluízio Alves em 1960, renunciando ao cargo após ser eleito senador em 1962Em 1963, venceu a disputa pelo governo potiguar, na última eleição direta para o cargo até 1982.  "A grande importância do livro é levar as pessoas a se espelharem nele. Monsenhor foi ícone em áreas como sacerdote, político, poeta e educador. Por isso, é importante conhecê-lo", pontuou o pesquisador e escritor Adauto Guerra. 

    Vale ressaltar que Adauto Guerra possui vasta presença em jornais, revistas, blogs e sites, além de participações em emissoras de TV e rádio desde a década de 1970, constituindo um verdadeiro "legado literário". Entre suas publicações, além das mencionadas, estão Esboço Biográfico do Padre Everaldo, Padre Aristides de Piancó – Do Sacerdócio ao Martírio, Joaquim Apolinar Pereira de Brito, Legado Literário, A História da Família Brito Guerra, Caicó e Sua História no Tempo, Padre Francisco Justino Pereira de Brito e Calendário Histórico Potyguar e Seridoense.

    Quem o acompanha pelos programas de rádio reconhece seu jeito manso e cadenciado de falar; quem conhece seu trabalho cristão percebe a influência religiosa na escolha de alguns temas e personagens; e quem lhe é mais próximo recorda que ele tem praticamente tudo o que está impresso no papel gravado na memória, destaca Fabrício Vale, filho do autor.

    Adauto Guerra foi agraciado, entre outras comendas, com a medalha Filhas da Acácia. Indubitavelmente, é um grande patrimônio vivo do nosso país.

ALDO DE MEDEIROS LIMA nasceu na antiga sede da Fazenda Malhada Vermelha, localizada no atual território do Município de Parelhas, em 30 de agosto de 1931. Era filho de José Arnaldo de Medeiros e Florisbela Leonor de Lima, e neto paterno de Avelino Vieira de Medeiros e Delmina Etelvina de Oliveira. Por parte materna, era neto de José Joaquim Ferreira Lima e Maria Magdalena Valentina de Mello. Seus bisavós foram Antônio Marcelino de Medeiros, Ana Vieira de Medeiros, José Francisco de Oliveira Gomes, Idalina Franklina de Azevedo, José Marques Ferreira Lima, Feliciana Maria de Jesus, Valentim Dias de Macedo e Edeltrudes Maria da Nóbrega. Aldo foi casado com Anna de Senna Medeiros e pai de Aldo de Medeiros Filho, Ana Débora Medeiros Bezerra de Melo, José Arnaldo de Medeiros Neto, Hilda Senna de Medeiros Mariz e Luiz Gonzaga de Senna Neto.

Pela linha dos Medeiros, a ascendência remonta a Sebastião de Medeiros Matos e seu irmão mais velho, Rodrigo de Medeiros Rocha, nascido em 21 de janeiro de 1709. Ambos eram letrados para a época e trabalhavam como agrimensores. Durante a migração para o Brasil, passaram pelo sítio Preás, no atual Município de Parelhas. Sebastião foi casado com Antônia de Morais Valcacer, moradora da Cacimba da Velha. Por herança, tornou-se proprietário da terceira casa de Santa Luzia, na Rua Padre Juvino, conforme relatado por Alcindo de Medeiros Leite a Aldo Medeiros Lima.

Alexandre Manoel de Medeiros, filho de Sebastião e Antônia, casou-se com Antônia Maria da Conceição. Alexandre foi capitão e, em 1807, prefeito de Caicó. Ele e Antônia foram tetravós de Aldo de Medeiros Lima. Na linha sucessória, Bartolomeu José de Medeiros, filho de Alexandre e Antônia, foi trisavô de Aldo. Bartolomeu casou-se com Mariana Bezerra do Nascimento, filha de Miguel Bezerra da Ressurreição e Maria José do Nascimento. Após a viuvez, Bartolomeu contraiu novas núpcias com Ludovina Clara das Virgens, outra trisavó de Aldo, que nasceu de uma união da família Guedes Alcoforado. Antônio Marcelino de Medeiros, filho de Bartolomeu e Ludovina, casou-se com Ana Vieira de Medeiros, de Jardim do Seridó, filha do Major Vieira. Eles foram bisavós de Aldo, sendo pais de Avelino Vieira de Medeiros, avô paterno de Aldo.

