P-T
Foi médico, empresário — fundador do Instituto de Radiologia do RN,
uma instituição médica de grande prestígio no estado —, professor da UFRN,
político, folclorista, sertanista, historiador, genealogista, escritor, poeta e
fazendeiro. Também era membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia e da
Academia de Medicina do Rio Grande do Norte.
Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico, Paulo Balá atuou
como vice-prefeito da cidade de Acari, no Rio Grande do Norte, e assumiu o
cargo de prefeito em diversas ocasiões entre 1996 e 2000. Era respeitado por
todos, inclusive por seus opositores políticos. Visitava com frequência uma de
suas propriedades, a Fazenda Pinturas, uma fazenda colonial ornamentada,
localizada no município de Acari, que foi morada de seus ancestrais.
Autor de diversos livros de literatura brasileira, Paulo Balá
tornou-se imortal na Academia Norte-rio-grandense de Letras, ocupando a cadeira
12, em substituição a Oswaldo Lamartine de Faria. Seu estilo literário revela
uma predileção pelo sertanismo e regionalismo. No prefácio de seu último livro,
o poeta Carlos Newton Júnior destacou: “Os textos (cartas) de Paulo Bezerra
compõem, na verdade, uma obra memorialística das mais importantes, não apenas
para a literatura norte-rio-grandense, mas para a literatura brasileira.”
Notabilizou-se também por publicar artigos na página 2 da Tribuna
do Norte, na coluna de Woden Madruga, relatando a vivência do místico
sertanejo. Essas obras já são objeto de estudo em universidades pelo país,
figurando na mesma estante que o paraibano José Lins do Rego e outros
regionalistas consagrados da literatura brasileira.

RILDER MEDEIROS é filho de Severino Medeiros (1921-2011) e Haidê Medeiros
(1927-1991). Esposo de Simone Cirilo, pai de João e Maria. Neto, pela linha
materna, do curraisnovense Manuel Valentim de Medeiros (1894-1955) e Maria
Leocadia de Medeiros (1897-1992). Trineto de Manoel Galvão de Medeiros
(1827-1902) e Inocência Maria da Conceição (1833-1900). É também neto de João
Paulinho de Medeiros e Elvira de Medeiros, e trineto de Francisco Paulino de
Medeiros.
Jornalista,
empresário e editor gráfico, embora natural de Natal/RN, considera-se sertanejo
tendo em vista a posição geográfica de sua raiz ancestral. Para ele, que
pesquisa e produz o tema "Memória dos Ancestrais", a ancestralidade é
tudo o que veio antes e permitiu que estivéssemos aqui. Nossa história de vida
não existe sem o passado, daí a indagação simples repetida por ele: quem são
seus avós?
Como
jornalista, aprendeu a transmitir "histórias" como realmente
ocorreram, sem juízo de valor ou invenções, o que o levou a se interessar por
sua própria história e pela de seus antepassados. Ele cita, por exemplo, que
passou a entender melhor seu pai após seu falecimento, considerando toda a
trajetória desde a infância até a idade adulta. Dessa forma, busca compreender
os elementos intrínsecos e psicológicos de cada indivíduo, para então entender
o contexto completo vivido por cada um. Para ele, a ancestralidade está no modo
de vida, nos costumes, na culinária e na linguística. A região do Seridó marca
sua herança genética, refletida no comportamento herdado.
Aprecia
a disciplina de História, predileção que atribui à sua mãe. Dos temas
estudados, Rilder entende que nada é por acaso, o que desperta sua vontade de
aprender. Assim, ao estudar genealogia, busca mais do que um simples
"catálogo telefônico" — quer, essencialmente, compreender e respeitar
a história do personagem estudado. Considera a genealogia um quebra-cabeça sem
fim, mas sente-se estimulado por essas pesquisas. Ele cita a frase "as pessoas só morrem quando são esquecidas", do renomado psiquiatra e escritor Irvin D.
Yalom, autor da obra Quando Nietzsche Chorou, frase que ele traz como
inspiração. Ele completa, segundo Yalom, que a herança cultural passada aos
descendentes não se confunde com o espiritismo.
Uma
das tradições que mantém é a hora da refeição em família, defendendo o diálogo
entre pais e filhos, visto que, para os padrões atuais, as famílias têm se
distanciado desse costume. O escritor destaca que a ancestralidade também se
transmite pela comunicação, e que uma cultura familiar forte repercute em toda
a comunidade ao redor.
