U-Z
VÂNIA DE FREITAS DANTAS é filha de Amadeu Vitorino
Dantas e Laura de Freitas Dantas, neta de Amaro José Dantas e Silvina Etelvina
Dantas e bisneta de Silvestre José Dantas e Francisca Maria da Conceição
(casados em 3 de novembro de 1920), além de Tomás de Aquino Araújo e Antônia
Josefina de Araújo.
Licenciada em Filosofia (2002) e mestre em História
Social pela Universidade Federal de Uberlândia (2006) com a dissertação “Arte,
loucura, terapias: uma reflexão contemporânea (o Hospital das Clínicas da UFU e
as oficinas terapêuticas)”, é também especialista em filosofia clínica
(psicoterapia baseada na filosofia), pesquisadora da atividade mental e do
comportamento humano. Colabora na homepage www.casadafilosofiaclinica.com.br, é
coautora do livro “Terapia em Filosofia Clínica”, colaboradora da revista
Olhares e Trilhas (Vol. 3) e da Revista Internacional de Filosofia Clínica.
Com experiência no magistério superior, atuou como
preceptora e orientadora educacional, tendo ministrado palestras e oficinas em
educação, saúde e espiritualidade. Desde a infância, Vânia se interessava pelo
sobrenome “Dantas”, motivada por histórias de parentes sobre sua ascendência.
Iniciou pesquisas sobre a família "Freitas" no Triângulo Mineiro e os
"Dantas" na região do Seridó potiguar.
Apesar de residir na área urbana de Uberlândia/MG,
sua família preservou lembranças e costumes do campo, incluindo a tradição de
fazer pamonhas, doces, farinha de mandioca, biscoitos de polvilho e torra de
amendoim. Esse trabalho incluía processar sacas de milho de 60 kg: cascar,
moer, temperar, cozer ou assar.
Na escola, conheceu Maria Enilza Medeiros Dantas,
que frequentemente mencionava serem parentes. Seu pai, aos 16 anos, mudou-se de
Carnaúba dos Dantas para Canápolis/MG, em 1951, num caminhão “pau de arara” em
busca de oportunidades, dadas as condições precárias no sertão. Ele recordava
ter passado por Cuité e Picuí, na Paraíba, e contava que o primo João Afro
Dantas viajou com ele para trabalhar nas lavouras, fixando-se depois em
Cachoeira Dourada/MG.
Por meio de seu pai, soube dos avós mencionados,
mas com poucas informações adicionais. Em 2000, Vânia conheceu a amiga Ubiracy
Tenório de Araújo, que lhe falou sobre parentes em Carnaúba dos Dantas, no Rio
Grande do Norte, conhecidos pelo interesse em genealogia. A região também é
reconhecida pela cultura e hospitalidade.
Vânia continuou a pesquisa sobre a família Dantas
por meio da internet, jornais e monografias acadêmicas. Em 2015, criou o grupo
“Família Dantas - de Carnaúba” no Facebook, reunindo primos distantes. Em 2021,
Enilza Dantas sugeriu a possibilidade de cidadania europeia devido à ancestralidade
judaica sefardita, indicando um grupo produtivo de genealogia potiguar, onde
Vânia encontrou documentos sobre os bisavós seridoenses. Isso a entusiasmou,
pois descobriu sua ligação com o patriarca Caetano Corrêa Dantas e organizou o
parentesco no FamilySearch, uma plataforma de pesquisa genealógica mantida pela
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a maior desse tipo no
mundo. Inspirada, expandiu o grupo para incluir descendentes dos Dantas que
migraram de Carnaúba, Parelhas, Acari, Currais Novos, Caicó, Cruzeta e regiões
próximas.
Assim, aprofundou-se na diáspora judaica e na
história das concessões de terras no Seridó, no século XVIII, para o povoamento
e exploração econômica. Em uma de suas jornadas, visitou o primeiro templo judaico
das Américas, em Recife, a Sinagoga Kahal Zur Israel, fundada em 1639 na Rua do
Bom Jesus. Esse local, hoje um museu e centro cultural judaico, foi um refúgio
para judeus que fugiam da Inquisição na Península Ibérica. A emoção de estar
naquele lugar sagrado e de imaginar as lutas de seus ancestrais foi
indescritível para Vânia.
Pensadora
e estudiosa, Vânia reflete sobre questões éticas, morais e os problemas
contemporâneos da sociedade. Embora sua produção se concentre no campo
acadêmico, ela também se dedica a pesquisas relacionadas à prosa, poesia,
contos, história e literatura regional.
WALCLEI DE ARAÚJO AZEVEDO, seridoense, nascido em Currais Novos, no ano de 1969, é filho de José Walter de Azevedo e Cleide Mirian de Araújo Azevedo. É esposo de Ilana N. Bezerra Dantas de Araújo Azevedo e pai de Isabela Bezerra Dantas de Araújo Azevedo e Carolina Bezerra Dantas de Araújo Azevedo. Residiu em Cruzeta, local que considera sua "terra-mãe adotiva", até meados da década de 1990, quando passou a morar em Natal.
Historiador graduado pela UFRN, possui pós-graduação em História do Brasil pela Universidade Potiguar. É funcionário público e professor na Escola Estadual Professor José Fernandes Machado. É também Sócio Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e membro da Associação Sertão Raiz Seridó.
O sertão que Walclei carrega na alma é o Seridó, especialmente a Fazenda Vaca Brava, propriedade de sua família materna, em Acari. Lá estão enterrados o seu umbigo e os de suas filhas, em cumprimento a uma antiga tradição familiar, no mourão da porteira do curral que dá para o sol nascente. Na infância e adolescência, passou longas temporadas naquele solo de pertencimento, em companhia de seus avós maternos.
Iniciou sua trajetória na literatura em 2009, com a publicação do livro Fatos Pitorescos de Cruzeta. É autor de diversas outras obras, como José Augusto e o ABC das Oligarquias (2011), com edição revista e atualizada em 2015), Podres Poderes: política e repressão (2013), Pétalas de Vida (2014) e Um Tempo e Suas Lembranças (2021). Também escreveu um artigo sobre Radir Pereira de Araújo, publicado no livro Governo do Rio Grande do Norte pelo IHGRN, em 2022. Já agora em 2024 participou ativamente na organização do livro ‘SÉRIDO: A SAGA’ pela editora Sefarad, recepcionando, pautando, escrevendo, enfim, a obra tem muito de sua alma.

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