De sua trajetória acadêmica e profissional temos que Aldo concluiu o curso de Economia pela UFRN em 1971, aos 40 anos. Aprendeu as primeiras letras com a professora Inácia Moura no sítio Algodão, próximo ao rio Seridó. Cursou o primário no Grupo Escolar Barão do Rio Branco, com aulas de reforço da professora Dalila Tibúrcio. Posteriormente, estudou no Colégio Marista de Natal, Colégio Diocesano Pio XI, em Campina Grande, e no Colégio Osvaldo Cruz, em Recife, concluindo o segundo grau em 1968 pela CNEC, em Parelhas.

Aldo Medeiros trabalhou como comerciante de tecidos por 10 anos, entre 1952 e 1961, e foi proprietário da fábrica Sant’Ana, de mosaicos e combongós. De 1969 a 1971, atuou como comerciante de peças de automóveis e foi secretário da Associação Comercial de Natal. Em 1989, fundou a empresa CELIME, Cerâmicas Medeiros Ltda. Ele também foi professor em diversas ocasiões e atuou como diretor administrativo da Companhia de Recursos Minerais do Rio Grande do Norte (CDM) e, posteriormente, como Diretor-Presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola (CIDA). Entre 1993 e 1996, ocupou o cargo de Secretário de Administração da Prefeitura Municipal de Parelhas.

Do legado familiar e literário Aldo deixou um espelho de luta, trabalho e dignidade para seus descendentes. Seu primogênito, Aldo de Medeiros Lima Filho, destaca-se como presidente da OAB/RN e é formado em Economia pela PUC-Rio e Direito pela UFRN. Casado com Rilma Fátima de Paiva Campos, também advogada, teve três filhos: André, Carol e Gabriela. Assim, entre tantas funções que atestam a sua devoção ao trabalho e obstinação pelo seu crescimento enquanto indivíduo e cidadão, seguindo o exemplo do pai, ele encontra na unidade familiar seu arrimo e lugar de pouso, onde abastece as suas forças e se anima a novos voos, sem perder seu notório bom humor e incomparável sensibilidade para contar 'causos'. Isso foi a observação feita pelo advogado Dr. João Victor Hollanda.

Como escritor, Aldo produziu diversas obras, destacando-se os livros "Memórias" e "Ao Sol com Coragem". Suas obras exaltam a história de sua terra natal e a trajetória daqueles que contribuíram para o desenvolvimento de Parelhas. Chama-se relato de memórias ao gênero de literatura em que o narrador conta fatos da sua vida. É tipicamente um gênero do modo narrativo, assim como a novela e o conto propriamente ditos, porém essa classificação é predominantemente atribuída a histórias verídicas ou mesmo sim baseadas em fatos. Diferencia-se, certo modo, da biografia em si pois não se prende a contar a vida de alguém em particular, mas sim narrar as suas lembranças, o que foi o caso da obra 'Memórias' de 2004. 

Segundo sua filha, Hilda Senna de Medeiros Mariz, Aldo foi um nordestino apaixonado por sua terra e um exemplo de bondade, ética e respeito. Seu neto, Dirceu de Medeiros Mariz, enfatiza que o avô ensinou o valor de honrar a história e contribuir para a sociedade com coragem e dedicação.





Dr. ANDERSON TAVARES DE LYRA nasceu na cidade de Macaíba, Rio Grande do Norte, aos 30 de maio de 1980. Filho único do casal Josias Evangelista da Silva e de Angela Maria Tavares de Lyra. É descendente direto pela linha materna de Fabrício Gomes Pedroza que é considerado o fundador da cidade de Macaíba e de Feliciano Pereira de Lyra Tavares, sendo o segundo administrador de Macaíba durante a monarquia. Também é descendente do Cel. Felipe Ferreira da Silva, de São José de Mipibu, senhor do engenho Mangabeira; descendente da histórica Casa Hereditária de Cunhaú de onde provém de André de Albuquerque Maranhão Arcoverde e de João de Albuquerque Maranhão Cunhaú. Já pela linha paterna, provém do casal seridoense Ana Catharina da Anunciação e Francisco Galdino de Araújo, primos e membros da família Brito Guerra do Seridó. 

Aos quatro anos, em 1984, conheceu o escritor Luís da Câmara Cascudo, numa visita com familiares. É uma das memórias mais antigas do historiador, genealogista e escritor. Aos oito anos de idade recebeu seu primeiro livro de presente, São Francisco de Assis e o Brasil, de sua bisavó do coração, a escritora Sophia A. Lyra. Aos 12 anos lia tudo que lhe chegava sobre Rio Grande do Norte, Macaíba, genealogia e história em geral. 

O interesse pela história surgiu a partir da leitura da série “Personagens da História de Macaíba em quadrinhos”, editados pela prefeitura de Macaíba. Daí passou a procurar por antigas famílias e personagens da cidade na tentativa de recompor lacunas de leituras. Assim, ainda criança, já era pesquisador da história local, catalogando e arquivando fotografias e documentos referentes à História de Macaíba e do Rio Grande do Norte, que, na atualidade, são disponibilizados para pesquisadores na escrita de diversos TCCs, dissertações e teses.