Rilder
nasceu em Natal, onde ficou até os seis anos de idade. Mudou-se para Angicos,
onde viveu dos seis aos doze anos, retornando depois para Natal. Sua relação
com o Seridó surgiu por causa de pesquisas acadêmicas e atividades
profissionais na década de 1990. Em 2019, enquanto buscava a cidadania europeia
pela Espanha — devido à sua descendência de judeus sefarditas — percebeu que é
mais seridoense, pelo laço sanguíneo, do que propriamente angicano. Dos seus
quatro avós, apenas sua avó "Marola" não era Medeiros.
Na
Espanha, o uso de sobrenome composto é exigido, motivo pelo qual Rilder assina
o patronímico "Medeiros" duas vezes. Esse registro foi feito na
Galícia, onde encontrou grande identificação cultural. Em uma visita recente
aos Açores (arquipélago português no oceano Atlântico), traçou a rota dos
irmãos Rodrigo e Sebastião Medeiros e encontrou semelhanças culturais,
inclusive na culinária, com a do Seridó, evocando em si uma inexplicável
memória afetiva.
Por
fim, na produção literária, Rilder enaltece o legado de Olavo de Medeiros Filho
e José Augusto Bezerra de Medeiros, destacando que a genealogia é uma tarefa
"coletiva". Com cerca de 20 mil contribuições no aplicativo Family
Search, ele tem sido protagonista nessa empreitada cultural.
ROSÁFICO SALDANHA DANTAS é um nome destacado no rol de escritores e pesquisadores seridoenses. Nascido em Santana do Matos, em 1946, integrou a primeira turma do Ginásio Agrícola de Currais Novos, onde atuou como líder estudantil. Na mesma época, Salomão Gurgel também liderava os estudantes do Seridó. Durante sua trajetória, Rosáfico fundou o programa estudantil na Rádio Brejuí (ZYI 26), o jornal Tribuna Estudantil (Currais Novos) e o jornal Juventude Rural do Colégio Agrícola de Jundiaí (Macaíba).
Ele ilustrou
livros utilizando técnicas como bico de pena e xilogravura, enquanto sua
pesquisa se voltava para cenários e personagens marcantes do Nordeste. Entre os
temas explorados estão a Confederação do Equador, Antônio Conselheiro, Padre
Cícero, Delmiro Gouveia, Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, Leonardo Mota,
Câmara Cascudo, Olavo Medeiros Filho, cangaço, rezas fortes e corpo fechado. Em
suas pesquisas, constatou que, entre as cinco ribeiras do Rio Grande do Norte,
a Ribeira do Assú possuía o maior número de fazendas.
Registrou que
Lampião, o "Napoleão tupiniquim", enfrentou momentos críticos em
terras potiguares. Descobriu também que, até 1975, o Pico do Cabugi (590 m) era
considerado o ponto mais alto do RN. Contudo, naquele ano, técnicos do IDEC,
incluindo ele e Segundo, identificaram o verdadeiro ponto culminante do estado:
a Serra do Coqueiro, no município de Venha-Ver, com 868 metros de altitude,
localizada na tríplice divisa CE/PB/RN.
Entre suas
realizações, foi um dos fundadores da Associação Estadual de Poetas
Populares (AEPP) e sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
(SBEC), sediada em Mossoró. Trabalhou como funcionário na Mina Brejuí, no IDEC,
no IDEMA e na Secretaria de Educação em Natal. Ele também é diplomado pela
Escola Superior de Guerra (ESG) e membro da Associação dos Diplomados da Escola
Superior de Guerra (ADESG).
Por parte
paterna, carrega o sobrenome Saldanha, com raízes santanenses. Seu pai, José
Saldanha (1918–2011), ao lado de José Lucas e Rodolfo Cavalcante, foi um dos
responsáveis por tornar o cordel e a poesia popular um Patrimônio Cultural do Brasil.
Seu pai participou de programas de rádio, encontros de folclore e seminários de
cultura popular, muitas vezes ao lado de Câmara Cascudo. Rosáfico também
recorda momentos marcantes, como quando Patativa do Assaré e Expedita, filha de
Lampião, abraçaram Saldanha.
Por parte
materna, herdou o sobrenome Dantas, conhecido pela disseminação de escolas em
todo o Brasil, tendo como exemplo Felipe Tiago, fundador da CENEC. Rosáfico é
geógrafo formado pela UFRN, com pós-graduação em Cartografia e estudos sobre
desertificação. Ele teve o privilégio de conhecer Tomaz Salustino, dono da
maior mina de scheelita da América do Sul, cuja Mina Brejuí forneceu toneladas
de minério às indústrias de aço das nações aliadas durante a Segunda Guerra
Mundial.