Monarquista convicto  desde os 13 anos de idade e sem poder votar, no ano do pebliscito em 1993 andava pela feira de Macaíba distribuindo panfletos na tentativa de fazer as pessoas “votarem no Imperador” Tal fato, notadamente, chamou a atenção da Família Imperial Brasileira, aproximando o nosso  escritor à ilustre família. Para tanto, recebeu em Macaíba, em 2017, Sua Alteza Imperial e Real Dom Rafael Antônio de Orleans e Bragança, Príncipe do Grão-Pará. 

Destarte, seguindo o seu caminhar e depois de iniciar os seus estudos em Macaíba passou para o Colégio da Imaculada Conceição da Congregação das freiras de Santa Dorotéia. Graduado em História, bacharel em Direito, doutor em Educação pela UFRN. Também se destaca por ser integrante do Grupo de Pesquisa História da Educação, Literatura e Gênero, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. 

Entrementes, tem larga experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil, atuando principalmente nos seguintes temas: Brasil Império, República Velha, História do Rio Grande do Norte e Genealogia. Foi professor orientador do curso de Pedagogia e História da Universidade Estadual Vale do Acaraú – UVA, entre os anos de 2019 e 2022.  Atualmente é professor da Faculdade Metropolitana Norte-Riograndense e ensina História no Ensino Fundamental II, na cidade de São José de Mipibu.

É presidente do Instituto Tavares de Lyra, formado a partir de parte do acervo do Ministro Augusto Tavares de Lyra. O ressaltado instituto reúne o maior acervo histórico sobre Macaíba, com mais de 5 mil fotografias que abrangem o período de 1846 até a contemporaneidade.  Lembrando que a entidade arquiva  documentos, preservando móveis que remetem a história do Rio Grande do Norte. Desse modo, em parceria com a UFRN que está catalogando e digitalizando todo o acervo de manuscritos e jornais antigos. 

O destacado historiador mantém desde de agosto de 2009 o blog História e Genealogia, onde disponibiliza  parte de seus textos. Não obstante é membro fundador da Academia Macaibense de Letras e 'está' presidente da instituição desde o ano de 2017. Da oportunidade teve a oportunidade de inaugurar em 2019 a Biblioteca “Acadêmico Ivoncísio Meira de Medeiros”, composta do acervo particular do patrono e da biblioteca do Prof. Dr. Walner Barros Spencer. Sua gestão tem sido marcada pelo incentivo à leitura e a publicação de livros de novos autores. Organizou três edições do Encontro de História de Macaíba e instalou a sede da AML na Casa de Cultura Popular.

Como escritor, publicou, entre outros, os seguintes trabalhos: Macaíba, em parceria com Valério Alfredo Mesquita, 2008; Augusto Severo de Albuquerque Maranhão: dados biográficos e genealógicos, na Revista Ciência Sempre, 2009; Tavares de Lyra no Tribunal de Contas da União, Revista do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, 2011; Teotônio Freire: fragmentos de um legado, em parceria com Anna Maria Cascudo, em 2012; Alberto Maranhão: uma breve biografia, Revista do tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, 2012; Augusto Tavares de Lyra em vários tons, 2013; João de Lyra Tavares – Patrono da Contabilidade Brasileira, Revista do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, 2013; Augusto Tavares de Lyra: professor de história, in Construtores da Ágora soberana potiguar, múltiplas memórias, professores do Atheneu Norte-Rio-Grandense (1892/1960), 2014; Professor Francisco Pinto de Abreu, in Construtores da Ágora soberana potiguar, múltiplas memórias, professores do Atheneu Norte-Rio-Grandense (1892/1960), 2014; Joaquim Manuel Teixeira de Moura, in Construtores da Ágora soberana potiguar, múltiplas memórias, professores do Atheneu Norte-Rio-Grandense (1892/1960), 2014; Alberto Maranhão e a educação republicana no Rio Grande do Norte, 2018; organizou o livro A Macaíba de cada um, antologia de crônicas, 2019; e juntamente com Hailton Mangabeira e Paula Goreth Ferreira de Sousa: Cinco Bocas, volume I, 2021; Cinco Bocas, volume II, 2022; em parceria com Felipe Luiz Machado Barros, escreveu: Comarca de Macaíba: 120 anos de história. In Histórias do Poder Judiciário do Rio Grande do Norte, 2023. 

Por sua ação nas áreas da História, da Literatura e da Genealogia, tornou-se sócio efetivo e fundador do Instituto Norte-Rio-Grandense de Genealogia; sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte; do Instituto D. Isabel I (Rio de Janeiro). Sócio Correspondente do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica; da Academia Apodiense de Letras; do Instituto Histórico, Geográfico e Antropológico do Ceará; e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. 

Recebeu as seguintes distinções e honras: Comendador das Ordens do Mérito Alberto Maranhão (Câmara de Vereadores de Macaíba); Nísia Floresta (Câmara de Vereadores de Nísia Floresta). Recebeu o título de Cidadão da cidade de Nísia Floresta. Também foi agraciado com  o título de cidadão de Jardim do Seridó/RN, por auxiliar com o resgate histórico da filarmônica da cidade,  sendo esta, a mais antiga do Estado em atividade. 

Convidado de honra em eventos acadêmicos ou culturais em todo o país, de bom alvitre lembrar que o professor contribuiu com inúmeras edições dos encontros de genealogia no Seridó referente à temas sempre pertinentes ao patrimônio imaterial e cultural local. Dentre os diversos assuntos relacionados à região Seridó temos:  "O Cel. Martiniano e sua época";  "Teotônio Freire - fragmentos de um legado"; "Coronel João Damasceno Pereira de Araújo";  "Thomaz de Araújo Pereira, em lembrança aos 200 anos da sua nomeação imperial"; Influência indígena na formação das famílias tradicionais do Seridó, 16 de agosto de 2009; Família Salustino de Currais Novos, 21 de setembro de 2009; A família Salustino II, 23 de setembro de 2009; Os filhos do coronel Cipriano Bezerra Galvão, 10 de novembro de 2009; A família Saldanha do Seridó potiguar, 2015; Genealogia do Padre João Maria Cavalcanti de Brito, 2 de outubro de 2016; Parentes colaterais do Padre João Maria. 2016; Dr. Amaro Cavalcanti, 9 de novembro de 2016; Duas teses para a origem de Thomaz de Araújo Pereira Júnior (Thomaz Bengala), 17 de junho de 2016; Troncos da família Medeiros do Seridó, 13 de junho de 2016; Ancestralidade dos irmãos Rodrigo de Medeiros Rocha e Sebastião de Medeiros Matos, troncos da família Medeiros do Seridó no RN, 13 de setembro de 2017; Ancestralidade judaica dos Medeiros do Seridó provada, 13 de fevereiro de 2019; Oswaldo, o único Lamartine, 15 de novembro de 2019; Enganos na genealogia, 27 de agosto de 2022. 

Nesse ínterim, importa evidenciar  a doação que o escritor fez ao museu histórico do Acari, a doação de uma bengala que pertenceu ao  Presidente da Província Thomaz de Araújo. Ele despendeu tempo, energia, recursos próprios etc. Sua fala e ação devem ser ecoadas às futuras gerações para que consigam conhecer e saber a própria história. O Seridó lhe deve, no mínimo, respeito e profunda reverência.

Suas pesquisas sobre a família Medeiros fê-lo descobrir e ser o primeiro a publicar em seu site 'História e Genealogia' - o elo entre os Medeiros do Seridó e a ascendência judaica - fato que tem ensejado a muitos nordestinos a receberem a cidadania portuguesa e espanhola, depois dos devidos processos que começam com o estabelecimento de uma ancestralidade e genealogia comprovada.

O historiador Anderson Tavares de Lyra, embora doutor, não é um pesquisador da Academia. Ele é um pesquisador popular com relevantes serviços prestados à historiografia e a genealogia potiguar. Busca escrever de forma mais próxima das pessoas e é um dos pioneiros a utilizar blogs no Rio Grande do Norte para democratizar o seu fazer historiográfico. 





    BIANOR MEDEIROS nasceu em 17 de abril de 1924, na Fazenda Soledade, município de Acari, Rio Grande do Norte. Faleceu em 14 de outubro de 2003, aos 79 anos, na Casa de Saúde São Lucas, em Natal/RN. Era o segundo filho do casal Jefferson Medeiros (1900-1984) e Maria Celsa de Medeiros (1901-1990). Pela linhagem paterna, era neto de José Fidelis de Araújo (1852-1948) e Josefa Hermenegilda de Medeiros (1862-1943), e, pela linhagem materna, de Antônio Pereira de Araújo (1869-1933) e Guilhermina Lopes de Araújo (1884-1960).