Rosáfico Saldanha manteve uma amizade próxima com o historiador e genealogista Olavo Medeiros Filho, autor de ‘Velhas Famílias do Seridó’. Obra que preserva em sua biblioteca, tendo-a como livro de cabeceira e considerada por ele essencial por apresentar as descendências dos principais patriarcas do Seridó potiguar, troncos das famílias que moldaram a identidade da região. Além disso, frequentou a residência de Câmara Cascudo, convivendo com um homem de caráter ímpar e inesquecível. Ele o descreve como idealista, intelectual, humanista e patriota apaixonado pelo Brasil, possuidor de um carisma extraordinário e uma capacidade singular de atrair e influenciar pessoas. Enfim, literatos que possuem desmedida capacidade de influência nos seus trabalhos acadêmicos e literários.
ROSTAND MEDEIROS nasceu em 1967 na capital do Estado. Filho
de Calabar Medeiros (1940/2019) e Creuza de França Lima de Medeiros (1946/).
Neto de Joaquim Paulino de Medeiros Filho, conhecido como Jaco Medeiros e não
Jacó, como escreveram alguns (1899/1954) e Benícia Jacob de Medeiros
(1909/1989). Bisneto de Joaquim Paulino de Medeiros (1843/1932), o lendário
Coronel Quincó da Ramada e Maria Florentina de Jesus, conhecida como Maricota
(1875/1956). Conforme a história repassada por seus descendentes e da maioria
dos documentos oficiais, o final do nome de Maria Florentina é “Jesus” e não “Medeiros”, como apontam alguns pesquisadores. E sobre a
sua data de seu nascimento, ela foi confirmada no documento de casamento de
José Lázaro de Medeiros, o filho primogênito do casal acima destacado.
Trineto de José Martins de Medeiros (1807/1894) e de
Gertrudes Maria da Encarnação (1813/1881) seguindo o ramo do Coronel Quincó,
além de ser tetraneto desse mesmo casal pelo ramo de Maria de Florentina.
Trineto de Antônio Galdino de Medeiros (1852/1941) e de Ana Rosa da Conceição
(1857/1942), também pela linha de Maria Florentina. Tetraneto de João
Crisóstomo de Medeiros Junior, (1777/1832) e de Joanna Maria da Conceição
(1766/1855). Tetraneto de Thomaz Freire de Araújo (1828/1891) e de Marianna
Lúcia Dantas (1836/) pela sequencia familiar de Ana Rosa a qual chega aos
ancestrais: Silvestre José Dantas Correia (1768/1848), Caetano Dantas Correia
(1710/1797) e Thomaz de Araújo Pereira (1701/1781) o 'adão seridoense', além de Rodrigo Medeiros Rocha, o açoriano irmão de Sebastião. Pentaneto do Capitão João Crisóstomo de Medeiros (1766/1812) e Francisca Xavier Dantas (1757/1820). Hexaneto de Sebastião de Medeiros Matos natural da Ribeira Seca, Ribeira Grande, São Miguel, Açores, Portugal. Sua data de nascimento consta 16/01/1716 e de falecimento é registrado o ano de 1810 na atual cidade de Santa Luzia, Paraíba. Antônia de Morais Valcacer (1720/1802) foi a esposa de Sebastião.
Historiador, pesquisador, escritor, sócio efetivo do
Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN), bem como autor
de oito livros sobre fatos históricos e biografias de personalidades
potiguares. É um dos principais expoentes em plena atividade no segmento a que
se propõe e, para tanto, fundou a Sociedade de Pesquisa e Desenvolvimento
Ambiental, Cultural e Histórico do Rio Grande do Norte - SEPARN, entidade que
manteve parcerias, além de desenvolver projetos junto ao Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBAMA e ao outro Instituto
Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade ICMBio.
No ano 2000 ROSTAND promoveu e organizou a exposição
"Itaoca-Cavernas Potiguares", a primeira do gênero realizada na
região estudada. E, pelos idos de 2008, na época em que atuava na Fundação
Rampa desenvolveu em parceria com o dedicado historiador da aviação potiguar
Frederico Nicolau o livro: “Os Cavaleiros dos céus – A saga do voo de Ferrarin
e Del Prete” que conta a história do primeiro voo sem escalas entre a
Europa e a América Latina, realizado em 1928 pelos pilotos italianos Arturo
Ferrarin e Carlo del Prete. O livro foi prefaciado pela insigne
intelectual Anna Maria Cascudo.
De sua autoria a biografia de “João Rufino - Um visionário de fé”, sobre o criador de um importante grupo industrial brasileiro de torrefação de café, nascido na cidade de São Miguel/RN. E segue publicando mais obras tais como: “Fernando Leitão de Morais - Da Serra dos Canaviais a Cidade do Sol” e, “Eu não sou herói – A História de Emil Petr”, este último sobre um veterano norte-americano da Segunda Guerra Mundial, navegador de bombardeiro B-24, que viveu no Rio Grande do Norte.
Já nos idos de 2014 recebeu da Secretaria Extraordinária de Cultura do Rio Grande do Norte pela mão da própria governadora Rosalba Ciarlini a Medalha de Mérito 'Folclorista Deífilo Gurgel'. Dois anos depois se tornou membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN. E, em 2017 a Academia Norte-Riograndense de Letras lhe outorgou a medalha Mérito Acadêmico Agnelo Alves. No ano seguinte foi um dos produtores e participou das filmagens do documentário de longa-metragem "Chapéu Estrelado", com direção de Sílvio Coutinho. Esse filme, lançado em 2017, é baseado em uma pesquisa que o excelso historiador realizou em 2010, quando percorreu o mesmo caminho trilhado pelo bando de Lampião (cangaceiro), no episódio da invasão do Rio Grande do Norte para atacar a cidade de Mossoró, em junho de 1927.
Continua lançando livros e, na sequência escreve e
lança: “Sobrevoo: Episódios da Segunda Guerra Mundial no Rio Grande do
Norte”, onde resgatou a história de um desastre aéreo ocorrido em 10 de maio de
1944 com um hidroavião Consolidate PBY Catalina da US Navy, próximo a cidade de
Riachuelo/RN. Entrementes, justamente no 75° ano do episódio acima ressaltado,
ocorreu uma cerimônia organizada pelo Consulado dos Estados Unidos de Recife e
a Prefeitura Municipal de Riachuelo, em memória dos aviadores que morreram
nesse acidente. Pari passu, como fruto de uma parceria com o MPF/RN, lançou
o livro “Lugares de Memória – Edificações e estruturas históricas utilizadas em
Natal durante a Segunda Guerra Mundial”.
Além disso, foi coautor do livro "Jandaíra - História e
Cavernas Potiguares", sobre a história e as cavidades naturais do referido
município. Entretanto, em plena pandemia lança também o livro "1927 –
O caminho de Lampião no Rio Grande do Norte", obra onde detalha a pesquisa
realizada sobre o caminho utilizado pelos cangaceiros de Lampião no ataque a
Mossoró.
Portanto, para nós, ROSTAND MEDEIROS é um grande intelectual,
escritor dinâmico, interpretador de eventos - contextos e personagens
históricos, utilizando uma variedade de fontes primárias e secundárias, como
documentos, manuscritos, registros, artefatos, depoimentos, etc. Verdadeiro
patrimônio vivo do nosso povo e da nossa gente que, necessariamente, é preciso
destaque e enaltecimento de sua obra.
SÉRGIO ENILTON
DA SILVA nasceu na terra da scheelita, em pleno mês de Santana, no ano de 1972,
período em que a cidade de Currais Novos abre suas porteiras para a vaqueirama
durante a famosa vaquejada. Filho de Sérgio Pereira da Silva e Beatriz Dantas
da Silva, do relacionamento com Rosângela Maria de Lima nasceram seus filhos Rosana
Rayssa, Willow Braiann, Willen Sergius, Renalle Layane e Willie Andriê.
Conforme
pesquisas, sua heptavó nasceu em São José do Sabugi por volta de 1742, na
Fazenda Pocinhos. Segundo a certidão de óbito, ela faleceu aos 92 anos, em 14
de janeiro de 1835, e está sepultada em Acari/RN. O historiador Sérgio Enilton
é neto de Tereza Maria da Conceição; bisneto de Manoel Porfírio; trineto de
Thereza Maria de Jesus; tetraneto de Anna Francisca de Jesus; pentaneto de
Maria Magdalena de Jesus; hexaneto do capitão Antônio de Araújo Pereira;
heptaneto de Thereza de Jesus Maria; octaneto de Rodrigo de Medeiros Rocha e de
Apolônia Barbosa de Araújo. Assim, ele descende do casal Thomaz de Araújo
Pereira (conhecido como o "Adão" do Seridó) e Maria da Conceição de
Mendonça. Pela linha paterna, é neto de Ricardo Pereira da Silva e Antônia
Maria da Conceição, com ascendência do casal Sargento-mor Felipe de Moura e
Albuquerque e Maria da Puridade Barreto. É também neto de João Januário Dantas
e Tereza Maria da Conceição, sendo, assim, descendente de alguns dos troncos
familiares mais antigos do Seridó.