    No período em que morou em Acari, entre os 8 e 11 anos, frequentou a Escola Municipal Porfíria Pires. Posteriormente, cursou o segundo ano no Grupo Escolar Thomás de Araújo e complementou seus estudos na escola particular da professora Cleonice de Brito Chaves, aprimorando sua formação para ingressar futuramente no seminário. Recebeu incentivo do então pároco de Acari, Pe. Walfredo Gurgel, para continuar seus estudos no seminário em Natal, onde foi entregue ao reitor Dom José Adelino Dantas, em 1936, aos 12 anos. 

    No entanto, em 16 de março de 1939, prestes a completar 15 anos, deixou o Seminário de São Pedro e retornou para Acari. Em 10 de fevereiro de 1943, aos 19 anos, foi aprovado no exame de admissão do Ginásio Diocesano Seridoense, em Caicó. Em 1945, retornou à cidade de Natal, onde cumpriu suas obrigações militares e, em 1953, casou-se com Therezinha Medeiros. Concluiu o curso de Direito na Faculdade de Direito da Paraíba em 1958.

    Dentre os cargos e funções exercidos no serviço público, destacou-se como vereador em Natal por dois mandatos pelo Partido Trabalhista do Brasil (antigo PTB), que esteve ativo de 1945 a 1965, foi refundado em 1979 e registrado definitivamente em 1981. Também ocupou os cargos de Secretário de Negócios Internos e Jurídicos da Prefeitura de Natal, Delegado Regional do Trabalho, Procurador do Estado, Decano do Conselho Penitenciário, integrante da junta governativa encarregada de gerir provisoriamente a Fundação José Augusto e Presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (IPE).

    Na produção literária, destacam-se suas obras: Walfredo Gurgel – um símbolo (1979); Paróquia do Acari, 150 anos (1985); Lembranças e Momentos de Fé (1992); Tempo de Menino (1986); Monsenhor Walfredo Gurgel – O Poeta (1989); Devaneios e Divagações (1997); e Cônego Ambrósio Silva – 40º aniversário de morte (1997). Bianor Medeiros foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. 




ÊNIO CARNEIRO DE MEDEIROS, nascido em 1970, filho de Luiz Oliveira de Medeiros (1931 – 2013) e Maria Amélia Carneiro. Neto pelo lado paterno de Raimundo Alves de Medeiros e Maria Luisa de Oliveira. E pelo lado materno de Antônio de Ramos Carneiro e Amélia Junqueira. Bisneto pelo lado paterno de Domingos José Barbosa de Medeiros e Maria Afra Rodrigues, bem como de João Luiz de Oliveira e Herondina Augusta de Almeida e Castro. Já pelo lado materno, é bisneto de José Antônio Carneiro da Silva e Joanna Maria d´Oliveira, bem como de Joaquim Plácido Junqueira e Maria Emília de Jesus. Com ascendência direta amplamente distribuída nos estados do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia, inclusive oriundos do Seridó, foco deste trabalho.

Amante da Genealogia e da História, com formação pela Red de Juderías de España, investe parte do seu tempo e energia na busca e compreensão das origens da família, procurando também entender aspectos culturais e tradições. Atualmente escrevendo obra sobre história da família Carneiro de Medeiros. Acredita piamente na frase de Fernando Pessoa, que afirmava que “Navegar é Preciso”, conheceu mais de 30 países no mundo, bem como sua história, culinária, tradições. E incentiva a todos a “ampliar suas fronteiras”. Criador e Mantenedor do perfil “Trabalho no Agro”, onde procura facilitar aos jovens do setor agrário a encontrar oportunidades de emprego e de desenvolvimento.

Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa-MG, onde também obteve o título de Mestrado. Concluiu MBA pela Fundação Getúlio Vargas e pela Ohio University, nos Estados Unidos. Atualmente aluno da Rosen School of Hebrew, de Israel. Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), onde foi responsável pelo Desenvolvimento do primeiro Analisador de gases de emissões ambientais do Hemisfério Sul (https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/409/desenvolvimento-do-primeiro-analisador- brasileiro-de-gases-de-combustao-e-emissoes-ambientais/). Como professor universitário, ministrou aulas em algumas instituições.

Escritor acadêmico de livros na área de Agronomia, com mais de 400 citações em teses de mestrado, doutorado e pesquisas ao redor do mundo, listados pelo site www.academia.edu. Consultor e instrutor da Confederação Nacional da Agricultura e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, nas áreas de Cafeicultura e Fruticultura, tendo ministrado mais de 150 cursos presenciais. Também ministrou mais de 200 cursos de forma remota e online. Empresário dos segmentos de Educação, Café, Equipamentos Industriais e Exportação de commodities.

E o principal: pai de três lindos e amados filhos, Emanuele, Enzo e Gabriel.




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