Seu
entrelaçamento genealógico inclui os "Dantas Correia", "Araújo
Pereira", "Azevedo Maia", irmãos "Medeiros",
"Dornelles Bittencourt", "Baptista dos Santos", "Gomes
de Brito", "Freitas Lira", "Barros de Macedo",
"Gomes de Melo", "Garcia de Sá Barroso", "Lins de
Vasconcelos", "Rodrigues da Cruz", "Fernandes
Pimenta", entre outros. Ainda há os "Freitas Lira", "Gomes
de Melo", "Dantas de Melo", "Filgueira", "Cortez
de Negrão", "Costa Travassos", "Azeredo Vale",
"Barros de Oliveira", "Pereira Carvalho", "Ribeiro
Carvalho", "Coelho de Ataíde", "Martins de Macedo",
"Marinho de Carvalho", "Martins de Sá", "Casado de
Oliveira", "Dornelles da Câmara" e outros patronímicos.
Com grandes
sonhos, iniciou sua educação no Jardim de Infância de Acari, tendo como primeira
professora Catarina Pires Galvão. Fez o curso primário no Grupo Escolar Thomaz
de Araújo e concluiu o ginasial na Escola Estadual Dr. José Gonçalves de
Medeiros. Aos 15 anos, ingressou na Escola Estadual da mesma cidade, onde
completou o ensino médio com habilitação em Magistério em 1990. Posteriormente,
estudou na Escola Municipal Dr. Odilon Guedes da Silva, onde concluiu o curso
Técnico em Contabilidade em 1995.
Aos 18 anos,
ingressou no Exército Brasileiro, onde foi condecorado como o "praça"
mais distinto do quartel e prestou serviço no 16º Batalhão de Infantaria
Motorizada em Natal, desligando-se com a graduação de cabo da reserva não
remunerada. Passou por uma especialização em História do Nordeste e concluiu
cursos em Educação Ambiental e Coletivos Educadores. Atuou como instrutor de
trânsito no Centro de Formação de Condutores de Parelhas e no Centro de
Formação de Condutores de Acari para iniciantes.
Pesquisador
inquieto, foi convidado a integrar a comissão de criação do Museu Histórico de
Acari, em 1990. Ao retornar à sua cidade natal em 1992, assumiu a direção do
Museu Histórico de Acari, dedicando mais de 10 anos à curadoria do Museu do
Sertanejo, como é conhecido o museu da cidade. Historiador da cidade de
Acari, um dos municípios mais antigos do estado, obteve formação acadêmica pela
Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Sua pesquisa abrange estudos sobre
a memória dos vaqueiros, a casa grande da fazenda, os saberes e fazeres, e a
cultura popular. É praticante da História Oral, com pós-graduação em Patrimônio
Histórico-cultural e Turismo pelo CERES/UFRN. Dos frutos de seu trabalho na área cultural,
destaca-se o fortalecimento do turismo rural, com iniciativas como o
"Encontro de Vaqueiros da Ribeira do Acauã", que realiza cavalgadas
periódicas, além do incentivo à "pega de boi no mato" e à corrida de
argolinha.
Na educação
pública, contribuiu para a formação de alunos do ensino médio na Escola
Municipal Dr. Odilon Guedes da Silva e também exerceu a função de professor
universitário na Universidade Potiguar, em Natal. Além de intelectual e
professor, tornou-se pesquisador e homem de ação em temas relacionados à
cultura acariense. Em 2001, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico,
Turismo, Desporto e Lazer. Sua gestão se destacou pela capacitação
profissional, desenvolvimento do turismo rural, cultural, ecológico e de
eventos. Nas áreas de desenvolvimento econômico, focou no associativismo de
setores da economia local, incentivando a criação de associações rurais, de
artesanato e de cortadores de pedra, e consolidando eventos turísticos com a
criação de um calendário de eventos da cidade. Suas ações foram amplamente
direcionadas ao voluntariado.




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